El Laberinto De La Soledad

de Octavio Paz
idioma: espanhol
Editor: Ediciones Cátedra, março de 2015 ‧
19,31€
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
" El laberinto de la soledad " es una de las piezas clave de la literatura moderna, ensayo él mismo moderno y reflexión crítica sobre la modernidad. En la historia de la literatura hispanoamericana se trata de la prosa ensayística más importante de este siglo, la que ha influido más en el pensamiento y en la literatura de lengua española y la que más ha resonado en los de otras lenguas. En el contexto intelectual hispánico, pertenece a la tradición del ensayo de identidad nacional. En palabras de Octavio Paz: " Es un libro dentro de la tradición francesa del "moralismo". Es una descripción de ciertas actitudes, por una parte, y, por otra, un ensayo de interpretación histórica " . Es una voluntad de interpretar críticamente la realidad histórica de México. Esta edición revisa y corrige la anterior publicada en esta misma colección, y aumenta los textos, en especial el que da nombre al volumen y " Posdata " , que añadió Octavio Paz al tomo 8 de las " Obras completas " (1993).
Wook México_640.jpg

Wook se escreve no México – o país profundo

Com um olhar lúcido e sagaz, permeado por vezes por surrealismo, magia e misticismo, os escritores mexicanos extraem a luz que subsiste na mais negra obscuridão, alimentando uma tradição literária arrebatadora.
Após termos percorrido as criações das novas vozes literárias, nesta segunda parte olhamos para os escritores do Méxido profundo, com lugar cimeiro nas letras do país.

Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece de julho de 2024. Juan Rulfo (1917-1986) Fotógrafo, argumentista, contista e romancista, Juan Rulfo deixou uma obra fundadora de uma nova forma de literatura latino-americana que influenciou decisivamente autores como Gabriel García Marquéz ou Mario Vargas Llosa. Duas obras foram suficientes para o consagrar. Pedro Páramo,constitui um ponto de viragem na literatura e no realismo mágico. A narrativa acompanha Juan Preciado na sua viagem a Comala, a pedido da sua recém-falecida mãe, para conhecer o seu pai, Pedro Páramo. Quando um desconhecido lhe diz ser seu irmão, revelando-lhe que todos os habitantes de Comala têm o apelido de Páramo, o leitor vê-se num limbo entre o real e o sobrenatural, ensombrado pela dureza e pela opressão da vida no México campestre. Personagens profundas, dos camponeses que lutam pela subsistência aos caciques brutais e aos revolucionários sanguinários, coexistem num cenário árido e pobre, carregado de solidão, violência e morte. No seu outro livro marcante, o volume de contos A Planície em Chamas, Rulfo volta a expor a brutalidade e a resiliência no desolado México rural, com uma visão sincera e comovente da Humanidade nas suas formas mais cruas. COMPRO NA WOOK! » Carlos Fuentes (1928-2012) Fuentes foi um dos principais expoentes do chamado boom literário das décadas de 60 e 70, juntamente com Márques e Llosa, com os quais formou o “triângulo de ouro” da literatura latino-americana e nos trouxe o realismo mágico. Deixou uma vasta obra com romances, contos, teatro e ensaio, e foi muito acarinhado pelo seu país, que criou um prémio literário com o seu nome. A Boneca Rainha, de Contos Sobrenaturais, explora a fragilidade da memória e o poder do desejo não realizado de Carlos, ao reencontrar-se com Cecilia – mulher que idealizava e que é caracterizada através de elementos sobrenaturais, e que o protagonista transforma numa figura quase mítica. Além de escritor, Fuentes é recordado como um grande difusor da literatura e da cultura da América do Sul, enquanto diplomata e jornalista, sempre com um olhar crítico sobre o mundo. COMPRO NA WOOK! » Octavio Paz (1918-1986) Galardoado com o Prémio Nobel de Literatura em 1990 pela sua poesia – para ele, «a religião secreta da era moderna» –, Octavio Paz é uma figura basilar na literatura mexicana e latino-americana. Além de poeta, escreveu ensaios notáveis como O Labirinto da Solidão, uma profunda meditação sobre a identidade mexicana e como esta é moldada pela História, política e cultura. Em Vislumbres da Índia, escrito quando Paz era embaixador do México naquele país, nos anos 60, enaltece a força que a cultura e a sociedade indianas retiram da sua capacidade de assimilar e transformar as influências estrangeiras ao longo dos séculos, mantendo a sua identidade única. Com uma escrita de grande beleza lírica e rigor intelectual, a obra de Paz é fulcral para entender o espírito mexicano, na dicotomia entre a tradição e a modernidade. COMPRO NA WOOK! » Laura Esquível (n. 1950) Num género bem diferente dos outros autores aqui listados, Laura Esquível é talvez a escritora mexicana mais famosa. Saltou para a ribalta graças à sua adaptação para livro de um argumento que escreveu para um filme que ficou por realizar por falta de fundos. Nascia assim Como Água Para Chocolate, romance belíssimo e sensorial que conta a história de Tita de la Garza, no México pré-revolução do despontar do século XX. Por ser a filha mais nova, a tradição ditava que tivesse de cuidar da mãe. Não se podendo casar com o charmoso Pedro, terá de suportar vê-lo casado com a sua irmã, embora este apenas aceite a situação para ficar perto Tita. A paixão entre ambos não esmorece, invadindo como uma torrente imparável aquele cenário vívido que mistura condimentos e sentimentos através da comida, com um desfecho surpreendente. A escrita de Esquível, perfumada de beleza poética que funde o mundano com o místico, tornou esta obra num sucesso mundial, que acabaria por ser adaptado ao cinema por Alfonso Arau, marido da escritora, com igual êxito. A saga continua com O Diário de Tita, que revela os secredos por detrás do primeiro enredo, e conclui-se com O Meu Negro Passado, último livro da trilogia. Agora, a protagonista é a sobrinha-neta de Tita, María. Destroçada pelo desabar do seu casamento, vai buscar forças ao diário da tia-avó, mulher livre e apaixonada, com quem se identifica e aprende a enfrentar as adversidades da vida. Ao longo do tempo e de três gerações, percorremos a alquimia dos sabores e a capacidade de o espírito humano se elevar. COMPRO NA WOOK! »

El Laberinto De La Soledad

de Octavio Paz

Propriedade Descrição
ISBN: 9788437633992
Editor: Ediciones Cátedra
Data de Lançamento: março de 2015
Idioma: Espanhol
Dimensões: 108 x 174 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 608
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Ensaios
EAN: 9788437633992

SOBRE O AUTOR

Octavio Paz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1990

Escritor e poeta prolífico mexicano, Octavio Paz nasceu a 31 de março de 1914, na Cidade do México. Filho de um jornalista que se tornou secretário do revolucionário Emilio Zapata e neto de um autor de romances dedicados ao martírio indígena, beneficiou da extensa biblioteca do seu avô, interessando-se desde muito cedo pela literatura. Com o assassinato de Zapata, em 1919, a família de Octavio Paz foi forçada a exilar-se, demorando-se algum tempo nos Estados Unidos da América. De regresso ao México, ingressou no curso de Direito da Universidade Nacional mas, ambicionando vir a tornar-se poeta, não chegou a obter o seu diploma. Estreou-se em 1933 com a publicação da sua primeira coletânea de poemas, Luna Silvestre.
Em 1937 partiu para Espanha, com o intuito de tomar assento no Segundo Congresso Internacional de Escritores Anti-Fascistas, a decorrer na cidade de Valencia, mas acabou por combater nas fileiras republicanas durante a Guerra Civil Espanhola. Teve ocasião de conhecer colegas como Ilja Ehrenburg, André Gide e André Malraux. Simpatizando com os ideais comunistas, publicou nesse mesmo ano de 1937 Bajo Tu Clara Sombra y Otros Poemas e No Pasarán! obras que refletem as suas experiências em solo espanhol. Em 1938 participou na fundação de uma revista, Taller, que procurava estabelecer uma nova geração de escritores no México, ansiando pela liberdade em tons de surrealismo. Em 1943 viajou até aos Estados Unidos da América munido de uma bolsa atribuída pela Fundação Guggenheim, tomando contacto com a poesia modernista na Universidade de Berkeley.
Em 1945 entrou ao serviço do Corpo Diplomático Mexicano e foi enviado para Paris, onde escreveu Liberdad Bajo Palabra (1949) e El Laberinto De La Soledad (1950). Publicou a sua primeira experiência em prosa poética em 1951, com o título Águila O Sol?, e em 1956 apareceu El Arco Y La Lira, um ensaio sobre as literaturas francesa e espanhola. Depois de ter composto Piedra De Sol (1957) e cumprido uma missão no Japão, Octavio Paz foi nomeado embaixador do México na Índia, em 1962. Acabou por se demitir em 1968, em sinal de protesto contra o massacre dos estudantes na Praça Tlateloco, que se manifestavam contra o governo pouco tempo antes dos Jogos Olímpicos do México.
Seguiu então uma carreira académica, marcada pela passagem por instituições de prestígio como as universidades de Cambridge e de Harvard, mantendo a atividade editorial. Foi galardoado com inúmeros prémios, entre os quais se destacam o Neustadt, em 1982, e o Nobel da Literatura, em 1990.
Octavio Paz faleceu a 19 de abril de 1998.

Octavio Paz. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR