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Uma Viagem à Índia

de Gonçalo M. Tavares
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2020 ‧
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«É um livro cheio de fantasmas, fantasmas d’Os Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti-epopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos.»
[Vasco Graça Moura]

Uma Viagem à Índia

de Gonçalo M. Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897830839
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 236 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 525
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Gonçalo M. Tavares
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789897830839

Fundamental

Eduardo Mota

Uma obra fundamental, não só dentro do eclético conjunto da obra de Gonçalo M. Tavares, mas também dentro do vasto e variado universo que é a literatura portuguesa, por constituir, sem dúvida alguma, uma das obras cuja validade se estende indefinidamente, estabelecendo um marco no presente cujo impacto será sentido por toda a posteridade.

Uma releitura(?) contemporânea da epopeia maior da Literatura Portuguesa

Gil Ismael Braga Monteiro

A 'empresa poética' de Gonçalo M.Tavares na construção de uma nova epopeia no panorama literário português parece, de facto, tarefa incomensurável. Na verdade, esta (algo extensa) obra é, afinal, uma releitura paródica d' "Os Lusíadas" e dos seus Cantos. (Veja-se, por exemplo, a releitura, sugerida por M.Tavares, do episódio dos amores de Inês de Castro e D.Pedro I, agora Mary e Bloom ou, ainda, do episódio d' "Os Doze de Inglaterra")

SOBRE O AUTOR

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».

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