Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai

de Gonçalo M. Tavares

editor: Porto Editora, outubro de 2014
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Hanna e Marius, Berlim, Século XX.

Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos. Hanna fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Está perdida.

Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a.

A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.

"- E vocês? De onde vêm?
Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer.
Ele perguntou, virado para Hanna:
- Como te chamas?
Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
- Chama-se Hanna.
- Hanna - disse Fried. - Bom.
- Que idade tens?
- Catorze - respondeu, e agora percebeu-se.
Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
- Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
Eu disse: - Ela aprendeu assim.
Depois ela disse:
- Estou à procura do meu pai.
Fried sorriu, não disse nada."

Uma Menina Está Perdida... é, por isso, um daqueles romances que se podiam quase dividir em contos. Não é o desfecho da história que interessa, mas sim as histórias mais pequenas contidas no livro. Mas é este artifício, este fio narrativo que liga todos os episódios, que o torna uma obra maior.

Gonçalo Mira, Ípsilon (Público)

«Mesmo quando parecem fechados na sua concepção quase programática, os romances de Gonçalo Tavares são diálogos com as palavras e as imagens de um século depois do qual não se pode escrever como se nada tivesse acontecido.»

Pedro Mexia, Expresso

«Ao longo da sua curiosa viagem, Marius e Hanna (ou Hannah…) encontrarão vários insólitos personagens, como um fotógrafo que coleciona fotos de animais e pessoas com deficiências, uma família que cola cartazes em todo o mundo com o intuito de despertar as mentes de todos, dois proprietários de um hotel que deram nomes de campos de concentração aos quartos, um antiquário que adora inventar histórias, os sete "Séculos XX", etc. A pluralidade de personagens criada por Gonçalo M. Tavares é realmente deslumbrante, impossível não nos agarrarmos a eles, cada um com a sua história particular, muitas marcadas pela Grande Guerra.»

Diário Digital

Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai

de Gonçalo M. Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04698-7
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: outubro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972004698712
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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O olho vermelho

Gonçalo

Mais um surpreendente livro de M. Tavares. Uma viagem, uma procura, uma fuga Kafkiana que nos leva a pensar e refletir nos opostos: o bom e o mau, o leve e o pesado, a verdade e a mentira,....

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Soberbo

ab

um século de procura e uma história fenomenal, como só gonçalo m tavares consegue. um livro brutal e kafkiano. recomendo vivamente.

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Quem corre por gosto...

Filipe Martins

O universo de M. Tavares é fascinante. Os 7 século XX; o que a familia do d.quixote faz; o artista que vê melhor do olho esquerdo: um universo fascinante de bizarrias. Correndo o risco de soar demasiado evidente, vê-se bem o Kafka por todo o lado, mas isso não lhe retira um ml. Creio que no final M. Tavares corre tanto como Marius, mas sem saber muito bem para onde. Sobretudo não hesita e continua, não para. Falo de como resolve o livro (spoiler), a razão magra que o leva a ir contra Josef, ou ainda de onde vem essa razão: Agam: "Eu minto muito". Mas não deixa de ser fascinante.

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Ou andaremos todos perdidos?

Maria Rijo

Livro inteligente que nos desperta para a diferença. Não somos só diferentes por deficiência mental como a de Hanna, somos diferentes porque únicos, mas temos de ter a capacidade de ouvir os outros, de dar a mão, como Marius faz. A importância da memória de acontecimentos passados que faz de nós, quem somos e a importância da liberdade para sermos quem queremos ser. Gostei muito do romance. No final perdi-me um pouco, talvez seja esse o desejo do autor, que nos percamos como os seus personagens principais, para podermos reflectir sobre quem somos e o que fazemos na nossa vida.

e e e e E

O que procuramos?

Alexandrina Ribeiro

Mais um livro soberbamente escrito por um autor que nos interpela sempre a questionarmos a forma como a humanidade se construiu ao longo dos tempos e a olharmos os que nos rodeiam, respeitando as suas diferenças e individualidade. A procura da “menina” conduz a muitos encontros e desencontros e leva-nos a reflectir sobre qual o papel e participação que queremos ter no mundo.

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A incomodidade

Claudino Moura

A exemplo de "Aprender a Rezar na Era da Técnica", este é mais um belíssimo horrível romance de Gonçalo M. Tavares, que nos deixa desconfortáveis depois de o ler. A intenção do autor será mesmo essa: que este livro deixe marca e nos obrigue a sentir e pensar, e não seja apenas mais uma história lida.

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Muito interessante

Maria Helena Horta

Um livro muito atual, interessante e que nos faz pensar sobre a nossa própria vida.

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».

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