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Uma Campanha Alegre II

Livro 2

de Eça de Queirós
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1987 ‧
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«O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo!
(...)O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.»
Eça de Queirós

Uma Campanha Alegre II

de Eça de Queirós

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721022881
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1987
Idioma: Português
Dimensões: 116 x 176 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso / Série Grandes Obras
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5601072409941
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Os "antigos"

Rui Mota

É sempre precioso lermos os antigos (e os que sabem escrever) e ver que a História se repete. Porque não aprendemos? Porque não ensinamos aos atuais?

SOBRE O AUTOR

Eça de Queirós

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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