Tudo que Existe Louvará

antologia

de Adélia Prado
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2016 ‧
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«Adélia provoca escândalo. A expressão cultual, como nos avisam as diversas tradições litúrgicas, é intimamente corporal. Os sacramentos pedem matéria (água no Batismo, o óleo da unção na Confirmação, pão e vinho na Eucaristia, etc.), porque o espiritual supõe o sensível. Com efeito, os êxtases espirituais de Teresa viam-se no corpo — como o atesta o Bernini da Igreja de Santa Maria da Vitória, em Roma —, a contemplação do Poverello de Assis fazia-o levitar três metros acima do chão, e as experiências místicas de São João da Cruz tinham consequências somáticas marcantes, como o vómito. Adélia Prado assim o entende. O religioso sem corpo é triste, incompreensível e anímico, porque é com o corpo que se ama a Deus. O corpo é que nos abre, como janela, para a transcendência: Deus só é experimentável a partir do corpo e na relação com o corpo. A poética de Adélia Prado é, por isso, escandalosamente erótica, porque é, talvez mais ainda, escandalosamente sacramental.»

José Tolentino Mendonça e Miguel Cabedo e Vasconcelos, no prefácio a esta edição.

Selecionado na lista de melhores livros de 2016 do jornal “Expresso”:

Expresso

Tudo que Existe Louvará

antologia

de Adélia Prado

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1933-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documenta Poetica
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972371933810
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Poesia premiada

Ana

Comprei para conhecer a obra da autora, após atribuição do prémio Camões. Gostei muito destes seus poemas, um dos grandes nomes da literatura brasileira.

Uma excelente obra

Rita Marques

Para mim, uma revelação. Um prémio merecido para uma voz que tem de ser dada a conhecer.

Divinópolis

SM

A poesia de Adélia Prado desconcerta. Poesia de uma mulher que crê, que vê Deus na sua vida e nos seus actos. Poesia que, a salvará, como começa o poema Guia - "A poesia me salvará." Oxalá nos salve a nós também... Diz em salmo, com o verso que deu nome à antologia: Tudo o que existe louvará. Quem tocar vai louvar, quem cantar vai louvar, o que pegar a ponta de sua saia e fizer uma pirueta, vai louvar.

SOBRE O AUTOR

Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, onde reside até hoje. A sua formação é em Magistério e Filosofia. Em 1976, publicou Bagagem. O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado, que é agraciado com o Prémio Jabuti. Estreia-se em prosa no ano seguinte, com Solte os cachorros, e logo depois publica Cacos para um vitral. Em 1981 lança Terra de Santa Cruz. Os componentes da banda é publicado em 1984 e, a seguir, O pelicano e A faca no peito. Em 1991 é publicada a sua Poesia reunida. Em 1994, após anos de silêncio poético, ressurge com o livro O homem da mão seca. Em 1999 são lançados Manuscritos de Felipa, Oráculos de maio e a sua Prosa reunida. Em 2010 recebeu o Prémio Literário da Fundação Biblioteca Nacional e o Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Em junho de 2024 foi-lhe atribuído o Prémio Machado de Assis e o Prémio Pessoa.

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