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Todos os Contos - Edgar Allan Poe

de Edgar Allan Poe
Livro eBook
Editor: Temas e Debates, novembro de 2014 ‧
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Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.
A presente edição reúne todos os contos deste autor clássico da literatura universal e decorre da edição ilustrada anteriormente publicada em dois volumes.

«Pelo mistério, pela invenção, pela noturna iluminação que faz com que mesmo a sua escrita mais sombria cintile como o momento antes da madrugada.»
António Mega Ferreira

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Livros de fantasia para o último capítulo do ano

Dezembro não é princípio nem fim. É o mês em que revemos o que ficou para trás e começamos a projetar no ano que se aproxima os desejos e anseios do que está por vir. É um tempo suspenso em que o real abranda e a imaginação encontra mais espaço para respirar. Talvez por isso a fantasia combine tão bem com esta altura, ao oferecer universos paralelos que dialogam com o nosso. Ler fantasia em dezembro não é uma fuga, é um convite para visitar outros mundos e regressar à nossa realidade com uma perspetiva diferente. E não faltam livros capazes de fazer essa travessia connosco. A Casa no Mar Cerúleo, de TJ Klune Começo por A Casa no Mar Cerúleo, de TJ Klune, que é o equivalente literário a entrar numa sala acolhedora depois de apanhar chuva o dia inteiro. A história acompanha Linus Baker, um funcionário exemplar, enferrujado pela burocracia e responsável por supervisionar crianças com poderes mágicos, que é enviado a um orfanato para vigiar seis jovens considerados uma potencial ameaça para a sociedade, incluindo um que se apresenta como filho de Satanás. Contra todas as expectativas, o que encontra naquela casa desmonta, com suavidade, a rigidez do seu mundo. Naquela pequena comunidade liderada por Arthur Parnassus, Linus descobre uma família improvável, construída com afeto, humor e uma coragem que resiste ao preconceito. Cada personagem mostra que ser diferente pode ser uma força e que até o extraordinário é frágil e precisa de proteção. Se querem um livro de fantasia reconfortante, onde a magia existe para revelar que os verdadeiros poderes são a gentileza e a empatia, não o procurem nos próximos parágrafos deste texto. Leiam A Casa no Mar Cerúleo.

COMPRO NA WOOK! » Piranesi, de Susanna Clarke Se preferem algo mais enigmático, Piranesi, de Susanna Clarke, oferece um dos mundos paralelos mais singulares da fantasia contemporânea. O protagonista vive numa casa infinita, composta por salas que se sucedem sem lógica aparente, estátuas monumentais e marés que irrompem em lugares onde não deveriam existir. No princípio, a solidão de Piranesi parece pacífica, quase ritualística. A sua rotina assenta em cadernos onde regista com minúcia medições e notas que tentam impor ordem a um espaço que resiste a ser decifrado. Mas, com o passar do tempo, esse espaço começa a revelar fissuras que mostram que aquela casa guarda mais do que beleza ou estranheza, tem segredos. Clarke constrói este universo com uma luz própria, delicada e inquietante ao mesmo tempo. Cada detalhe funciona como pista, cada sala abre uma possibilidade nova e o efeito acumulado é o de um mistério que se aproxima devagar, sem pressas. Esta história pede atenção ao leitor e recompensa-o com uma sensação rara, a de ter caminhado por um lugar que não se parece com nenhum outro e que, ainda assim, deixa marcas nítidas quando regressamos ao mundo real. COMPRO NA WOOK! » O Caminho dos Reis, de Brandon Sanderson Para quem quer terminar o ano com uma aventura épica, O Caminho dos Reis, de Brandon Sanderson, é uma escolha segura que, pelo tamanho e pela densidade, tem boas hipóteses de só terminar em 2026. Primeiro volume da saga O Arquivo das Tempestades, impõe-se desde o início com a criação de um universo vasto e coerente, feito de geografias inventadas, ordens lendárias de cavaleiros, sistemas de magia intricados e guerras antigas. As criaturas que o habitam têm escala própria e as personagens carregam conflitos internos que as tornam surpreendentemente próximas, apesar do cenário tão grandioso. Tudo cresce, tudo se desdobra, tudo parece anunciar uma ambição maior. É fantasia em estado puro, da que envolve o leitor por completo e exige entrega. Dezembro presta-se a leituras assim, prolongadas, que pedem tempo, ritmo e disponibilidade para atravessar a porta de um outro mundo.

COMPRO NA WOOK! » Deuses Americanos, de Neil Gaiman Deuses Americanos, de Neil Gaiman, mostra o que acontece quando o fora do comum se infiltra no quotidiano. Neste relato de estrada, Sombra, um homem acabado de sair da prisão, aceita trabalhar para o misterioso Sr. Quarta-Feira e descobre que a América é habitada por deuses antigos e por divindades nascidas da tecnologia, do consumo e da necessidade constante de atenção. A viagem destes dois homens, que no início parecia sem direção, assume um objetivo muito concreto: Quarta-Feira quer reunir o maior número possível de deuses antigos, garantir alianças e prepará-los para um confronto que se aproxima. Motéis de beira de estrada, cidades quase esquecidas e bares anónimos tornam-se paragens dessa missão. Os diálogos são subtis e muitas situações só revelam o seu verdadeiro peso quando o leitor junta as peças. Neste livro, Gaiman interroga o que veneramos, o que relegamos ao esquecimento e a forma como essas escolhas moldam a vida coletiva. Lembra-nos que cada sociedade se organiza em torno das histórias que decide manter vivas.

COMPRO NA WOOK! » Todos os contos, de Edgar Allan Poe Ler livros de grande fôlego pode tornar-se cansativo se não tivermos um bom limpa-palato, ou seja, um conjunto de narrativas breves que encaixem na perfeição entre romances longos sem perder intensidade nem quebrar o tom que procuramos. Para esses casos, é difícil falhar com Todos os Contos, de Edgar Allan Poe. Cada história parte de uma situação simples que se desenvolve até um desfecho que surpreende por dar nova forma ao que tomávamos por certo. Contos como Os Crimes da Rua Morgue, que introduz o gosto pelo enigma, O Escaravelho de Ouro, que gira em torno de um mistério engenhoso, e A Queda da Casa de Usher, que retrata uma casa inseparável da condição dos seus habitantes, mostram como um único gesto ou uma perceção deslocada podem alterar por completo a trajetória de um enredo. Nada sobra e nada se arrasta, está tudo na medida certa. Em cada um destes textos, encontram-se as bases de muito do que a fantasia continua a explorar. Poe não escreveu apenas contos sombrios, deixou as fundações de um imaginário que o género ainda reconhece como seu.

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Todos os Contos - Edgar Allan Poe

de Edgar Allan Poe

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896443191
Editor: Temas e Debates
Data de Lançamento: novembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 178 x 264 x 51 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 952
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896443191
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Adorei...

Mónica Pereira

Além de compilarem neste livro os contos deste maravilhoso escritor, foi a minha primeira experiência com esta escrita e com este autor na qual me surpreendi a cada página que virava e a cada conto que lia... Nunca tinha lido nada deste escritor e sempre tinha ouvido boas críticas e quando vi esta edição, mal recebi o livro comecei a devorar... Ê nos dado um ambiente negro e misterioso mas para quem gosta de thrillers e terror por favor leiam Poe...

Mestre do Horror

André CM

É uma compilação muito boa das histórias deste autor. Permite-nos ver a evolução do seu trabalho ao longo dos anos. Pessoalmente os meus contos preferidos são os macabros e bizarros sem dúvida. Recomendo vivamente a leitura.

Imperdível

Ana Lopes

Sem dúvida um dos maiores mestres da ficção e do suspense, Poe leva-nos ao seu imaginário com contos que nos deixam presos do início ao fim. Para quem procura a sua obra condensada, este é, sem dúvida, o melhor livro a adquirir.

É preciso ter medo

Paulo Alves

Há uma táctica infalível para obter o melhor de Poe: ler, reler e pedir para nos lerem. Foi assim que fizeram Jorge Luis Borges e, possivelmente, Machado de Assis e Fernando Pessoa. Como com a Poesia, não tem mal nenhum levar para a leitura deste contos o medo. É extraordinário pensar que ele foi tão forte nas datas originais das publicações destes textos que não só assustaram muitos leitores como fizeram outros mais acreditar estarem perante relatos verdadeiros e, claro, antecipando-se, Poe escreve num deles que, sendo assim, não pode parar de relatar o sucedido ("O Estranho Caso do Sr. Valdemar). Os que acham que estamos perante um tipo de literatura menor ou pouco interessante deverão ler, reler e pedir de ler o primeiro parágrafo e, principalmente, tenham medo.

FANTASTICA!

Ricardo Amaro

Não podia pedir mais! Todos os contos num só volume! Edição fantasticamente elaborada, que impoe respeito e faz jus ao respeito que esta obra literária merece!

Revisitar

António Durães

É sempre um prazer revisitar o mundo de Poe. Este livro é a compilação de momentos de prazer que fui tempo ao longo da vida quando ia lendo aqui e ali os contos em separado condensados num único volume. Sem dúvida fascinante.

Sublime

João Matias

Apesar do extenso volume a sua escrita enriquecida e de uma profundidade que chega a ser inspirador faz que seja um livro certamente belo e de companhia imprescindível. Bastante grato por uma tradução muito bem feita e que captou - na maioria - os pontos principais da obra deste escritor tão sublime. Um livro que é, sobretudo, para ficar na memória. Poe é, sem dúvida, um grande mestre da literatura. A sua obra é de uma originalidade refrescante e ambientes que caracterizam a sua personalidade misteriosa e envolta em mistério. Um livro que vale para alimentar o desejo e, acima de tudo, o vício.

Maravilhoso

Isa Sampaio

Um escritor excelente, e um livro belíssimo. Apesar de bastante volumoso, como seria de esperar de uma colectânea, este livro ganha em beleza, pela qualidade da edição e pela obra do autor, tornando-o uma verdadeira obra de arte. Para os fãs de Poe será sem dúvida, a bíblia a ter na mesa de cabeceira

Excelente livro

Francisco Martins

Estou bastante satisfeito com a compra desta obra. Apesar de Edgar Allan Poe ser bastante conhecido em todo o mundo,pessoalmente não conhecia muito bem a obra do autor,mas estou a adorar. O livro é enorme e a obra do autor também. Vou ter certamente umas boas horas a ler este livro. Certamente recomendo a aquisição deste excelente livro.

Genial e Intemporal

João Pinheiro | 26-12-2014

Uma agradável surpresa para quem nunca tinha lido Edgar Allan Poe. Na realidade, consider-o uma lufada de ar fresco no género literário, pela intemporalidade e génio da sua escrita.

SOBRE O AUTOR

Edgar Allan Poe

Escritor norte-americano nascido a 19 de janeiro de 1809, em Boston, e falecido a 7 de outubro de 1849. Filho de dois atores de Baltimore, David Poe Junior e Elizabeth Arnold Poe, ficou órfão com apenas dois anos de idade e desde cedo aprendeu a sobreviver sozinho. Foi adotado por uma família de comerciantes ricos de Richmond, de quem recebeu o apelido Allan.
Entre 1815 e 1820, a família Allan viveu em Inglaterra e na Escócia, onde Poe recebeu uma educação tradicional, regressando depois a Richmond. Poe foi para a Universidade da Virgínia em 1826, onde estudou grego, latim, francês, espanhol e italiano, mas desistiu do curso onze meses depois por causa do seu vício do jogo e do álcool. Resolveu então ir para Boston, onde publicou em 1827 um fascículo de poemas da juventude de inspiração byroniana, Tamerlane and Other Poems.
Em 1829 publicou o seu primeiro volume de poemas, com o título Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems, onde se denota a influência de John Milton e Thomas Moore. Foi então para Nova Iorque, onde publicou outro volume, contendo alguns dos seus melhores poemas e onde se evidencia a influência de Keats, Shelley e Coleridge.
Em 1835 estreou-se como diretor do jornal Southern Literary Messenger, em Richmond, onde se tornaria conhecido como crítico literário, mas veio a ser despedido do seu cargo alegadamente por causa do seu problema da bebida. O álcool viria aliás a ser o estigma que marcaria toda a sua vida até à morte. Casou-se nesse mesmo ano com a sua prima de apenas treze anos, Virgínia Clemm, e o casal resolveu então instalar-se em Nova Iorque, onde não chegou a permanecer muito tempo. Foi em Filadélfia que Poe alcançou fama através de vários volumes de poemas e histórias de mistério e de terror. Em 1838 escreveu The Narrative of Arthur Gordon Pym (A Narrativa de Arthur Gordon Pym), obra de prosa em que combinou factos reais com as suas fantasias mais insanes. Em 1839 tornou-se codiretor do Burton's Gentleman's Magazine em Filadélfia, e nesse mesmo ano escreveu várias obras que o tornaram famoso pelo seu estilo de literatura ligado ao macabro e ao sobrenatural. São elas William Wilson e The Fall of the House of Usher (A Queda da Casa de Usher). A primeira história policial surgiu apenas em 1841, na revista Graham's Lady's and Gentleman's Magazine, sob o nome The Murders of the Rue Morgue (Os Crimes da Rue Morgue), e em 1843 Poe recebeu o seu primeiro prémio literário com a obra The Gold Bug. Em 1844 regressou a Nova Iorque e tornou-se subdiretor do New York Mirror. Na edição de 29 de janeiro de 1845 deste jornal surgiu o poema The Raven (O Corvo), com o qual Poe atingiu o auge da sua fama nacional.
Dois anos mais tarde morre a sua mulher Virgínia, mas Poe volta a casar, com Elmira Royster, em 1849. Porém, antes disso, Poe publica Eureka, uma obra que deu azo a muita contestação por parte de alguns críticos da época e que é considerada uma dissertação transcendental sobre o universo, muito louvada por uns e detestada por outros.
É de regresso à terra natal do seu pai que Poe começa a apresentar indícios de que o problema do alcoolismo já era de certo modo irreversível. De facto, ele esteve na origem da morte do poeta. A obra de Poe é o espelho da sua vida conturbada e dos seus hábitos e atitudes antissociais, que o levavam a ter uma escrita que ia para além dos padrões convencionais. Se por um lado foi vítima de certas circunstâncias que estavam para além do seu controle, como foi o facto de ter ficado órfão aos dois anos de idade, por outro fez-se escravo de um problema - o álcool - que agravaria a sua personalidade já de si inconstante, imprevisível e incontrolável.

Edgar Allan Poe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009.

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