Por Negras Veredas, na Luz dos Caminhos

de António Ferreira
Editor: Quasi Edições, março de 2006 ‧


"OLIVAIS
a caminho dos olivais, gruas lembram nos seus manejos o rumo dos hidroaviões, olhos ávidos de drama espreitam os jornais luminosos, o algar seco da piscina recolhe as folhas esquecidas do outono. na manhã da esplanada desenho a estrutura do insuflável, os rostos que me espreitam das mesas vizinhas, como arenques fumados, como pequenos budas, as luzes cintilando pelas landes fulvas do mito onde reina o secreto fluir das coisas. no regresso, enfrento a corrente infinda dos dias e das noites, a fragmentação contínua do instante, moscas saindo da boca dos gatos mortos e flocos de algodão imitando neve."

Por Negras Veredas, na Luz dos Caminhos

de António Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895521463
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: março de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 196 x 7 mm
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Coleção: Uma existência de papel
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895521463
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Ferreira

Nasceu em Lisboa, em 1528. Foram seus pais Martins Ferreira, escrivão de fazenda do Duque de Coimbra, (D. Jorge de Lencastre), e Mexia Froes Varela. Estudou em Coimbra, em cuja Universidade se formou em Leis. Aí encontrou mestres, como Diogo de Teive, que ensinava Humanidades e com quem versou as Literaturas greco-romanas, e Jorge Buchanan; paralelamente, Sá de Miranda fazia a propaganda do dolce stil nuovo praticado pela escola italiana.

António Ferreira correspondeu-se com os expoentes do Humanismo de então: Diogo de Teive, Buchanan, Sá de Miranda, Diogo Bernardes e Pero Vaz de Caminha, entre outros. Fez de Horácio o seu livro de cabeceira, chamando-lhe familiarmente o meu Horácio, a quem obedeço.

Aos 28 anos foi desembargador da Relação de Lisboa. Em 1556, casou com D. Maria Pimentel, que morreu prematuramente. À sua morte dedicou o poeta sentidos sonetos. Em 1564, casou com D. Maria Leite e viveu algum tempo nas propriedades do sogro, em Mirandela. Em 1569, sucumbiu ao contágio destruidor da peste. A viúva recolheu-se a Cabeceiras de Basto com dois filhos de tenra idade.

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