Almada, Alcântara e Óbidos

de António Ferreira
Editor: Campo das Letras, abril de 2002 ‧
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O texto que agora se apresenta é o resultado de uma abordagem a Almada, a Alcântara e Óbidos. Isto é, de uma abordagem aos painéis das gares marítimas de Lisboa, numa dupla perspectiva: a da análise e a da recepção. Justamente, a propósito de uma problemática, a de Almada Negreiros, e a dos painéis, relativa a uma ideia de entendimento fenomenológico da situação de uma cultura e de uma história, a do século XX, e a de um modernismo nacional português. De facto, mais não se deseja do que sistematizar, não só as características essenciais dos painéis, como, ainda, a ideia de uma recepção, ao nível de Portugal, e dos portugueses, por via de Almada Negreiros. Pretende-se, por um lado, o conhecimento, tanto de um sistema, como de uma expressão, em torno de uma ideia de análise ao objecto em estudo, quer seja o da pintura, quer seja o da modernidade. Por outro, da recepção ao imaginário, do percurso à expressão, da história à morfologia, da síntese à figuração, do tempo ao discurso e da interpretação à comunicação, a adopção das principais balizas de uma correspondência plural, cujas distâncias firmadas com os pressupostos da obra de Almada é irrefutável. Quer dizer, os painéis das gares marítimas surgem como obra integral, única, e singular, objecto que atenta a conciliação de um princípio de testemunho da interpretação que pode ser tanto de natureza crítica como ensaística. O objectivo principal, esse, será o de equacionar uma problemática alicerçada, tanto na dúvida como na certeza, tanto na conjuntura como na descrição. Esse é, seguramente, o nosso objectivo.

Almada, Alcântara e Óbidos

de António Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726105589
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726105589
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Ferreira

Nasceu em Lisboa, em 1528. Foram seus pais Martins Ferreira, escrivão de fazenda do Duque de Coimbra, (D. Jorge de Lencastre), e Mexia Froes Varela. Estudou em Coimbra, em cuja Universidade se formou em Leis. Aí encontrou mestres, como Diogo de Teive, que ensinava Humanidades e com quem versou as Literaturas greco-romanas, e Jorge Buchanan; paralelamente, Sá de Miranda fazia a propaganda do dolce stil nuovo praticado pela escola italiana.

António Ferreira correspondeu-se com os expoentes do Humanismo de então: Diogo de Teive, Buchanan, Sá de Miranda, Diogo Bernardes e Pero Vaz de Caminha, entre outros. Fez de Horácio o seu livro de cabeceira, chamando-lhe familiarmente o meu Horácio, a quem obedeço.

Aos 28 anos foi desembargador da Relação de Lisboa. Em 1556, casou com D. Maria Pimentel, que morreu prematuramente. À sua morte dedicou o poeta sentidos sonetos. Em 1564, casou com D. Maria Leite e viveu algum tempo nas propriedades do sogro, em Mirandela. Em 1569, sucumbiu ao contágio destruidor da peste. A viúva recolheu-se a Cabeceiras de Basto com dois filhos de tenra idade.

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