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Poesias

de Stéphane Mallarmé

editor: Assírio & Alvim, dezembro de 2005
Sendo constituído por poemas que vão desde as primícias do autor até ao ano da sua morte, dados a lume em diferentes revistas ou publicações de circunstância, sem deixarem de aparecer como fruto de uma exigência de perfeição permanente, o «corpus» textual das «Poésies» é bem representativo da evolução de um poeta que operou uma translação complexa no interior de uma linguagem em crise — ou em «interregno», como ele dizia —, nela coexistindo portanto uma revolutio com uma traditio. (José Augusto Seabra)


"À sua poesia não se reage sem espanto. A complexidade sintáctica da construção dos versos, a riqueza e erudição do vocabulário, e a depuração estética dos poemas adensam os seus sentidos. Mallarmé pensa e trabalha a palavra como matéria intelectual, sustentada por uma ideia de devir para o silêncio. Receber uma edição fiel e cuidada em português, faz juz à importância deste autor para a criação poética do modernismo, e da contemporaneidade, bem como para uma tradição do pensamento sobre poesia."
Andreia Brites, Janeiro de 2006

"Mallarmé é a pedra de toque de uma revolução ímpar na poesia e na arte poética, francesas e não só. Revolução e tradição. Poeta e figura fascinantes, sem dúvida obscuro, por isso frequentado pelos maiores que não cessaram de o interpretar: de Blanchot a Derrida, passando por Sartre, e de o segui, poetas como Verlaine e outros mais jovens (Valéry, Gide Claudel...). Esta edição é bilingue, prefaciada e anotada como todas deveriam ser; ousa-se 'abusivamente' imaginar que Mallarmé gostaria de se ouvir e português nela."
Maria Conceição Caleiro, Público, Mil Folhas


SUSPIRO

Minha alma demanda, ó irmã tão serena,
Tua fronte onde sonha um outono sardento,
E o errante céu do teu olhar angélico,
Tal como a suspirar, num jardim melancólico,
Fiel, um jacto branco sobe para o Azul!
— Para o Azul de Outubro pálido, terno e puro,
Nos lagos a mirar o langor infinito:
E deixa à flor da água onde a fulva agonia
Das folhas voga ao vento abrindo um frio sulco
O sol quente a arrastar seu longo raio ruivo.

(p. 65)

Poesias

de Stéphane Mallarmé

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0881-3
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: dezembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 206 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documenta Poetica
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723708813
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Stéphane Mallarmé

Poeta francês e figura cimeira da modernidade poética, Stéphane Mallarmé nasceu a 18 de março de 1842 em Paris e morreu em Valvins a 9 de setembro de 1898. Mallarmé forma, juntamente com Verlaine e Rimbaud, o núcleo do movimento simbolista francês. O seu estilo fin-de-siècle antecipa muitos dos desenvolvimentos que viriam a surgir com o Dadaísmo, o Surrealismo e o Futurismo, como a fusão entre arte e poesia, os jogos de signos e a tensão entre palavras e imagens, estando também, por isso, entre os precursores da poesia concreta ao lado de Guillaume Apollinaire e Ezra Pound.

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