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Poemes Paiens

de Fernando Pessoa
idioma: francês
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS, novembro de 1989 ‧
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Les poèmes d'Alberto Caeiro et de Ricardo Reis, qui se situent au coeur de l'oeuvre de Pessoa, sont sans doute ce qu'il a écrit de plus original. Caeiro, le "maître" et son disciple Rets incarnent l'idéal d'une vie authentiquement naturelle, "païenne"°; accordée au réel°: le contraire de la rêverie romantique de Bernardo Soares (l'auteur du Livre de l'intranquillité) et de Pessoa "lui-même". Mais par leur tempérament et leur style les deux poètes païens sont radicalement différents l'un de l'autre. Caeiro est le poète du regard objectif, du constat de l'existence brute des choses, auxquelles il refuse toute signification°: ses vers, qui énoncent des évidences, sont volontairement prosaïques. Rets, épicurien stoïcien, nourri de culture latine, est le poète de la réalité évanescente, de la vie brève, de l'instant fugitif et du destin inexorable. Il se veut, lui, un artiste du vers°; la préciosité de ses Odes contraste avec l'apparente simplicité du Gardeur de troupeaux de son maître Caeiro. C'est la première fois que sont rassemblés tous les poèmes païens de Pessoa, dont certains ont été retrouvés tout récemment, plus de cinquante ans après sa mort; il n'en existe pas encore d'édition complète, même au Portugal.

Poemes Paiens

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9782267008241
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS
Data de Lançamento: novembro de 1989
Idioma: Francês
Páginas: 330
Tipo de produto: Livro
Coleção: Detroits
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
EAN: 9782267008241

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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