Platónov

Peça em quatro actos

de Anton Tchékhov
Editor: Campo das Letras, julho de 2008 ‧
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
ANNA PETROVNA: Quem é, que espécie de homem, em vossa opinião, é esse Platónov? É um herói ou não?

GLAGÓLIEV 1: Como lhe hei-de dizer? Acho que Platónov é o melhor exemplo da moderna indefinição… É o herói do melhor romance moderno, infelizmente ainda por escrever…
(Ri-se.) Por indefinição subentendo o estado actual da nossa sociedade: o literato russo sente essa indefinição. Está num beco sem saída, desorientado, não sabe a que se há-de agarrar, não compreende… É difícil compreender todos esses senhores! (Aponta para VOINÍTSEV.) Os romances são péssimos, artificiais e triviais até mais não… e não admira! Está tudo extremamente misturado, confuso… E eu acho que o nosso inteligente Platónov é um exemplo expressivo dessa indefinição. Ele está de boa saúde?

«Demasiado longa, demasiado violenta, demasiado imperfeita. "Platónov" conviveu sempre de perto com o excesso e o falhanço. Peça inaugural de Anton Tchékhov, escrita com a urgência de tudo dizer e tudo questionar, sucessivamente trabalhada e sucessivamente rejeitada, acabaria por ser resgatada da sombra ao longo do séc. XX. Isto porque talvez se possa dizer de "Platónov", a obra, aquilo que alguém diz nela de Platónov, a personagem: "É o exemplo acabado da moderna indefinição". Retrato em fuga de um grupo de trintões e quarentões desiludidos com uma sociedade que frustrou os sonhos da sua juventude? Celebração vital dos prazeres da culpa e da contradição? Ouçamos o nosso herói, num acesso de ironia e lucidez: "Ser jovem e ao mesmo tempo não ser idealista. Que depravação!". Nuno Cardoso propõe-nos uma leitura possível de um conflito irresolúvel (foi também esse um dos propósitos que o conduziram a "Woyzeck", outro clássico mutilado), acrescentando à sua já extensa galeria de 'beautiful losers' o corpo vacilante de um professor de província, um Hamlet com testosterona a mais, que assiste embriagado ao desconcerto do mundo…»
Teatro Nacional São João

O título desta peça, nunca representada nem editada em vida do autor, não lhe foi dado por Tchékhov. O texto da peça, editado pela primeira vez em 1923, aparece simplesmente indicado como "Peça Inédita de A.P. Tchékhov", porque no manuscrito do autor faltava a página de título. No entanto, surgiram várias referências ao título "¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿" ("Bezotsóvschina", isto é, "Órfão de Pai"). Mas em todas as edições posteriores e em todas as montagens da peça, o título que surge é o nome da personagem principal: Platónov.
(Nota do tradutor)

Platónov

Peça em quatro actos

de Anton Tchékhov

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896253158
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: julho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 125 x 195 x 10 mm
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Coleção: Campo do Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789896253158

SOBRE O AUTOR

Anton Tchékhov

Anton Tchékhov nasceu em Taganrog, no sul da Rússia, no dia 29 de janeiro de 1860, filho de um comerciante. A sua família mudou-se para Moscovo em 1876 devido à falência do pai, mas Anton permanece na sua cidade natal para terminar o liceu. Assim, só três anos mais tarde se juntou à família em Moscovo, onde se matricula na faculdade de Medicina. Para ajudar financeiramente a família, Tchékhov faz pequenos trabalhos jornalísticos e as primeiras tentativas literárias. Termina os estudos de Medicina em 1884 e começa a exercer nos arredores de Moscovo.
A sua primeira narrativa é publicada num jornal humorístico em 1880, desencadeando uma intensa colaboração de Anton com diversas publicações. Os seus primeiros textos dramáticos datam do final da década de 1880 ("Ivánov").
No ano de 1892 compra uma casa no campo, em Mélikhovo, para onde se muda com a família. Três anos mais tarde visita Tolstoi, cujas ideias irão exercer uma forte influência e um grande fascínio sobre Tchékhov.
Por motivos de doença, muda-se para Ialta, em Crimée. É no final da sua vida que escreve as três peças que o consagram como grande dramaturgo: "A Gaivota" em 1896, "As Três Irmãs" em 1900 e "O Cerejal" em 1903. Em 1904 parte para a Alemanha com a atriz Olga Knipper, com quem casara em 1901, morrendo no mês de julho em Badenweiler, na Floresta Negra. Hoje é reconhecido como um dos maiores escritores russos.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU