Pensar

de Vergílio Ferreira
Editor: Quetzal Editores, março de 2013 ‧
17,70€
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De uma doutrina podemos saber o corpo e a alma. O corpo entende-se, a alma compreende-se. O corpo é o seu visível, a alma o invisível. O corpo explica-se e pode discutir-se. A alma é inexplicável e só há que recriá-la em nós ou recusá-la. O corpo faz parte das doutrinas em que se inclui, a alma fala à nossa opção original para a sentirmos ou não como nossa. O corpo aprende-se de cor, a alma só se sabe realmente se já se sabe. Assim um fica-nos de fora e a outra entra-nos dentro a ver se pode lá morar. E é nesta diferença que se insere a interminável discussão entre os sistemas do pensar e a indiscutibilidade daquele que é o nosso.

«É quase jovialmente que Vergílio Ferreira reflete sobre a vida, sobre a morte, sobre a arte, o conhecimento, a política, o romance, a humana condição, o próprio pensar o pensamento… São aforismos, são ‘pequenas moralidades’, dirigidas apelativamente a um narratário não especificado, por vezes coloquialmente… Em suma: são múltiplos os recursos de Vergílio Ferreira para explanação do seu Pensar. É evidente que Vergílio Ferreira se revela aqui com alguma intelectual arrogância – é o seu direito. (…) Magnífica arrogância.»
Fernanda Botelho, Colóquio Letras

Pensar

de Vergílio Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897220906
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: março de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 228 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 340
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789897220906

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SOBRE O AUTOR

Vergílio Ferreira

Vergílio Ferreira nasceu em 1916, em Melo (Gouveia), e morreu em 1996 em Lisboa. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e foi professor do ensino secundário. É um dos maiores romancistas e ensaístas portugueses do século XX. É o autor de romances tão celebrados como Manhã Submersa (1954) e Aparição (1959), com preocupações de natureza metafísica e existencial. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras da literatura portuguesa. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores ou a natureza da arte são recorrentes na sua produção literária, tanto de ficção como de ensaio. Das suas últimas obras destacam-se Para Sempre (1983), Até ao Fim (1997) e Na Tua Face (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

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