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Os Quatro Evangelhos

Mateus, Marcos, Lucas, João

de Frederico Lourenço
Editor: Quetzal Editores, novembro de 2024 ‧
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Por terem sido escritos num grego despretensioso, sem vestígio da solenidade verbal dos grandes autores helénicos da Antiguidade, é provável que estes quatro textos nem merecessem ao leitor culto da época o alto estatuto de literatura. No entanto, eles conquistaram o mundo antigo, tanto grego como romano, sendo a base do cristianismo e da biografia de Jesus. Lendo-os dois mil anos depois, não é difícil perceber porquê. São textos que - com a sua mensagem sublime veiculada por palavras cuja beleza desarmante ainda deixa arrepiado quem os leu e releu ao longo de uma vida inteira - estão simplesmente numa categoria à parte, próxima da literatura.

Esta nova edição traz uma nova proposta, complementar relativamente ao Volume 1 da Bíblia que o autor traduziu: dar a ler os Quatro Evangelhos na forma mais próxima possível da que era conhecida pelos primeiros cristãos. Assim, há muitas pequenas diferenças que incidem no texto grego e que vão ter reflexo em ajustes necessários à tradução já publicada.

Esta edição bilingue dos Evangelhos segue o manuscrito mais antigo que nos transmite o texto dos Evangelhos, o Codex Vaticanus (do século IV). Isto permitirá aos leitores apreciarem o texto na sua forma mais antiga e mais «pura» - em grego e em português.
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Os livros também têm estações? – Outono e inverno

Continuamos a viagem literária pelas quatro estações da alma – porque nem todos os livros se leem da mesma forma o ano inteiro, e alguns só revelam a sua plenitude quando escolhidos no tempo certo. Esta semana, olhamos para o outono e o inverno.
OUTONO – INTROSPEÇÕES, PERDAS, NOSTALGIA Tao, de Osho Há caminhos que se percorrem com os pés, e há outros que só se percorrem quando deixamos de caminhar. O taoismo é isso: o caminho que não se força, o movimento que acontece sem esforço, a sabedoria de deixar a vida fluir. Neste livro, Osho convida-nos a desaprender o controlo, a largar a rigidez do ego e a escutar os mestres que falaram a partir do vazio — Lao-Tsé, Chuang Tse e tantos outros que, sem mapas nem metas, ensinaram a arte de ser.
Com o seu estilo provocador e lúcido, Osho mostra como o Tao continua vivo — não como doutrina, mas como experiência; não como sistema, mas como entrega. O leitor não encontrará respostas prontas, mas pistas subtis e reflexões que rasgam as certezas do pensamento racional. Um livro que não ensina o caminho — mas ajudará a reconhecer o chão por onde sempre se caminhou. QUERO LER! » De Quatro, de Miranda July Uma mulher sai de casa para atravessar o país — e acaba por se atravessar a si própria. Com uma mala cheia de intenções e um prémio acabado de ganhar, esta artista prepara-se para duas semanas em Nova Iorque: arte, encontros, vida cosmopolita. Mas trinta minutos depois de sair de casa, faz um desvio numa bomba de gasolina — e nunca mais retoma a viagem. O que a prende naquele motel de beira de estrada, num lugar onde nada acontece? O olhar de um estranho ou talvez o cansaço do mundo que deixou para trás? Ou um desejo mais obscuro, mais íntimo, mais livre?
De Quatro é uma reinvenção radical das histórias de amor, das convenções familiares e das fugas que não parecem ter destino. Miranda July desmonta o quotidiano com humor, estranheza e uma ternura desarmante, criando uma narrativa em que tudo — o corpo, a arte, o desejo e a maternidade — se reinventa à margem. É literatura que não pede licença para sair da estrada; uma viagem sem mapa, na qual o absurdo e a beleza caminham lado a lado. Uma história sobre o que acontece quando se para… e, finalmente, se começa a viver. QUERO LER! » O Problema Final, de Arturo Pérez-Reverte Um crime à moda antiga, uma ilha isolada, um ator que já foi detetive — no cinema. Quando Edith Mander é encontrada morta no pavilhão da praia, tudo parece apontar para o suicídio. Mas nada é o que parece, sobretudo numa ilha onde nove pessoas ficaram presas por uma tempestade, sem saída nem comunicação com o mundo exterior. Entre elas está Hopalong Basil, um ator britânico que já foi a cara de Sherlock Holmes no grande ecrã. E é com esse olhar treinado, meio fingido, meio verdadeiro, que começa a decifrar o que os outros não veem: os gestos impercetíveis, as mentiras bem contadas, o pormenor que trai.
O Problema Final não é apenas mais um romance policial: é uma homenagem engenhosa ao género, um jogo subtil entre a realidade e ficção, em que Arturo Pérez-Reverte desafia o leitor a resolver o enigma antes que as cortinas se fechem. Um livro que pisca o olho a Agatha Christie, que honra Conan Doyle — e que transforma o leitor no verdadeiro adversário do crime. Porque, no fim, o verdadeiro mistério é este: será que queremos mesmo saber quem matou Edith Mander? QUERO LER! » INVERNO – SOLIDÃO, SILÊNCIO, ESPIRITUALIDADE, CLÁSSICOS DENSOS José Matias, de Eça de Queiroz José Matias já nasce morto — pelo menos, para o mundo dos vivos. É numa bela tarde lisboeta que se realiza o seu enterro, e é nessa luz irónica que começa esta narrativa, conduzida por um professor de Filosofia que o recorda com um misto de perplexidade, ternura e espanto. O que há para dizer de um homem que viveu à margem de tudo, exceto da paixão que o consumiu? E que paixão é essa que rejeita o corpo e se alimenta de ausência?
Neste conto inquietante, Eça de Queiroz dá voz a uma história de amor tão radical que ultrapassa os limites do desejo. José Matias ama com uma intensidade que se subtrai à carne, numa entrega que beira o delírio, entre a devoção metafísica e o masoquismo emocional. Mais do que amar, José Matias transcende-se — e, ao fazê-lo, destrói-se.
Com uma ironia subtil e uma inteligência precursora do pensamento psicanalítico, Eça traça o retrato de uma alma excêntrica e dilacerada, em luta com os próprios sentimentos e com a moral da sua época. O resultado é um conto breve, mas vertiginoso, no qual filosofia, loucura, amor e renúncia se entrelaçam num dos textos mais enigmáticos e fascinantes da literatura portuguesa. QUERO LER! » Na Gaiola, de Henry James Num pequeno posto telegráfico londrino, uma mulher observa sem ser vista. Na Gaiola acompanha os dias de uma jovem telegrafista que, do seu posto de trabalho, assiste em fragmentos à vida de desconhecidos. Limitada ao que ouve e transcreve, e ao pouco que o olhar lhe permite captar, começa a construir hipóteses sobre as intenções e os dramas daqueles que passam por ela — especialmente um casal que lhe desperta um interesse difícil de nomear.
Henry James compõe aqui uma narrativa de grande subtileza, na qual a perceção e a imaginação caminham sem fronteiras nítidas. Através de uma escrita precisa e carregada de intenção, explora temas como o desejo, a vigilância e a exclusão social, com uma atenção particular aos matizes da linguagem e às limitações impostas pela classe e pelo género. Na Gaiola é uma reflexão sobre a distância entre o que se vive e o que se pressente — e sobre como a observação, quando privada de contexto, pode distorcer tanto quanto revela. QUERO LER! » Os Quatro Evangelhos, de Frederico Lourenço Antes de serem fundamento de uma fé, os Evangelhos foram palavras escritas com simplicidade. Num grego despojado, sem ornamentos nem ambições literárias, os quatro textos que compõem esta edição deixaram uma marca na história do mundo. Lidos hoje, dois milénios depois, continuam a impressionar não só pela mensagem que transportam, mas pela força serena da sua linguagem — direta, desarmante, próxima.
Nesta nova edição bilingue, a tradução aproxima-se o mais possível da experiência textual dos primeiros cristãos, seguindo o Codex Vaticanus, o mais antigo manuscrito completo dos Evangelhos. O resultado é um regresso às origens, não só da fé cristã mas também de uma forma de narrar que combina transcendência com Humanidade. Ao lado do grego original, o leitor encontrará uma tradução rigorosa e sensível, que respeita as inflexões do texto primitivo e propõe uma leitura renovada dos Evangelhos enquanto testemunho, memória e, em muitos momentos, verdadeira literatura. Este volume é mais do que um exercício filológico. É um convite à escuta — não apenas das palavras, mas do silêncio entre elas. QUERO LER! »

Os Quatro Evangelhos

Mateus, Marcos, Lucas, João

de Frederico Lourenço

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895820146
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 217 x 46 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 704
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Religião e Moral > Estudos Bíblicos
EAN: 9789895820146
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Os Quatro Evangelhos

Feliciano Pereira

Frederico Lourenço já nos habituou à excelência e rigor das suas traduções. Mais uma vez, em Os Quatro Evangelhos, temos uma tradução excelente, escrita de modo claro e atual. Rica em notas e comentários que nos elucidam sobre a natureza histórica e filosófica dos textos. Em suma, uma obra indispensável para todos os interessados em compreender melhor a fé cristã.

Obra de luxo

João Possante

Obra interessante, muito bem escrito com uma interessante visão dos factos.

Oferta de luxo

João Possante

Livro para oferecer e que o receptor gostou muito, a informação que foi dada é que o livro é excelente.

SOBRE O AUTOR

Frederico Lourenço

Frederico Lourenço (Lisboa, 1963) é professor de línguas clássicas desde 1988. Desde 2024 é professor catedrático na Universidade de Coimbra. Tem-se dedicado à tradução de obras da Antiguidade Clássica (Homero, Eurípides e outros autores antigos) e também à tradução e estudo do Novo Testamento grego e da Bíblia dos Septuaginta. Recebeu vários prémios pelos seus trabalhos, mais recentemente o Prémio Pessoa pela tradução em curso da Bíblia na Quetzal, que publicou a sua Nova Gramática do Latim, além de Latim do Zero, a reedição da sua antologia de poesia grega clássica, a tradução das Bucólicas, de Vergílio, a sua tradução dos Evangelhos Apócrifos (em edição bilingue latim-português e grego-português) e a reunião da obra completa de Horácio.

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