Os dez espelhos de Benjamin Zarco
SINOPSE
Construído como um mosaico e dividido em seis peças, Os dez espelhos de Benjamin Zarco entretecem-se entre 1944, com a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni em sua casa, e 2018, com o testemunho do filho de Benjamin acerca do manuscrito de Berequias Zarco, herança do pai, talvez a chave para compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e o vínculo único que os une.
Um romance profundamente comovente e redentor, com personagens inesquecíveis. Uma ode à solidariedade, ao heroísmo e ao tipo de amor capaz de ultrapassar todas as barreiras, temporais e geográficas.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Richard Zimler é exímio no retrato de relações familiares em crise e na articulação entre as existências individuais e a História do século XX. […] A escrita de Zimler é forte, com um grande sentido de beleza estilística e um pathos controlado.
Expresso (4 ****)
Recorrendo a uma linguagem poética e uma desenvoltura narrativa que já vem dos livros anteriores, Richard Zimler volta a muitos dos seus grandes temas literários: o absurdo da violência, a solidão, o medo, o amor, o poder da linguagem, num enredo — este — onde o misticismo joga um papel determinante. […] Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco é um mea-culpa não religioso, espécie de prece secular, um assumir de responsabilidade que Zimler quer transferir para este presente de forma assumida através de referências às ameaças actuais, numa teia construída de forma exímia.
Público (4 ****)
Como demonstra o romance mais recente do ciclo sefardita de Richard Zimler (n. 1956), Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco, o Holocausto continua a ser um dos temas centrais da obra do autor. Trata-se de ficcionar a "culpa" sentida por Benjamin e seu primo Shelley, dois sobreviventes que carregam o peso desse ato de transgressão - a sobrevivência, em si mesma.
Sábado (4 ****)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-03129-7 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | setembro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 29 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 440 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972003129711 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Presos às páginas
Jorge Mota
Um romance que nos prende pela escrita, direta e profunda, e pelo conteúdo, a luta pela memória. Afinal nós somos memórias. Mais um livro indispensável de Zimler, que continua a saga dos Zarco, desde Lisboa no século XVI até aos dias de hoje. Recomendo.
A Saga da Familia Zarco
Teresa Filipa Nascimento
Eu tenho seguido a saga desta família Zargo , dos seus descendentes dês de Lisboa no seculo XVI e é sempre com muita emoção e comoção que vemos que está tudo interligado. Richard Zimmler não desilude nunca e surpreende sempre. Recomento ler sequencialmente a historia de todos os descentes desta família. Muito bonito.
Os dez espelhos de Benjamim Zarco
Inês Fernandes
Mais uma vez, Richard Zimler prende-nos até ao fim. É difícil largar este livro antes de o terminar! E. mesmo aí, perdura em nós. Apenas uma observação: as últimas folhas são desnecessárias: se tivesse terminado na carta deixada por Benni ao filho, estaria perfeito.
alma cheia
Graça Santos
Primeiro encontro com o autor fica a vontade de um reencontro .O livro mostra que em todos os momentos bons menos bons a família e um suporte nunca pode ficar na parte de trás dos nossos espelhos.
Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco
Rui Pinto
Demasiadamente utópico e irrealista, este romance decepcionou-me, em comparação com outras obras deste autor. Uma ótima escrita, com duas ou três frases que não irei esquecer, mas com histórias de vidas extremamente sonhadoras e com um desenrolar muito confuso. Um livro que não me prendeu. Li tudo como faço habitualmente mas, … não gostei.
"Todas as pessoas que amei são a minha verdadeira pátria"
Paulo Alves
Quando comecei a ler o livro, tive uma sensação de "déjà vu" (ou "déjà lu"). Via perfeitamente "o filme" a passar na minha cabeça, os personagens e a acção. Depois, fez-se luz! A primeira parte tem por base um conto que o autor publicou na antologia "Uma dor tão desigual". Fiquei mais aliviado; não havia em mim nenhuma loucura, pelo menos neste episódio. Ao ler Zimler, fico com a sensação de que me persegue, mas sempre no bom sentido. Em cada livro, "apanha-me" com os temas que vivo no momento, aqueles que me interessam ou afligem, "apanha-me" nas minhas memórias, nas mais felizes e nas mais dolorosas. Neste livro, Richard Zimler aborda o xamanismo, a reencarnação, o Legado Ancestral, o misticismo judaico, o Ser Supremo que somos todos, o 'mesirat nefesh'. Que coisa maravilhosa, o 'mesirat nefesh'. Mas também o envelhecimento, o abandono e a crueldade. E o amor, livre de complexos e de preconceitos. Fico sempre profundamente comovido com a forma como o autor fala da amizade e da lealdade, assuntos recorrentes nos seus livros. D' Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco, guardarei uma oração poderosa (que não sei de onde vem, nem me interessa) e duas frases: "Talvez nenhum de nós tenha alguma vez consciência do efeito que tem no mundo" e "Todas as pessoas que amei são a minha verdadeira pátria". Nem que fosse só por eles, o livro já teria valido a pena. Apenas um pormenor negativo: alguns detalhes da tradução.
Um livro notável, um grande escritor !
Ana Santos
Richard Zimler continua a surpreender-me, mesmo depois de ter lido todos os seus romances... continua a deliciar-me a sua galeria de personagens, sensíveis e autenticas, e continuam a comover-me os seus enredos, intensos e misteriosos. Espero poder continuar a ler muitos livros deste autor que para mim é o melhor...
Mais um romance extraordinário de Zimler
Marlene Silva
Sou completamente fã de Zimler e da saga dos Zarco. Mais uma vez, não conseguia parar de ler.
Excelente
Isabel V.
Mais um fantástico livro deste grande autor. Uma escrita brilhante que nos transporta para as épocas vividas pelas personagens e nos faz querer sempre continuar a ler. A não perder!
Arrebatador
Paulo Alexandre Melo
Mais uma vez, Zimler faz-nos mergulhar de cabeça na saga da família Zarco. Desde a primeira página que o leitor se sente de imediato como parte da trama, ora sendo Benni ou sendo Shelly atravessando cinquenta anos pelos olhos das várias personagens. Apenas uma palavra para descrever este livro, e mesmo assim, longe de lhe fazer justiça: Arrebatador
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