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Ode Marítima - Ilustrado

de Fernando Pessoa
Editor: Clube do Autor, novembro de 2014 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Esta nova edição do maior poema português sobre o mar reuniu três grandes nomes da cultural nacional. Eis uma obra grandiosa sobre o mistério da condição humana magnificamente ilustrada por Pedro Sousa Pereira, apresentada e traduzida por Richard Zenith, agora em capa dura.

«Ah, todo o cais é uma saudade de pedra! E quando o navio larga do cais E se repara de repente que se abriu um espaço Entre o cais e o navio, Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente, Uma névoa de sentimentos de tristeza Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas Como a primeira janela onde a madrugada bate, E me envolve como uma recordação duma outra pessoa Que fosse misteriosamente minha.»

Ode Marítima - Ilustrado

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897241796
Editor: Clube do Autor
Data de Lançamento: novembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 177 x 249 x 11 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789897241796

Pessoa numa edição contemporânea

Luis Gomes

Uma edição do já clássico livro de Pessoa, com excelentes ilustrações e tradução em língua inglesa. Comprei os quatro volumes da coleção, que são um projecto editorial de muito bom gosto.

Arte dentro de arte

Eduardo Rocha

“Ode Marítima” é um poema sobejamente conhecido de Fernando Pessoa no heterónimo Álvaro de Campos. Esta é uma edição bilingue, português; inglês. Junto com “Tabacaria” e “Mensagem” é um dos grandes poemas da poesia portuguesa. Mas gostaria de me focar mais nesta edição no que diz respeito á sua ilustração. A ilustração deste livro pelo Pedro Sousa Pereira é extraordinária, é arte dentro da arte que já é o próprio poema. À semelhança da edição ilustrada da “Mensagem” de 2006, que adquiri à data, o ilustrador Pedro Sousa Pereira tem também aqui um trabalho fantástico. Recomento este livro assim como a “Mensagem” a quem goste de poesia mas também a quem goste de livros ilustrados.

Vagas

Jorge Gaspar

Uma viagem pelo presente e pela solidão do futuro. Tantas vidas complexas ao sabor da viagem do futuro. E o mar com tantas vagas.

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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