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O Vestido Vermelho

(3ª Edição)

de Stig Dagerman; Tradução: Irene Lisboa

editor: Antígona, março de 2017
Uma criança que se queima não teme o fogo. É atraída por ele como a borboleta pela luz. Sabe que, se se aproxima, se queima novamente. No entanto, aproxima-se.

Escrito na mais profunda solidão, segundo o autor, O Vestido Vermelho (1948) é um dos mais belos e dolorosos romances de Stig Dagerman. Sob o signo da morte de uma mãe, Alma, a vida entre um pai, Knut, e um filho, Bengt, é perturbada para sempre, e as suas emoções à flor da pele, desconfianças e ódios irrompem abruptamente.

Fluindo das ruas nevadas de Estocolmo para as águas que banham ilhas remotas da Suécia, o drama turva-se quando Gun desagua no seio da família, despertando um ciúme animal que devora a sua já frágil lucidez. Livro de revolta da juventude contra verdades herdadas e viagem pela dura passagem para a maturidade, O Vestido Vermelho é uma intensa reflexão sobre a pureza desfeita, como cera de vela, pelo curso ardente da vida.

O Vestido Vermelho

(3ª Edição)

de Stig Dagerman; Tradução: Irene Lisboa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082927
Editor: Antígona
Data de Lançamento: março de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 211 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726082927
e e e e e

Profundo

AV

Apesar de gostar bastante de autores nórdicos, as minhas expectativas não eram muito elevadas em relação a este livro. Contudo, enganei-me! Foi uma leitura prazerosa, apesar do tema nele impresso (o de lidar com a perda, com a solidão e com o vazio). Uma leitura simultaneamente inquietante. Uma escrita fluente, uma leitura compulsiva. Recomendo muito!

e e e e e

A beleza da tristeza

PH

Um livro de frases curtas e simples, extremamente rítmicas e precisas para falar sobre morte, solidão e amor. Profundo e perturbante. "Só nos sentimos perdidos quando reconhecemos que nem em nós próprios já temos confiança."

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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