O Vento

de Claude Simon

editor: Quasi Edições, maio de 2006
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Um dos maiores romances da literatura francesa aqui traduzido por Mário Cesariny de Vasconcelos. «Um idiota. É tudo. Não mais do que isso. E tudo o que se contou ou inventou, ou procurou deduzir ou explicar, tudo isso só confirma o que, quem quer que fosse, poderia observar à primeira vista. Apenas um idiota. Simplesmente com o direito de se passear em liberdade, de falar às pessoas, de assinar documentos e de desencadear catástrofes. Porque parece que os médicos classificam estes tipos como inofensivos. Muito bem. É lá com eles. Mas se, em vez de se contentarem com a sua opinião, procurassem também saber a dos tipos como nós, que sabem talvez mais sobre a espécie humana do que toda essa gente das Faculdades... Porque, repare: quando se trata de espécimes humanos, tudo por aqui passa, pode crer, e no que diz respeito aos motivos a que obedecem as pessoas, se é que aprendi qualquer coisa nos vinte anos que passei neste escritório, é isto, não há senão um: o interesse. Assim, parece-me...»


"Difícil e exigente, com um estilo intricado que desconstrói os moldes clássicos de cronologia, narrador e construção de personagens. Um original romance, moderno e singular, que através de um realismo fundado em memórias (subjectivas) de grande impacto visual e objectividade fotográfica, incide na temática da fatalidade da vida, palco da confusão emocional e da desordem absoluta das coisas. O homem surge como o ‘idiota’ de Dostoievsky, obcecado com as sua memórias e impotente perante um destino caótico que não determina."
Mónica Maia, Julho de 2006

O Vento

de Claude Simon

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895521562
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: maio de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 235 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 198
Tipo de produto: Livro
Coleção: Metamorfoses
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895521562
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Claude Simon

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1985

Escritor de nacionalidade francesa nascido a 10 de outubro de 1913, em Antananarivo, a capital da Ilha de Madagáscar, e falecido a 6 de julho de 2005, em Paris. O seu pai, um oficial do exército, foi abatido um ano depois do nascimento do seu filho, logo no início da Primeira Guerra Mundial. A mãe decidiu então regressar ao seu país natal, para junto da sua família, levando consigo Claude Simon, que cresceu em Perpignan, nos Pirenéus franceses.
Terminando a escola primária, Claude Simon partiu para Paris, onde ingressou como aluno interno no Collége Stanislas. Sonhando com uma carreira naval, passou pelo Lycée Saint-Louis, mas acabou por trocar a marinha pela pintura, fazendo a sua aprendizagem com o Mestre André Lhôte, que o conseguiu encaminhar através das mais reputadas universidades britânicas, Oxford e Cambridge.
Após a estadia em Inglaterra, Claude Simon procurou viajar o mais possível, visitando países como a ex-União Soviética. De regresso, alistou-se no exército, cumprindo uma comissão entre 1934 e 1935. Envolveu-se depois no fornecimento de armas às tropas republicanas durante a Guerra Civil de Espanha.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, regressou ao seu antigo regimento e, enquanto combatia na Batalha do Meuse, em 1940, foi capturado pelos alemães e feito prisioneiro de guerra. Conseguindo escapulir-se ao fim de algum tempo, juntou-se à Resistência Francesa. Após a guerra dedicou-se à produção vitivinícola, tornando-se também escritor.
Publicou o seu primeiro romance em 1945, com o título Le Tricheur, mas foi o aparecimento de Le Vent (1959) que lhe concedeu renome a nível internacional, talvez devido ao facto de empregar uma técnica narrativa inovadora que caracterizou a sua obra posterior, observando um acontecimento através de várias personagens. Simon passou então a ser conhecido como um representante do chamado nouveau roman. Em 1958 surgiu L'Herbe, romance em que a ação parece ter estagnado. Desenrolando-se no período da ocupação da França pelas tropas alemãs, a obra dá grande atenção aos detalhes visuais. O volume teve uma continuação, La Route des Flandres (1960), que trata das recordações do próprio Claude Simon enquanto prisioneiro de guerra.
No ano de 1971 foi a vez de Les Corps Conducteurs, a que se seguiram, entre outras obras, Les Géorgiques (1981), inspirada no trabalho homónimo de Virgílio, e L'Acacia (1989), romance que reconta a história da sua própria família.
Claude Simon foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1985. Faleceu em Paris, a 6 de Julho de 2005.

Claude Simon. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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