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O Tempo Entre Costuras

de María Dueñas
Editor: Porto Editora, agosto de 2010 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
«O Tempo entre Costuras» é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso; sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício convertem-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.

Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanha, dos enclaves de Tânger e Tetuán e de uma Lisboa cosmopolita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo.

Mais de UM MILHÃO de livros vendidos em Espanha.

«Um dos romances mais fascinantes dos últimos anos. Uma enorme surpresa. Atenção a María Dueñas.»

Lorenzo Días, escritor e crítico literário

«E, de repente, um romance como os de antigamente, dos de sempre, dos de quase nunca, dos que prendem - pela sua alma, coração e vida - o leitor e já não o soltam até que o afortunado alcance a última linha. Um romance de verdade, de corpo inteiro, bem estruturado e cimentado, minuciosamente documentado, apaixonante e envolvente»

Fernando Sanchez Drago, El Mundo

«Permitam-me um parêntesis para recomendar um romance com maiúsculas. Fascinante»

EDUARDO TORRES-DULCE. Expansión

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«Tento ir resgatando momentos que ficaram encobertos pela pátina do tempo» – Entrevista a María Dueñas

María Dueñas, doutorada em Filologia Inglesa, trocou a vida académica de duas décadas pelo universo literário em 2009, quando surpreendeu leitores de todo o mundo com O Tempo Entre Costuras. O romance tornou-se um verdadeiro fenómeno editorial e a sua adaptação televisiva obteve um êxito extraordinário.

Seguiram-se Recomeçar, As vinhas de La Templanza, As Filhas do Capitão e Sira — obras que consolidaram a sua voz única e aplaudida tanto pelos leitores como pela crítica. Traduzida em mais de 35 línguas e com milhões de exemplares vendidos, María Dueñas é hoje uma das autoras mais reconhecidas e queridas da literatura em língua espanhola.

Estivemos à conversa com a escritora a propósito de Se Um dia Voltarmos, o seu sexto romance, que acaba de ser lançado em Portugal pela Porto Editora. María Dueñas, Foto © Alexandra Teófilo/Porto Editora Se Um dia Voltarmos passa-se na cidade argelina de Orán, que tem grande protagonismo ao longo do livro. Porquê Orán?
Eu tinha algum conhecimento da presença de espanhóis em Orán pelos meus vínculos com o sudeste Mediterrâneo e com o norte de África, e tinha consciência de que era muito desconhecido, dentro da tradição emigrante espanhola que me agrada recuperar. Comecei a investigar para ver se podia ter potencial narrativo, e vi que tinha imenso. E então lancei-me a resgatar esse mundo de forma muito forte: a violação de Cecilia que, além disso, mata o homem que a violou.

Por que escolheu começar com uma cena tão forte?
Muitas vezes não se tem um catálogo de opções para decidir. Eu queria que ela partisse sozinha e que, para começar a sua vida do zero em Orán, partisse de uma maneira precipitada, sem nenhum conhecimento do sítio para onde ia. Naqueles anos, infelizmente, estes abusos eram muito comuns. Agora continuam, mas pelo menos há outros canais para denunciar. Mas na altura a situação era de vulnerabilidade absoluta, e Cecilia tinha consciência de que, ao defender-se, tinha matado um homem, e tudo iria ficar contra ela depois. E por isso decidi que era como se tivesse os ingredientes necessários para a pôr em marcha de uma maneira absolutamente precipitada e sem voltar a olhar para trás.   «Nos meus romances (…), tento ir resgatando momentos, acontecimentos que ficaram um pouco encobertos pela pátina do tempo.» Cecilia enfrenta muitas dificuldades ao longo da história (assédio constante, gravidez inesperada, separar-se da filha, casamento forçado). O que terá sido mais difícil para ela? E qual foi a melhor parte das suas aventuras?
Suponho que o mais difícil é quando perde a filha e essa sensação que tem de culpa, que permanece tantos anos depois. Embora o bom senso lhe diga que foi um acidente, por outro lado, pensa sempre: “Se eu tivesse agido de outra maneira”. Dentro de todas as coisas ingratas que lhe acontecem, isso talvez seja o mais dilacerante.
O melhor das suas aventuras talvez seja o amor, haver uma pessoa que que entra na sua vida e que não sai de todo.

No final do livro, nos “Agradecimentos”, damo-nos conta de que fez um trabalho exaustivo de pesquisa sobre a época: a emigração espanhola para a Argélia, a Guerra Civil, a Segunda Guerra, a Guerra da Independência… O que mais a fascinou ou surpreendeu em tudo o que descobriu acerca deste período?
Tudo. Era uma descoberta contínua de detalhes, de pequenas vivências pessoais, de grandes acontecimentos. Tentei que isso se refletisse no pano de fundo histórico: a Argélia francesa, e depois com os espanhóis; a Guerra Civil Espanhola, o exílio espanhol, a II Guerra Mundial, a Guerra da Independência… Tudo isso foi muito enriquecedor e fascinante.
Mas também coisas que as testemunhas me contaram, porque é tudo relativamente recente e ainda há muita gente que viveu aquele mundo em criança, ou os seus descendentes, que contam experiências dilacerantes. Num sentido ou noutro. Porque cada um — falei com muita gente — vem de uma origem, de uma posição e de uma circunstância distinta. O testemunho humano também foi muito importante. Por que escreve romances históricos e não outro género qualquer?
Eu não concebo os meus romances como históricos, acho que são mais romances clássicos sobre um pano de fundo histórico. Tento não abordar períodos históricos que já estão muito trabalhados na literatura, mas sim ir resgatando momentos, acontecimentos que ficaram um pouco encobertos pela pátina do tempo. O Tempo Entre Costuras passa-se em Tetuão e Tânger; As Filhas do Capitão, na Nova Iorque dos emigrantes espanhóis. São períodos muito interessantes, e muito desconhecidos para muitos leitores, e que vale a pena iluminarmos de novo, situando neles novas histórias.
  Como escritora de histórias ambientadas noutra época, sente que o mundo mudou muito ou que não mudou o suficiente?
Mudou imenso, mas ainda há coisas recorrentes, com outro formato e com outra circunstância: a emigração, os abusos…. Há coisas que ainda não mudaram de todo, não. Têm outra dimensão, movem-se de outra forma distinta, têm outras dinâmicas, mas há muitas coisas que vamos repetindo de geração em geração e provavelmente nunca acabarão. Infelizmente. Há algumas que, felizmente, se mantêm – e que transponho para a história de Cecilia –, como a solidariedade e a empatia, que não esperas de gente desconhecida. Mas outras, como a emigração, continuam a ser um drama em muitos sítios do mundo, pelo que, para o bem ou para o mal, é um pouco a História da Humanidade: é circular, ou pendular, mas voltamos a passar pelo mesmo. Tem um doutoramento em Filologia Inglesa e foi professora na Universidade de Múrcia durante duas décadas, até irromper no meio literário em 2009. O que a levou a publicar o seu primeiro romance aos 45 anos?
Escrevi o meu primeiro romance enquanto continuava a ser professora full-time, com as minhas aulas, os meus projetos de investigação, a minha vida. Mas estive algum tempo nos Estados Unidos como professora visitante numa universidade, e aí, pela primeira vez em muito tempo, tive um pouco de calma, de tempo mais livre, e apetecia-me. Ainda tinha energia e vontade de fazer algo diferente. Nunca comecei a escrever pensando: “Vou abandonar a minha carreira académica e vou começar outra nova via profissional”; mas depois o livro foi publicado e teve uma aceitação enorme, absolutamente inesperada. Chegou um momento em que percebi que não podia fazer as duas coisas ao mesmo tempo, e então fechei a porta da universidade e abri esta, e aqui estamos.

O que mudou para si entre o seu primeiro romance, O Tempo Entre Costuras, e Se Um Dia Voltarmos, que é já o sexto?
Em cada novo livro mudaram muitas coisas, sou 20 anos mais velha, mas o resto não tanto, porque para mim cada romance é mais do que o simples ato de escrever uma história; é como um projeto de vida que me ocupa uns 2 anos, que me leva a investigar, a aprender, a conhecer pessoas, a viajar, a conceber uma história, a dar-lhe forma e moldá-la, depois acompanhar o romance na promoção, e então nisso, sim, entrego-me em cada novo livro com o mesmo entusiasmo, a mesma vontade, a mesma capacidade de trabalho, tudo.

Portanto, como se fosse a primeira vez.
Sim, porque tento sempre escolher momentos, ideias, histórias que me estimulem. Para mim é também um processo de aprendizagem, cada romance é um desafio. E isso repete-se sempre.   «Eu participo nas adaptações televisivas e é um processo tortuoso porque (…), por mim, pelos meus leitores, tenho de velar para que não se perca a alma e a sua essência [dos livros]». Se comparar a carreira de escritora com a carreira de professora, o que é que gosta mais e menos na carreira de escritora?
Escrever é um processo muito solitário, mas depois, entram a promoção, o trabalho editorial e muitos agentes externos. Durante a escrita real do livro, que geralmente me leva cerca de um ano, é trabalho absoluto e és tu que tomas as decisões e toda a capacidade organizativa está em ti. Na universidade também se trabalha bastante em equipa, e com os alunos. Aquilo de que talvez tenha sentido mais falta na escrita é a possibilidade de interagir com pessoas, até aquele café a meio da manhã com os colegas. Mas tem também o lado bom, porque fazes o que queres; ninguém te dirige, te organiza, te estabelece prazos. És completamente independente e livre. Qual é a sua relação com as adaptações televisivas das suas obras? É difícil ver atores darem uma cara às suas personagens, que pode não ser a que tinha imaginado?
Eu participo e é a minha grande dor de cabeça: os guiões, a supervisão dos guiões. Fi-lo com O Tempo Entre Costuras, fi-lo com As Vinhas de La Templanza e agora estou a fazê-lo com Sira. É um processo longo, árduo e pode tornar-se muito duro porque tens de zelar pelo teu livro. Eu não exijo que esteja tudo igual ao que está no livro, mas tenho de estar muito atenta para que não se converta noutra coisa que não tenha nada a ver. Por mim, pelos meus leitores, tenho de velar para que não se perca a sua alma e a sua essência. E às vezes os guionistas e os produtores querem outra coisa, pelo que é um processo tortuoso. É uma luta enorme, mas no fim acho que tudo vai correr bem. Qual foi o último livro que a encantou, de outros escritores?
Leio coisas muito diferentes. Comecei a ler um livro de contos da Lídia Jorge, porque um amigo ma recomendou há uns meses, e estou a gostar imenso. Durante a fase final da escrita do último romance, estive muito fascinada com Albert Camus, Prémio Nobel da Literatura, de origem argelina, descendente de família espanhola também, e que vive esse mundo das classes trabalhadoras, de pessoas com pouca educação, com poucos recursos, que prosperam através da escola, do esforço; isso abre os olhos para um mundo novo, e também me fascinou.

Já sabe o que vai escrever a seguir?
Não, ainda não tenho ideia nenhuma, é quase sempre assim. Raramente há algo, porque para mim o processo deste romance ainda não terminou. É como uma cápsula de tempo na qual terminei a minha tarefa de escrever, mas não a minha tarefa de acompanhar o livro, agora que começam as traduções. Para português é a primeira, mas já estão a trabalhar com o francês, com o italiano, com o inglês, ou seja, virão mais, e eu vou acompanhando. Dentro de uns meses, quando terminar todo este período, então aí, sim, penso nisso a sério.

O Tempo Entre Costuras

de María Dueñas

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04558-4
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: agosto de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 35 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 624
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972004558423
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Simpático

Raquel

Um livro simples e simpático de se ler. Que nos remete a vários países e culturas sem sairmos de casa. Uma história que inspira e acrescenta.

envolvente

F. Brandao

Um romance que nos transporta às agruras da Espanha de Franco e da II Guerra Mundial, viajando com os nossos protagonistas pelos meandros da política e sociedade da época...

Audiolivro maravilhoso

Joana Isabel

Bom, adquiri o livro em formato audio e fiquei maravilhada. A história, já de si bonita, ganha substancialmente com a narração da locutora. Envolve-nos no desencadear de cada acontecimento e no desenrolar de cada personagem. Aconselho vivamente! Estou ansiosa pela versão audio do ´´Sira´´.

É bom, mas, não é apaixonante...

Ana

O tempo entre costuras e uma obra densa e um tanto ou quanto cansativa. O livro tem 600 páginas e a acção só se desenrola após umas 300 páginas. A primeira metade do livro é apenas desenvolvimento e configuração de personagens, 90% das coisas interessantes (para mim claro) aconteceram apenas nas últimas 200 páginas. Não senti nenhuma ligação ou empatia por nenhuma das personagens, Sira a personagem principal foi inclusive a que menos me cativou, afirma ser uma mulher simples, ignorante, sem instrução, mas revela-se uma espécie de camaleão social que consegue enganar toda gente. Outra coisa que também me desiludiu muito foi a componente descritiva. Eu estava ansiosa por boas descrições do Protetorado Espanhol, Marrocos, Madrid e todos os outros locais. Mas nenhum deles ganhou vida para mim, as poucas descrições não me transportaram até lá. Como aspecto positivo destaco a componente histórica e todo o trabalho de pesquisa. Ao longo da leitura podemos sentir na pele um bocadinho dos anos amargos que Espanha viveu sob a ditadura de Franco.

História Costurada

Susana

Adorei!! Escrita tão simples, que ensina, nos distrai e apaixona. Recomendo.

Leitura Intensa e Rica

L Mariano

Os pormenores apaixonam-nos, o enredo envolve-nos. E pelo meio o caricato de uma realidade só possível em tempo de guerra, obriga-nos a ler com dificuldade em parar. Um leitura intensa e rica.

Excelente

Maria Gonçalves

Um livro apaixonante !! Assim que se inicia a leitura só descansamos quando se termina. Recomendo vivamente a todos os que gostam de um bom romance misturado de forma muito inteligente com a história de tempos não tão distantes.

Muito bom...

Maria José

Gostei muitíssimo.Uma das obras mais fascinantes que li nos últimos tempos. Muito bem escrito e que recomendo vivamente.

Bom...

Ana Paula Lima

um bom livro, interessante. As minhas expectativas eram altas e não foram completamente satisfeitas. A certa altura, o desenrolar da história tornou-se um pouco pretensioso, tentando tornar-se um romance, policial e histórico. Tanta diversidade acabou por prejudicar a narrativa. No entanto, gostei. Maria Dueñas tem potencial e pode dar- nos algo ainda bem mais inspirado. Queira ela...

Espionagem de bom corte

Carla Alves

O Tempo Entre Costuras revela-nos a história de uma jovem modista madrilena que inadvertidamente se vê envolvida na rede de espionagem britânica, montada para recolher informações sobre as movimentações da elite germânica, no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Através das ações de Sira Quiroga, conhecemos o contexto social do Protetorado espanhol em Marrocos, da cidade de Madrid no pós-guerra civil e da capital de Portugal, onde se transacionavam matérias-primas usadas na produção de armamento. Entre as atividades de espionagem, Sira supera uma traição, gere um atelier de alta-costura, cultiva fortes amizades e uma grande paixão.

A ler

Mariana

Um livro que prende, imprevisivel e com bom ritmo de narrativa. Um livro bem escrito, que se recomenda.

Livro difícil de superar!!!!

David Regatia

Foi o melhor livro que li até agora! As personagens são apaixonantes, sobretudo a protagonista, Sira Quiroga. A autora, Maria Dueñas está de parabéns, principalmente por conseguir conciliar a verdade com a fantasia. O livro é absolutamente apaixonante. A leitura deste livro devia ser obrigatória para todos...

Impossivel de Superar!!!

David Regatia

Melhor livro que já li até agora!!! Vai ser muito dificil algum livro superar este, ou se calhar mesmo impossivel. Tem mais de 600 páginas de pura genialidade, tornei-me fan da protagonista. Amor, guerra, espionagem, costura, aventura: todos os ingredientes certos para um "mais que excelente" livro. Gostei tanto, que até vou encomendar a versão em espanhol! Agora só falta-o aprender :-) 5 estrelas, claro. Mas se pudesse daria milhões

Quando a ficção e a realidade se juntam

Jéssica Sousa

O Tempo Entre Costuras é mais do que uma típica historia de uma ou mais personagens, e a história de um país, de uma Era. É um livro imprevisível, em que há medida que avançamos muito daquilo que julgamos que vai acontecer não se concretiza, mas isso não nos deixa desapontados, muito pelo contrário. Recomendo o livro, não só pela fantástica história de uma heroína marcada pelos tempos e costumes, mas que arranja sempre a força suficiente para ultrapassar os obstáculos, mas também pela visão histórica que oferece. É completamente impossível ficar indiferente a este livro.

Fantastico

Gonçalo Ferreira

Tive o prazer de ver a serie que passou na televisão, e como é óbvio há coisas que apareceram na tv que não são relatadas aqui no livro. De qualquer maneira, adorei o livro, muito bonito mesmo esta história. A María Dueñas está de parabéns ;)

Vale a pena ler

APinto

É um livro de leitura fácil, apesar das suas mais de 600 páginas, cheio de detalhes. Este livro no global prendeu-me e não descansei enquanto não o li. Para além das personagens fictícias (como é o caso da protagonista) tem ainda várias personagens verídicas da altura e referências históricas muito interessantes. Vale a pena ler, pois este livro é uma aventura que nos faz suspirar,nos ensina e emociona, não falando só de conspirações e guerra..

632 páginas de boa leitura

Ana Luísa Tavares

As voltas que a vida dá... Este romance traça plenamente as mudanças de rumo a que alguém pode estar sujeito e como o importante é levantar a cabeça e seguir caminho. Com personagens cheias de vida, que nos prendem à trama. Adorei também toda a componente histórica. Ao ler aquelas páginas acho que pude sentir um pouco dos amargos anos que Espanha viveu sob a ditadura de Franco.

SOBRE O AUTOR

María Dueñas

María Dueñas é doutorada em Filologia Inglesa. Depois de duas décadas dedicadas à vida académica, irrompeu pelo mundo literário em 2009, com O tempo entre costuras, o romance que se tornou um fenómeno editorial e cuja adaptação televisiva alcançou um sucesso assinalável. Os seus romances posteriores, Recomeçar, As vinhas de La Templanza, As filhas do Capitão e Sira continuaram a cativar os leitores e a crítica.
Traduzida em mais de 35 línguas e com milhões de exemplares vendidos, a autora é uma das escritoras de língua espanhola mais estimadas no mundo.
Se um dia voltarmos é o seu sexto romance.

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