10% de desconto

O Progresso do Amor

de Alice Munro

editor: Relógio D'Água, junho de 2011
Com a facilidade e maestria que consagraram a sua escrita, Alice Munro explora os mais íntimos e transformadores momentos de experiência — momentos que formam a vida, momentos de percepção do peso, do poder e da natureza do amor. Uma mulher divorciada regressa à sua casa de infância onde é confrontada com as memórias do confuso mas profundo laço com os seus pais. O quase afogamento acidental de uma criança revela à mãe a fragilidade da confiança entre filhos e pais. Um rapaz, ao recordar um terrível acidente de infância, luta com a responsabilidade que sempre sentira pelo seu infeliz irmão mais novo. Um homem traz a sua amada a uma visita à sua ex-mulher, apenas para se sentir estranhamente próximo da companheira que perdera.Nestas e noutras histórias, Alice Munro revela-se uma vez mais como a cronista sensível e compassiva dos nossos tempos. Fala-nos dos recantos mais íntimos de vidas comuns, revela-nos muito sobre nós, as nossas escolhas e as nossas experiências com o amor.

«Há sempre uma verdade das personagens que está escondida — por vezes delas próprias (através de complexos mecanismos de defesa) — e o trabalho da ficcionista é trazer essa verdade à superfície. Com extraordinária precisão, Munro cruza os vários tempos de cada história, organizando-os em torno de uma epifania, de uma revelação, momentos que tornam tudo mais claro (ou mais insondável), reverberando depois através da existência de quem os presenciou, em muitos casos fixando um sentimento que é levado ao extremo (desespero, compaixão, amor). São “clareiras na vida”, sugere Munro. Lugares onde as coisas ganham sentido. E em que nós, leitores, entramos siderados.»
José Mário Silva, Expresso

Alice Munro_640.png

Alice Munro, uma vida a contar as nossas histórias

Alice Munro, laureada com o Prémio Nobel em 2013 e considerada uma das maiores escritoras de contos em língua inglesa, morreu esta semana aos 92 anos, deixando um legado literário ímpar.
Ao longo de mais de 40 anos, Munro retratou tanto o desejo como o lado obscuro da vida quotidiana no Canadá rural, em particular a das mulheres – temas que estavam há muito fora de foco para a corrente dominante, e que acabram por lhe granjear o reconhecimento unânime mais tarde na vida da autora – entre os muitos prémios que distinguem a sua obra, destaca-se o Man Booker International Prize em 2009, além do Nobel.
Nascida em Ontario, no Canadá, antes de se tornar escritora Munro tinha já trabalhado como bibliotecária e aberto, com o primeiro marido, uma livraria, em Victoria. Escrevia desde a adolescência, mas tinha receio de divulgar o que criava. Disse que começou a escrever contos porque «não tinha tempo para escrever mais nada – tinha três filhos». Munro escrevia entre as sestas e as tarefas domésticas, tendo publicado a sua primeira coleção de contos, Dance of the Happy Shades, em 1968, aos 37 anos.
Habituou-se a escrever histórias curtas e achava que nunca iria escrever um romance. Mas escreveu, um único, em 1971: Vidas de Raparigas e Mulheres, uma obra perspicaz e sincera, em parte autobiográfica, que retrata a vida de uma jovem na zona rural do Ontario nos anos 40, no que a autora considerou «uma coleção de histórias interligadas».

Ter nascido numa pequena cidade canadiana deu a Munro a inspiração para usar o ambiente que, lhe era tão familiar, como cenário para tantas das suas histórias. Nos seus contos, género a que se dedicou-se quase exclusivamente, acomodando, «em poucas páginas», e de forma magistral, a «complexidade épica do romance», como referiu o comité Nobel.
Os problemas de relacionamentos e os conflitos morais atravessam as suas narrativas, em que explora como mesmo acontecimentos triviais podem ter grandes impactos na vidade de alguém, e a maneira imprevisível como homens e mulheres os transcendem. Delicadamente intrincadas, as suas histórias movem-se para trás e para a frente no tempo, e também entre a realidade e a memória. As vidas que retrata são, como todas as vidas, cheias de começos, paragens e reviravoltas.
Com o seu subtil entendimento das vidas normais, Alice Munro tornou-se uma contadora de histórias extraordinárias sobre pessoas comuns, adentrando os recantos mais íntimos das suas vidas. Porque estas escrevem, por nós, os nossos próprios romances.

Alice Munro, em declarações ao New York Times (1986):


«A auto-ilusão parece quase como algo que é um grande erro, que deveríamos aprender a não fazer. Mas não tenho a certeza se podemos. Toda a gente está a fazer o seu próprio romance da sua vida. O romance muda – no início temos um romance muito satisfatório que tem uma técnica bastante simples, e depois saímos disso e acabamos com um tipo de romance muito descontínuo, discordante e muito contemporâneo. Penso que o que acontece a muitos de nós na meia-idade é que já não conseguimos agarrar-nos à nossa ficção.»

O Progresso do Amor

de Alice Munro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896412357
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: junho de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 232 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896412357
e e e e e

Cada história, um mundo

Ana Gonçalves

Alice Munro é uma exímia contadora de histórias, mestre no conto, na pequena história que conta tudo o que merece ser contado. A musicalidade da sua escrita torna-a particularmente cativante. Lemos cada história na ânsia de conhecer o seu final, mas sem deixar de desfrutar cada palavra, cada escolha, cada decisão. Não se enganem: as "pequenas" histórias de Munro de pequeno nada têm.

e e e e E

Recomendo

Gabriela

Estou a adorar a oportunidade de descobrir os contos da Alice Munro traduzidos e publicados cá. Além de imensamente bem escritos, prendem-nos pela realidade das personagens e emoções.

Alice Munro

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2013

Alice Ann Munro, nascida Alice Ann Laidlaw (Wingham, 10 de julho de 1931 – Port Hope, 13 de maio de 2024). Foi distinguida com alguns dos mais importantes prémios literários, dos quais se destacam o Prémio Nobel da Literatura 2013 e o Man Booker International Prize em 2009. Venceu também por três vezes o Prémio Governador Geral do Canadá para Ficção.
A Academia Sueca designou-a como "mestre do conto contemporâneo".
A editora Relógio D’Água publicou desde 2007 cinco antologias de contos de Alice Munro (Fugas, O Amor de Uma Boa Mulher, Demasiada Felicidade, O Progresso do Amor e Amada Vida) e o romance com aspetos autobiográficos A Vista de Castle Rock.
Alice Munro possui o singular talento de nos expor de modo conciso a essência da vida através dos seus contos e romances.
As suas personagens habitam pequenas povoações dos arredores de Ontário ou do Lago Huron. São adolescentes, mulheres e famílias descritas nos seus trajetos habituais, mas que são transformadas por um encontro casual, uma ação não realizada, que causam um desvio no destino das suas vidas e modos de pensar.
As suas histórias mostram-nos, nas separações, partidas, novos começos, acidentes, regressos e perigos, imaginários ou reais, como o quotidiano das nossas vidas pode ser tão estranho e arriscado quanto belo.
Herdeira de Tchékhov e do realismo lírico do Joyce contista, Alice Munro conseguiu com o seu «sentimento instintivo de aritmética emocional da vida quotidiana» deixar uma marca indelével na escrita contemporânea.
Através do caráter inesperado e emocionante das vidas, Munro mostra-nos como os homens e as mulheres se acomodam e muitas vezes transcendem o que acontece nas suas vidas.

(ver mais)
A Amiga Genial

A Amiga Genial

10%
Relógio D'Água
20,00€ 10% CARTÃO
portes grátis
Mataram a Cotovia

Mataram a Cotovia

10%
Relógio D'Água
21,00€ 10% CARTÃO
portes grátis
Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento

Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento

10%
Relógio D'Água
17,00€ 10% CARTÃO
portes grátis
Demasiada Felicidade

Demasiada Felicidade

10%
Relógio D'Água
20,00€ 10% CARTÃO
portes grátis
Céu em Fogo

Céu em Fogo

10%
Relógio D'Água
7,50€ 10% CARTÃO