O Príncipe Feliz e Outros Contos

de Oscar Wilde
Editor: Edições Nelson de Matos, fevereiro de 2012 ‧
Clássicos não apenas juvenis mas da literatura mundial, os contos de Oscar Wilde, como O Príncipe Feliz, em que uma andorinha ajuda a estátua de um príncipe a atenuar o sofrimento dos pobres da sua cidade, há muito encantam diferentes gerações de leitores pela sua profunda capacidade imaginativa e notável qualidade literária. Além dos contos presentes na edição original, de 1888, este volume apresenta ainda as histórias incluídas na colecção A Casa das Romãs, de 1891, como «O Jovem Rei» e «O Pescador e a sua Alma».

O Príncipe Feliz e Outros Contos

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898236319
Editor: Edições Nelson de Matos
Data de Lançamento: fevereiro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 214 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca Juvenil
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789898236319

Contos memoráveis

Emanuel Guerreiro

Este volume reúne 10 contos que Oscar Wilde escreveu para os seus filhos. Entre eles, contam-se o clássico «O Príncipe Feliz», com as personagens memoráveis da estátua de ouro e da andorinha e evoca valores de solidariedade e abnegação.

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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