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O Pintassilgo

de Donna Tartt
Livro eBook
Editor: Editorial Presença, setembro de 2014 ‧
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Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.

«Uma obra-prima.»
The Times

«O Pintassilgo é um daqueles livros raros que aparecem uma meia dúzia de vezes por década; um magnífico romance literário capaz de tocar tanto o coração como a mente… Donna Tartt criou uma extraordinária obra de ficção.»
Stephen King, The New York Times Book Review

«Uma obra surpreendente… Se alguém perdeu o gosto pela leitura, irá reencontrá-lo com O Pintassilgo
The Guardian

«Deslumbrante… [Um] romance poderoso na linha de Dickens, que reúne os notáveis talentos narrativos de Donna Tartt numa sinfonia arrebatadora, lembrando ao leitor o prazer de ficar acordado durante toda a noite a ler.»
The New York Times

«Um romance de formação, soberbamente escrito, povoado de personagens elegantemente construídas, que segue a estranha ligação de um rapaz a um pequeno quadro famoso. Um livro que estimula a mente e toca o coração.»
Little Brown

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As Entrelinhas da Obsessão

A obsessão é um tema recorrente na literatura, que a explora sob múltiplos prismas. Em Dor Fantasma, a perda de capacidades motoras surge como catalisador de sofrimento e identidade. Lolita aborda o fascínio perturbador do desejo proibido. O Conde de Monte Cristo é um exemplo perfeito de como a ideia de vingança e de justiça pode tranformar-se numa compulsão. Em O Alienista, a ânsia pela ordem e pela razão desencadeia absurdos que expõem os limites da lógica e do poder. E em O Pintassilgo embarcamos numa viagem lancinante que alia o peso da memória ao trauma e ao apego inconsciente por uma obra de arte. O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas Poucas pessoas conhecem Edmond Dantès, mas se mencionarmos o seu outro nome, Conde de Monte Cristo, é difícil encontrar alguém que não tenha ouvido falar da sua história. Preso injustamente e privado da juventude e do amor, o protagonista do romance de Alexandre Dumas encontra no desejo de justiça o alimento para resistir. Depois de passar alguns anos na prisão, Edmond regressa à sua terra natal como um homem enigmático, dono de um carisma e de uma riqueza invejáveis, que utiliza para alimentar uma obsessão que o impele a reequilibrar o mundo à sua volta através do castigo. Ao longo da história, a vingança é apresentada como um fogo que o consome lentamente e que exige anos de preparação, cálculos e manipulações. O protagonista dedica cada gesto a essa missão como se não houvesse mais nada para além dela. O que começa como uma resposta a uma injustiça transforma-se num labirinto de obsessão em que até a bondade é contaminada. A força do romance está nesse paradoxo, a obsessão que liberta pode ser a mesma que aprisiona. Edmond Dantès vive pela vingança, mas também se perde nela, incapaz de regressar ao homem simples que um dia fora. COMPRO NA WOOK! » Dor Fantasma, de Rafael Gallo Em Dor Fantasma, de Rafael Gallo, acompanhamos o processo de desmoronamento de um homem impulsionado por uma obsessão de natureza distinta. Rômulo Castelo, um pianista brilhante, descobre no próprio corpo o seu maior inimigo. Quando se prepara para uma viagem pela Europa, onde se confirmaria como referência mundial no seu ofício, vê-se privado das mãos, intermediárias indispensáveis entre ele e o piano, parte da sua essência e do seu propósito, e mergulha numa dor física que dá lugar a outra ainda mais intensa, invisível mas insuportável. Esta ausência tem repercussões na sua própria conceção de identidade e apresenta-se como um tormento impossível de ignorar. Rômulo refugia-se na memória dos gestos, como se o piano ainda lhe pertencesse, mesmo que o corpo o tenha traído. Neste romance, a obsessão manifesta-se como uma vingança íntima, uma necessidade de reencontrar aquilo que se perdeu, ainda que essa busca possa conduzir o protagonista a um abismo. A dor torna-se uma presença concreta, e a vida, antes dedicada à perfeição da música, passa a ser governada por essa ausência insuportável. COMPRO NA WOOK! » Lolita, de Vladimir Nabokov Desde a sua publicação, Lolita inquietou leitores e desafiou normas morais, impondo reflexões sobre os limites entre arte e tabu. Humbert Humbert, personagem criada por Vladimir Nabokov, atrai o leitor para a sua mente obsessiva, onde a paixão se confunde com a manipulação e o encanto dissimula a violência. O livro perturba porque não oferece refúgio. O leitor descobre rapidamente que Humbert é um narrador pouco fiável, um dos mais célebres da literatura mundial, e deixa-se arrastar pela linguagem enquanto assiste à vida do protagonista transformar-se num ritual doentio. Humbert confunde amor com uma ideia perniciosa de posse e tem em Dolores Haze, a pré-adolescente objeto da sua obsessão, o reflexo do seu próprio delírio. Nabokov não escreveu apenas um romance, criou uma armadilha literária onde a beleza do estilo contrasta com a violência do conteúdo. À beira de completar 70 anos desde a sua primeira edição, o romance permanece envolto em polémica, não só pelo tema incómodo, mas pelo modo como obriga leitores e críticos a confrontarem-se com questões de ética, consentimento e poder. Entre acusações de escândalo e leituras que o elevam a obra-prima da literatura do século XX, continua a evidenciar como a obsessão pode corroer a integridade de um indivíduo e expor, de forma brutal, os silêncios e cegueiras de uma sociedade inteira. COMPRO NA WOOK! » O alienista, de Machado de Assis Machado de Assis brinca com a noção de obsessão em O Alienista através da figura do Dr. Simão Bacamarte. O médico, convencido de que deve estudar a loucura, acaba por transformar toda a sua cidade num verdadeiro laboratório. A obsessão pelo diagnóstico ultrapassa a ciência e converte-se em tirania, num delírio mascarado de racionalidade. Tudo pode ser interpretado como sintoma: a alegria excessiva, a tristeza discreta, a virtude ou o vício. A lógica do alienista é viciosa e, quanto mais avança no seu propósito, mais se enreda na própria obsessão. A sátira de Machado de Assis revela como a busca pela verdade absoluta pode levar à arbitrariedade e como a linha entre razão e loucura se dissolve quando o poder é movido pelo fanatismo. A Casa Verde, que deveria acolher doentes, transforma-se numa metáfora de uma sociedade dominada pela obsessão científica e política. No fundo, o próprio Bacamarte encarna o que mais persegue, o delírio sem fim. COMPRO NA WOOK! » O Pintassilgo, de Donna Tartt Em O Pintassilgo, romance de Donna Tartt vencedor do Pulitzer em 2014, a obsessão nasce da perda. Theo, ainda criança, sobrevive a uma explosão que lhe rouba a mãe e, no caos, agarra-se a um quadro, O Pintassilgo, como se fosse uma tábua de salvação. A pintura transforma-se numa presença silenciosa que acompanha todas as etapas da sua vida, tornando-se um símbolo da beleza intocável e da dor impossível de esquecer. Tartt constrói um romance em que a obsessão não se limita ao quadro, mas se estende ao peso da memória, à culpa e ao desejo de encontrar sentido no acaso trágico. Theo tenta viver, mas cada relação e cada decisão são marcadas pela sombra do quadro e pelo trauma inicial. A pintura, pequena e frágil, adquire uma dimensão mítica que o guia e aprisiona. A narrativa revela como a arte pode ser um refúgio e uma prisão, um lugar onde a beleza e a obsessão se confundem até se tornarem inseparáveis. COMPRO NA WOOK! » Veja aqui o trailer de O Pintassilgo, o filme de cinema nascido do livro Cada um destes livros demonstra que a obsessão na literatura não serve apenas para ilustrar um traço psicológico, é um instrumento narrativo poderoso que interroga a ética, a identidade, a memória e a própria natureza da experiência humana.

O Pintassilgo

de Donna Tartt

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722353663
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: setembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 231 x 55 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 896
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722353663

E, por incrível que pareça…

PM

São quase 900 páginas mas acabamos a pensar que bem podia continuar… São quase 900 páginas mas lê-se bem porque está muito bem pensado e melhor escrito (exceto a revisão da tradução que é do pior que tenho visto), tem um bom ritmo e, pelo meio da história atribulada de Theo, tem largas tiradas que nos fazem pensar (muito) sobre a vida, a morte, as relações com os outros, o que é que valorizamos e porquê…

Para os amantes de Arte

Andreia

Bem, este livro sem dúvida que não é para qualquer pessoa. São quase 900 páginas em que a autora nos conta a história de Theo. É de referir que é um livro com muitos mas muitos pormenores, daí não ser um livro de fácil leitura. No entanto, a história agarra. Um livro que nos ensina que um quadro pode mudar a nossa vida, o futuro e que as nossas escolhas têm sempre consequências. “O Pintassilgo” é uma obra que explora a parte mais frágil da vida humana, a perda, a morte, os vícios e a depressão. Um livro forte que nos ensina muito.

Uma massada!

Rui P.

Comecei a ler o livro enquanto comia massa esparguete (a minha comida preferida). Nesse primeiro dia de leitura não conseguia parar de ler nem de comer esparguete. Foi um autêntico passeio pelo paraíso. No dia a seguir andei sempre com o livro e até fiz mais umas sessões de espaguete e leitura. Foi uma experiência formidável. Nesta altura já fiz vários banquetes de espaguete e até num dia fiz almôndegas. Vou agora na página 211... Sei que ainda me faltam umas quantas páginas mas também a esparguete do supermercado é barata e em minutos tenho uma tachada feita. Sirvo a espaguete e leio. Tenho aqui ainda uns bons dias de felicidade suprema a ler e a comer esparguete sentado no bordo do poço. O problema é que o quintal tem que ser limpo e não me apetece mesmo nada.

Inesquecível

Ana

Um livro fantástico, 900 páginas de pura literatura. Donna Tartt cria personagens complexas com várias camadas emocionais, que se vão revelando à medida que viramos as páginas e o enredo se adensa. Um livro imperdível! Se já tinha ficado convencida com "A História Secreta", "O Pintassilgo" tornou-me sua verdadeira fã! Wook, por favor, só falta mesmo "O Pequeno Amigo", ficar disponível de novo para compra! :)

Genial

Joana

Sem dúvida o melhor livro que li até hoje! Marcante...

Um livro inesquecível

Beatriz

Comecei a ler este livro a medo, sem saber o que esperar. A verdade é que, assim que li as primeiras páginas, fiquei fascinada. A escritora descreve tudo com tal pormenor que mergulhamos por completo na história. É um livro denso (tanto pelo seu tamanho e texto compacto, como pela própria narrativa), com uma atmosfera envolvente, personagens complexas e inúmeras surpresas. Será um livro que nunca esquecerei, que me marcou de uma forma inexplicável. Leia e perceberá do que falo :)

Uma grande obra

EN

Literalmente "grande" em tamanho e em qualidade. A forma como a história nos envolve faz esquecer o número de páginas que a compõem. Voamos pelas mesmas vertiginosamente.

Genial

Nádia C.

O Pintassilgo surpreende pela forma maravilhosa como nos envolve na narrativa extremamente bem escrita. Pegamos nele e não mais o largamos até finalmente o terminarmos. Donna Tartt é de uma genialidade rara na literatura contemporânea. É um bom livro sem qualquer dúvida.

O pintassilgo

Gabriela Almeida

Bastou folhear algumas páginas e ler pequenas passagens, para perceber que este livro seria uma maravilhosa surpresa. Fiquei logo cativada. Não desiludiu. Ainda não o terminei, mas recomendo vivamente a sua leitura e não se assustem com o número de páginas, não vamos querer que acabe!

Intrépido

Rita Costa

A narrativa é desenvolvida a diferentes ritmos, avança vertiginosamente em determinados momentos que nos confundem. E é nisso que é brilhante! Quando a personagem vive momentos que nem ele compreende e precisa de parar e se situar, também nós (leitores) incorporamos esta confusão, também precisamos de parar, centrar-nos e retomar. É capaz de de nos prender durante horas e horas e horas, sem nunca cansar.

Fascinante

Sandra Salvado

Por vezes encontramos livros destes, que nos fazem viajar ate onde a ação toma lugar. Sao estes livros que nos abrem horizontes e nos fazem viajar pelos cantos mais reconditos da nossa imaginacao e nos fazem entusiasmar pela leitura. É uma obra fascinante em que a autora explora todos os vertices da vida. Pode ser apelidado como "o melhor livro que ja li!"

Uma vida retratada através de pinceladas

Rosarinho Ferro

Um quadro faz-se por pinceladas que transmitem aquilo que os nossos olhos veem e o coração sente. Neste livro, a vida retrata-se através do quadro, um pintassilgo que nos olha preso por uma corrente...

Magistral

Simone Gonçalves

Uma obra magistral de Donna Tartt, com uma história cativante, que nos enreda do principio ao fim.

Incrível

Inês Vidigal

Por vezes acontece encontrarmos livros como este: bem escritos, com uma narrativa fluida e uma história diferente, original. “O Pintassilgo” poderá não ser para todos os gostos mas quando o leitor gosta, gosta mesmo.

Brutal!

Manuel Mesquita

Brutal! É a única palavra! Brutal na narrativa, brutal no tamanho, brutal na ideia! Só lendo se percebe porquê! Merece um prémio como o Pulitzer!

Fascinante...

Zelinda Cristóvão

Uma obra de ficção arrebatadora, com personagens estimulantes num relato que nos tira o sono noites a fio.

SOBRE O AUTOR

Donna Tartt

Filha de Don e Taylor Tartt, Donna nasceu a 23 de dezembro de 1963 em Greenwood, Mississippi mas foi criada em Grenada, Mississippi, Estados Unidos da América. De ascendência italiana, é autora de romances, ensaios e também crítica literária.
Iniciou os seus estudos universitários na Universidade do Mississippi em 1981, transferindo-se posteriormente para a Universidade de Bennington em 1982, onde veio a concluir a sua formatura em 1986. Foi neste estabelecimento de ensino que conheceu o escritor Bret Easton Ellis, seu colega de Universidade.

Tartt iniciou o seu primeiro romance A História Secreta durante o seu segundo ano em Bennington. Foi Ellis que recomendou o seu trabalho a uma bem conhecida agente literária, Amanda Urban, que preparou o caminho para o êxito do romance. Foi publicado em 1992 com enorme sucesso, chegando a ultrapassar 75.000 exemplares na primeira edição, tornando-se assim um bestseller.
O Pintassilgo é o seu terceiro romance e foi galardoado com o Prémio Pulitzer de Ficção e com a Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction. Em 2014, Donna Tartt foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.

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