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O Paroxista Indiferente

Conversas com Philippe Petit

de Jean Baudrillard
Editor: Edições 70, abril de 2019 ‧
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O paroxítono, cujo equivalente literal em latim é «penúltimo», caracteriza na prosódia a penúltima sílaba. O paroxismo seria, pois, o penúltimo momento, isto é, não o final, mas aquele exatamente antes do fim, precisamente antes de não haver mais nada a dizer.

Neste sentido, o paroxista liga-se aos fenómenos extremos, mas não separa a ilusão do fim; vive na iminência desse fim. Não é fanático, nem prosélito, nem exorcista: apenas a violência do paroxismo e o encanto discreto da indiferença. Apenas o equilíbrio entre os extremos, nos confins da indiferença onde ainda brilha um luar de desespero. É, também, a imagem deste mundo.

O Paroxista Indiferente

Conversas com Philippe Petit

de Jean Baudrillard

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724417257
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: abril de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 207 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca 70
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789724417257

Uma conversa como poucas haverá

alexandre dale

Não conhecia o autor/pensador, mas encontrei uma referência ao seu trabalho, algures, e a curiosidade alimentou o gato - e em boa hora o fez, porque é cansativo passar o tempo a escutar o a banalidade dos pensamentos que nos ocupam os dias, e uma leitura como esta é como ir de férias: um raio de sol na água fria, como escreveu Françoise Sagan.

SOBRE O AUTOR

Jean Baudrillard

Jean Baudrillard (1929-2007) - Morreu, em Paris, o filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard, considerado um dos principais teóricos da pós-modernidade. Tinha 77 anos.

Nasceu em Reims, em 1929, e aí fez os seus estudos. Foi professor de Alemão do ensino secundário durante vários anos. A formação em língua germânica permitiu-lhe que ao longo dos anos se tenha dedicado também à tradução, nomeadamente da poesia de Brecht e do teatro de Peter Weiss. Em 1966 defendeu a sua tese em sociologia e no mesmo ano ingressou na Universidade de Paris X Nanterre como professor assistente. Foi neste departamento de sociologia, onde era professor, que começou a surgir o movimento do Maio de 1968. Embora muitos professores tenham então abandonado aquela Universidade, Baudrillard permaneceu e, em 1970, começou a orientar teses em sociologia. Foi professor emérito da Universidade de Paris.

A obra de Jean Baudrillard é de difícil classificação, embora seja frequentemente considerada pós-modema. Os sociólogos nem sempre a têm incluído na área da sociologia, já que aborda múltiplos campos disciplinares, nomeadamente, a hiperrealidade, a comunicação e os media. Não obstante, Baudrillard é um dos intelectuais franceses mais lidos em todo o mundo e um dos mais importantes pensadores da filosofia contemporânea.

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