O Papel de Parede Amarelo
SINOPSE
Livros cosidos, com folhas não aparadas, à semelhança do que se fazia no passado. A editora liga assim a coleção à História do Livro e associa-lhe uma vantagem ecológica, evitando o desperdício de papel.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897555596 |
| Editor: | Edições Húmus |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 122 x 165 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 68 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | A Ilha |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
|
| EAN: | 9789897555596 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Inquietante
JM
O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, é um conto curto que vai ganhando inquietação de forma quase impercetível. A narrativa começa contida, mas à medida que a protagonista se isola, a perceção da realidade começa a distorcer-se. O papel de parede deixa de ser apenas cenário e transforma-se num foco obsessivo. A escrita é simples e direta, mas construída com precisão para acompanhar essa descida. Nada é excessivo, mas tudo contribui para a sensação de claustrofobia. Não precisa de grandes explicações para funcionar. O impacto vem da forma como a experiência é transmitida por dentro, sem distância.
Muito interessante
João Mascarenhas
Um livro curto mas muito interessante sobre como os problemas mentais, principalmente nas mulheres, eram vistos há mais de 100 anos. Enquanto que, o que a protagonista sentia era a necessidade de se sentir produtiva e apanhar ar, tudo isso lhe era tirado porque o cliché da altura era ´´repouso´´ e isolamento social. Depois assistimos a um crescendo na degradação mental. Um caso de estudo, que a própria autora usou como forma de alertar para o problema na época. Esta edição tem ainda comentários de uma psiquiatra que explica simbolismos do livro, causas e consequências daquilo a que Charlotte foi sujeita. Ao contrário do livro ´´10 days in a Mad House´´ da Nellie Bly, aqui o ambiente é ´´confortável´´ e não um asilo onde as mulheres são sujeitas a violência fisica e psicológica agressiva. No entanto, acaba a tornar-se também um ambiente hostil ao acabar por ser também uma prisão. O marido, médico, pensa estar a fazer o melhor mas retrata a ignorância da época.
Um texto, muitas leituras
Sandra Patrício
Este é um conto polissémico, escrito por uma mulher que, nos finais do século XIX, vê a sua imaginação e criatividade condenadas à doença e à loucura. Esta mulher, impedida de escrever para não adoecer, adoece por não escrever. O ensaio de Rita Santana dos Santos incluído como posfácio é esclarecedor e em relação à polissemia do texto e às dificuldades de tradução.
Incrível!
Andreia Almeida
Um conto cuja narrativa nos envolve e que consiste num belíssimo testemunho do que é viver com doença mental, e na ausência da escuta do doente.
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