O Nariz

de Nikolai Gógol

editor: Assírio & Alvim, novembro de 2007
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Pai da moderna prosa russa, Nikolai Gógol escreveu um conto, uma sátira que tem por fundo a atmosfera oitocentista de São Petesburgo, e que pelo absurdo e pelo ridículo da situação (o assessor de colégio, major Kavaliov, acordou uma bela manhã sem o seu nariz e, para espanto seu, encontrou esse mesmo nariz, o seu, a passear-se pela cidade, fazendo-se passar por conselheiro de Estado) acabaria por ver recusada a sua publicação, por ser considerado "sórdido", na revista "O Observador de Moscovo", para a qual havia sido inicialmente escrito a pedido de Pogodin. Foi mais tarde publicado em "O Contemporâneo", com uma nota de Pushkin, o pai da moderna poesia russa. Chega agora à edição portuguesa traduzido directamente do russo por Nina e Filipe Guerra, com uma introdução de Vladímir Nabokov, e é obrigatório lê-lo porque se trata de um dos textos mais marcantes da prosa contemporânea.

«O Nariz, um conto do absurdo, claro, mas de um absurdo de dois bicos: age sobre o trivial, mas também o trivial age sobre ele, tornando-o estranhamente verosímil. Portanto, nada de fantasias! Podemos fartar-nos de estabelecer paralelos com os antecedentes românticos em que se perdia magicamente qualquer coisa: ora o coração, ora a sombra, ou então era o nariz que crescia—mas sentimos sempre uma diferença nítida: em Gógol não encontramos o ambiente de enigma: a suposição dos efeitos de magia como causa do acontecimento é rejeitada de imediato (a carta da “vítima” com as acusações balbuciantes de bruxaria, em que nem ele próprio acredita, e a carta de resposta da acusada que nem sequer percebeu as insinuações e que por isso lhes dá uma interpretação muito prosaica e, como tal, cómica). Nada de magias! Esta, aliás, é uma das particularidades da escrita russa, a partir de Púchkin: por mais misticismos, crenças, superstições, por mais almas que andem no ar, o escritor tem sempre os pés assentes na terra e alimenta dela a sua inspiração. Iúri Mann (O Sistema Poético de Gógol, Moscovo, 1978) escreve que as ligações genéticas dos contos de Gógol com a literatura do romantismo (Hofmann, Chamisso) já estão suficientemente estudadas pela crítica. O que faltava era descobrir a mudança fundamental que esta tradição sofreu em Gógol. O motivo da perda pelo herói de uma parte do seu Eu, seja corporal, seja espiritual, estava ligado, na tradição romântica, com a acção de forças sobrenaturais. Em O Nariz não existe portador nem personificação da força não-real. Não se descortina culpado e, pelos vistos, não existe. Existe apenas facto. E também a atitude das personagens para com o facto. Não há culpado, não há explicação do fenómeno. O leitor espera involuntariamente qualquer esclarecimento — mas o narrador afasta-se, põe a máscara do “censor” e prega ao leitor uma partida (“não percebo absolutamente nada”, diz) e, ainda por cima, declara que “acontecem coisas destas no mundo—raramente, mas acontecem”; depois sai de cena, deixando o leitor de mãos a abanar…»
Dos tradutores Nina Guerra e Filipe Guerra

O Nariz

de Nikolai Gógol

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0577-5
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: novembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 185 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Gato Maltês
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789723705775
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e e E

Simplesmente fantástico!

Diogo

Uma pequeníssima mas divertida novela acerca de um homem que perde o seu nariz. Lê-se de uma vez só, é divertida e, como a restante obra de Gógol, muitíssimo bem escrita. Vale muito a pena!

e e e e e

Excelente sentido de humor!

Maria Arminda Vieira

Comprei para o meu filho de 10 anos e ele "devorou" o livro em 2 dias! Claro que senti curisidade para perceber de onde vinha tanto entusiasmo e realmente o sentido de humor é excelente e a escrita cativante. É um bom livro para quem está a despertar para a leitura o fazer da melhor forma. Recomendo!

Nikolai Gógol

Nikolai Gógol, autor clássico da literatura russa, nasceu a 20 de março de 1809 (1 de abril pelo nosso calendário gregoriano) na província de Poltava (Ucrânia), no seio de uma família de médios proprietários rurais (1200 hectares e 200 servos da gleba). Partiu jovem para Petersburgo, onde começou por ocupar sucessivos empregos em ministérios, foi professor, ao mesmo tempo que ia escrevendo e publicando em revistas. Passou grande parte da sua vida em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia.
Das suas obras destacam-se as coletâneas de contos Noites na Granja ao Pé de Dikanka (1831-32), Mírgorod (1835), os Contos de São Petersburgo («Avenida Névski» [1834], «Diário de um Louco» [1834], «O Nariz» [1836], «O Retrato» [1841] «O Capote» [1841], e «A Caleche» [1836]) e as peças de teatro O Inspector (1836) e O Casamento (1842). O romance Almas Mortas, do qual só o primeiro tomo ficou completo, foi publicado em 1842.
Depois de uma lenta agonia, Nikolai Gógol morreu de doença nervosa e desespero espiritual a 21 de fevereiro (4 de março pelo nosso calendário) de 1852.

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