O Museu Imaginário

(Reimpressão)

de André Malraux
Editor: Edições 70, setembro de 2013 ‧
O papel do museu na nossa relação com as obras de arte é tão considerável que temos dificuldade em pensar que ele só existe entre nós há menos de dois séculos. Esquecemos que os museus impuseram ao espectador uma relação totalmente nova com a obra de arte. Até ao século XIX, todas as obras de arte eram a imagem de algo que existia ou não existia, antes de serem obras de arte. Só aos olhos do pintor a pintura era pintura; e, muitas vezes, era também poesia. A Ásia só recentemente conheceu a existência de museus, sob a influência e a direcção dos europeus, porque, para o asiático contemplação artística e museu eram inconciliáveis; a fruição das obras de arte acima de tudo estava ligada ao isolamento. Há mais de um século que a nossa convivência com a arte não cessa de se intelectualizar. O museu impõe uma discussão de cada uma das representações do mundo nele reunidas, uma interrogação sobre o que, precisamente, as reúne. Afinal, o museu é um dos locais que nos proporcionam a mais elevada ideia do homem.

O Museu Imaginário

(Reimpressão)

de André Malraux

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724416472
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: setembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 215 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Coleção: Arte & Comunicação
Classificação Temática: Livros em Português > História > Museografia e Museologia
EAN: 9789724416472

O museu real

alexandre dale

Uma das obras fundamentais para pensar a arte na modernidade: só por si (sentido e alcance), na conjunção/relação das obras entre si, na sua exposição. Tal como o património, o museu continua a ser um espaço em que o equívoco muitas vezes prevalece sobre o real propósito das coisas. Malraux ajuda-nos, com este seu trabalho, a descortinar o essencial, através das névoas do preconceito e do lugar-comum.

Um estudo artístico profundo

Rui Mateus

Embora pareça apenas interessar a especialistas em estética, museologia ou artes plásticas, o livro de André Malraux surpreende pela abrangência da sua abordagem e pela capacidade de seduzir para o mundo da arte, levantando questões inesperadas e segundo óticas inesperadas. Atravessando culturas e indo além do "cânone ocidental" das artes, Malraux explora a ideia de constituição do gosto, do afeto estético pelas obras e da memória que o museu conserva. Os dois capítulos iniciais serão talvez mais vagos e abstratos na exploração do tema, que se torna muito mais clara e interessante a partir do capítulo III. As ilustrações são uma mais-valia do livro. Muito recomendável a quem se interessa pela arte como categoria da ação humana e como realidade cultural.

Maravilhoso.

D.

É um livro muito interessante. Gostei imenso.

SOBRE O AUTOR

André Malraux

André Malraux nasceu em Paris a 3 de novembro de 1901. Figura central da cultura francesa do século XX, participou ativamente nas lutas revolucionárias do seu tempo e sobre elas produziu algumas das mais marcantes obras da literatura mundial, entre elas A Condição Humana (1933), centrado na revolução comunista chinesa, e A Esperança (1937), onde reflete a sua participação na Guerra Civil de Espanha. Membro da Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à vida política no pós-guerra, tendo desempenhado o cargo de ministro da Cultura nos governos de Charles de Gaulle, entre 1959 e 1969. Morreu em Créteil a 23 de novembro de 1976.

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