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O Monte dos Vendavais

de Emily Brontë; Ilustração: Pantónio
Livro eBook
Editor: Porto Editora, outubro de 2022 ‧
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Era uma vez o amor e a tempestade…

Intenso, sombrio, tempestuoso, avassalador… A história do amor doentio entre Catherine e Heathcliff, consumido pelo preconceito e pelo infortúnio, assombra a casa no Monte dos Vendavais, as gerações que lhes seguiram e afirma-se como uma obra-prima da literatura inglesa.

Clássicos Hoje é uma coleção inspirada por toda a luz antiga e moderna: nela cabem as maiores obras da literatura de todos os tempos, ilustradas por grandes nomes da arte contemporânea.

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One-Hit Wonders literários

As músicas Tainted Love, Macarena, Mambo No. 5 e Ice Ice Baby têm muitas coisas em comum. Tocaram até à exaustão nas rádios, entraram no ouvido de milhões de pessoas e ficaram gravadas na memória coletiva. São exemplos de one-hit wonders, canções que se tornam tão grandes que acabaram por eclipsar tudo o resto que os seus autores alguma vez fizeram. Na literatura, este fenómeno também existe. Alguns livros tornam-se tão marcantes que o escritor não consegue ultrapassá-los e fica condenado a viver à sombra da sua criação, como se tivesse sido engolido por ela. Flores para Algernon, de Daniel Keyes Daniel Keyes escreveu alguns livros durante a vida, mas ficará sempre associado a um deles, ou melhor, a dois que partilham o mesmo título e a mesma premissa. Flores para Algernon começou por ser um conto, publicado em 1959, mas teve uma receção tão forte junto dos leitores que o escritor norteamericano decidiu transformá-lo em romance. Escrito em forma de diário, acompanhamos a ascensão e queda de Charlie, um homem que nasce com uma deficiência mental e que, graças a uma cirurgia experimental, se transforma durante algum tempo num génio. Ao lermos o seu diário, apercebemo-nos não só do crescimento intelectual do protagonista, que no início escreve textos cheios de erros e sem noção da realidade que o rodeia, como do confronto doloroso com a memória do passado, a falta de afeto e a exclusão. À medida que desenvolve as suas capacidades, dá-se conta de como era tratado antes da cirurgia, pelo simples facto de ter um problema. É esse olhar em retrospectiva que torna o livro tão comovente: o testemunho de uma pessoa que só queria ser igual às outras, mas que acaba por ver demais. QUERO LER! » O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë O Monte dos Vendavais, único romance de Emily Brontë, é um exemplo perfeito de one-hit wonder na literatura. Na época em que foi publicado, era comum as escritoras optarem por usar pseudónimos masculinos para serem levadas a sério no meio literário, profundamente misógino. Brontë não foi excepção e escolheu o nome Ellis Bell. Mesmo assim, o livro não mereceu uma crítica unânime e gerou alguma controvérsia devido à violência emocional que atravessa a narrativa, com personagens movidas por ódio e paixão, e um ambiente sombrio que colidia com o idealismo romântico da época vitoriana. Heathcliff e Catherine são figuras tão intensas quanto trágicas. Emily morreu pouco tempo depois da publicação, sem escrever outro romance. Ainda assim, com uma só obra, deixou uma marca indelével na forma como concebemos o amor, a obsessão e a natureza humana na literatura. QUERO LER! » Drácula, de Bram Stoker Há casos em que a obra engole o seu criador, ou melhor, morde-lhe o pescoço e faz dele o seu lacaio. Foi o que aconteceu entre o escritor irlandês Bram Stoker e o seu livro, Drácula. Mesmo tendo escrito mais de dez romances, contos e peças de teatro, é difícil nomear outra obra de Stoker. A razão é relativamente simples de entender: mais do que uma personagem de um livro, o conde da Transilvânia, conhecido pelo seu fetiche por pescoços alheios, transformou-se num arquétipo; nasceu numa página de papel, mas escapou-lhe triunfalmente e passou a existir como figura autónoma no cinema, na banda desenhada, em brinquedos, anúncios e conversas que não têm nada que ver com literatura. Escrita de forma epistolar e algo fragmentada, a história está pejada de tensão sexual, política e religiosa, abriu caminho para novas formas de contar histórias e é um dos romances que ajudaram a afirmar o horror como género literário popular. QUERO LER! »

O Monte dos Vendavais

de Emily Brontë; Ilustração: Pantónio

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03502-8
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: outubro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 408
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos Hoje
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972003502810
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Maravilhoso

Marisa

Estava com muitas espectativas em relação a este livro e não me desiludiu. É uma maravilhosa e intensa história de amor. Conseguimos ficar de uma maneira tão envolvidos que é impossível não sofrermos por Catherine e Heathcliff. Não quero desvendar a essência deste livro porque eu acho que todos deveriam de o ler. E só depois de ler esta maravilhosa obra é que vi o filme e posso dizer com toda certeza, deixou muito a desejar. Recomendo que o leiam e não se vão arrepender.

SOBRE O AUTOR

Emily Brontë

Emily Jane Brontë nasceu a 30 de julho de 1818, em Thornton, no Yorkshire, e faleceu em Haworth, vítima de tuberculose, a 19 de Dezembro de 1848, com apenas 30 anos. Filha de Patrick Brontë, nomeado pároco vitalício em Haworth, foi criada com os seus irmãos Charlotte, Anne e Patrick Branwell pela tia, Elizabeth Branwell. A família constituía uma sociedade fechada e isolada, e os quatro irmãos sentem desde a infância motivação para o estudo e para a composição literária. Escreveram contos, histórias fantásticas, poemas, jornais, folhetins e editaram uma revista mensal. Emily Brontë foi a autora do ciclo de Gondal, cuja pátria imaginária inspirou alguns dos seus poemas mais arrebatados.
Emily tentou ganhar a vida como professora, mas uma saúde precária obrigou-a a desistir. É através de O Monte dos Vendavais, o seu único romance, que permanece na nossa memória: Uma história empolgante que é e uma das obras mais intensas da língua inglesa.

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