O Menino-estrela

de Oscar Wilde; Ilustração: Luís Henriques
Editor: Porto Editora, outubro de 2008 ‧
Em quase todos os contos de fadas ou aparentados existe um percurso de sofrimento e de provas que o herói deve enfrentar. É o que acontece nesta história admiravelmente escrita por um mestre da língua inglesa, Oscar Wilde, que soube, como poucos, recriar, nas suas narrativas modernas, as personagens, as situações e o ambiente maravilhoso dos contos tradicionais.


Coleção Oficina dos Sonhos - Livros para ler mais e melhor, livros para sonhar

Na coleção OFICINA DOS SONHOS, são livros o que construímos: livros para crianças e adolescentes. Obras que permitem aos mais jovens ler melhor, alimentar o seu imaginário e franquear as portas do sonho, sem deixarem de ter um pé assente na realidade. Livros que pais e educadores também quererão ler. Livros divertidos, livros com valores.

"Clássicos" da literatura infantil e juvenil; obras contemporâneas de grandes autores e ilustradores portugueses ou estrangeiros; álbuns para os mais pequenos - são estas as três linhas de trabalho da OFICINA, que sublinha outro dos seus propósitos: ajudar a crescer, contribuir para a formação dos que hão de tornar-se os leitores de amanhã. E isto num momento em que está em marcha o PLANO NACIONAL DE LEITURA (PNL), iniciativa governamental de relevo para a qual queremos contribuir com o nosso melhor. E, por isso, títulos desta coleção fazem já parte ou virão porventura a fazer das listas do PNL para leitura orientada ou para leitura autónoma, em diversas faixas etárias.

Ler é crescer. Ler é aprender a comunicar e a intervir. Mas também a encontrar alternativas ao aqui e agora, através da ativação do imaginário. Estas são algumas das virtudes da leitura que o PNL vem enfatizar. Com os livros da coleção OFICINA DOS SONHOS pretendemos ir ao encontro destas e de outras questões suscitadas pelo desenvolvimento da literacia e das competências de leitura.

Direção da coleção José António Gomes
Direção artística António Modesto

Conheça todas as obras da Educação Literária na nossa página especial.

O Menino-estrela

de Oscar Wilde; Ilustração: Luís Henriques

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-71660-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: outubro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 247 x 277 x 7 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 48
Tipo de produto: Livro
Coleção: Oficina dos Sonhos - Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Contos Fábulas e Narrativas
EAN: 978972071660610
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A arte de contar

Olga Brochado

Oscar Wilde é um exímio contador de histórias. "O menino-estrela" é bem um exemplo da arte de contar do escritor e, por trás da sua aparente simplicidade, convida a uma reflexão sobre a natureza humana. Livro para ler às crianças, para as ajudar a desenvolver o gosto pela leitura, e para çevar os adultos a refletir sobre a vida e as pessoas. Ilustração excelente.

Recomendo!

Sandra Carvalho

Li este clássico com os meus filhos. Oscar Wilde é um mestre que nos leva nesta história a perceber o verdadeiro sentido da humildade. Muito bom.

Um clássicp imperdível

DMac

Este conto de um grande escritor está ilustrado de forma invulgar e que o embeleza, vale a pena ler esta história com os nossos filhos.

Notável

Rolando Melo

Da relatividade de 'pedigrees' e conceitos de beleza ao âmago da família, conto bem gizado por Oscar Wilde e fielmente ilustrado por Luís Henriques que merece inteiramente o destaque do Plano Nacional de Leitura (2º ciclo).

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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