10% de desconto

O Fio da Navalha

de William Somerset Maugham
Livro eBook
Editor: Edições Asa, junho de 2016 ‧
16,15€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
Venda o seu livro
A vida de Larry Darrell muda para sempre quando um amigo e colega de combate morre ao tentar salvá-lo. Para o jovem aviador americano, a morte passa então a ter um rosto. O inexorável mistério da morte leva-o a questionar o significado último da frágil condição humana e a embarcar numa obstinada e redentora odisseia espiritual. Ao recusar viver segundo as convenções impostas pela sociedade para buscar o sentido da vida (que encontrará, certa manhã, algures na Índia), Larry torna-se simultaneamente uma frustração para os que o rodeiam - principalmente para Isabel, a namorada, e Elliott, tio desta, que cultivam acima de tudo a aceitação e o prestígio sociais - e a personificação de um ideal de espiritualidade e não-compromisso. Por duas vezes adaptado ao cinema, "O Fio da Navalha" é um romance intemporal. As ansiedades e dúvidas de Larry são também as nossas; continuamos até hoje a buscar um sentido para a nossa existência. Para encarnar essa luta contra o destino, Somerset Maugham criou um dos mais fascinantes personagens do seu vasto legado literário. Da Primeira à Segunda Guerra Mundial, passando pela Grande Depressão, ele leva-nos, através das sociedades francesa, americana e inglesa, à verdade mais recôndita da alma e do sentimento humanos.
Arvore Gelo 640.jpg

Quando o frio aperta

Há quem veja o inverno como uma estação de resistência, um desafio silencioso a que sobrevivemos à base de mantas, chá e resmungos sobre a meteorologia. Mas o inverno também pode ser um convite. Quando o frio aperta, há livros que parecem abrir um espaço interior próprio, não porque sejam reconfortantes, alguns nem se aproximam disso, mas porque nos colocam num estado mais calmo e recolhido em que a leitura se intensifica. Há obras que pedem dias curtos, tempo para olhar para dentro e um silêncio que nem sempre encontramos no resto do ano. Os cinco clássicos que apresento a seguir mostram de que modo a leitura consegue aprofundar este silêncio próprio da estação. A Abadia de Northanger, de Jane Austen Catherine Morland é uma jovem ingénua, fascinada por histórias de aventura, que troca a sua vida pacata por uma temporada em Bath, onde descobre novos amigos e a oportunidade perfeita para dar largas à imaginação moldada pelos romances góticos que devora. Quando visita a abadia de Northanger, começa a ver mistério onde só existe rotina, a interpretar portas perfeitamente normais como pistas de grandes segredos e a imaginar perigos que só existem na sua cabeça. A Abadia de Northanger, de Jane Austen, é uma das obras mais leves e irónicas da escritora, mas a jornada de Catherine continua a ter um encanto muito próprio e encaixa neste período mais sossegado que o inverno convida a viver. Austen diverte-se a desmontar o exagero da literatura gótica, um género muito popular na sua época, e lembra-nos como a imaginação pode transformar o quotidiano num enredo dramático. A abadia torna-se assim o palco ideal para um romance que continua fresco e luminoso. COMPRO NA WOOK! » O Fio da Navalha, de William Somerset Maugham Se Austen nos oferece humor subtil, Somerset Maugham dá-nos uma boa dose de introspeção em O Fio da Navalha. Larry Darrell regressa da Primeira Guerra Mundial profundamente transformado e incapaz de voltar à vida confortável e previsível que todos esperam dele. Recusa o percurso profissional que lhe é traçado, afasta-se dos círculos sociais e parte em busca de algo que não sabe ainda nomear. Enquanto procura sentido em viagens, leituras e mestres espirituais, as pessoas que o rodeiam continuam presas às expectativas sociais, às aparências e às ambições materiais. Isabel, a mulher que o ama, representa esse mundo ordenado que Larry recusa, e Maugham constrói entre ela e o protagonista um dos contrastes mais elegantes da literatura do século XX. O romance acompanha este desfasamento entre quem procura respostas e quem procura estabilidade, e fá-lo com uma serenidade inquieta. Ao lermos O Fio da Navalha entramos num território em que todas as perguntas têm peso e cada gesto carrega a possibilidade de mudança. COMPRO NA WOOK! » Um Cântico de Natal, de Charles Dickens Um Cântico de Natal é talvez o clássico mais associado a esta época. Ebenezer Scrooge é um velho avarento, frio e impermeável ao mundo, e Charles Dickens apresenta-o logo nas primeiras páginas como alguém que fechou todas as janelas da alma. A transformação deste homem endurecido começa quando o fantasma do seu antigo sócio, Jacob Marley, o visita. Seguem-se as visitas dos Três Espíritos que o conduzem através do seu passado, do seu presente e do seu futuro possível. Cada uma dessas viagens revela fissuras que Scrooge se habituou a ignorar: a inocência perdida, a solidez aparente que esconde uma solidão escolhida e o impacto que a sua indiferença tem nos outros. O livro é muito breve, mas cheio de pequenos gestos humanos que fazem das cenas mais simples momentos inesquecíveis. Dickens, que conheceu de perto a pobreza e fez da crítica social um dos temas centrais da sua obra, usou este conto para defender a compaixão numa época em que o Natal ainda não tinha o calor que hoje lhe associamos. Talvez por isso, Um Cântico de Natal tenha ajudado a moldar o imaginário moderno da data, lembrando-nos que a celebração é menos sobre tradição e mais sobre proximidade, cuidado e humanidade. COMPRO NA WOOK! » Jane Eyre, de Charlotte Brontë Jane Eyre, de Charlotte Brontë, leva-nos para outra espécie de recolhimento. O romance acompanha o percurso de Jane desde a infância difícil, marcada pela rejeição da família Reed e pela experiência dura na escola Lowood, até à idade adulta, quando é contratada como governanta em Thornfield Hall. A casa, austera e carregada de silêncio, torna-se o cenário de um dos romances mais marcantes do século XIX. É ali que Jane conhece Edward Rochester, uma figura enigmática, marcada por sombras que nunca esclarece por completo. Brontë constrói entre ambos uma relação feita de tensão, desejo e revelações dolorosas. Thornfield esconde segredos que mudam tudo, e Jane vê-se obrigada a escolher entre a paixão e a integridade. A força do romance não está só no mistério ou no amor proibido, mas na determinação contida de Jane, que insiste em ser fiel a si própria quando o mundo lhe oferece pouco ou nada. COMPRO NA WOOK! » Veja aqui o trailer da adaptação ao cinema de Jane Eyre, realizado por Cary Fukunaga, de 2011 O Amante, de Marguerite Duras À primeira vista, O Amante parece tudo menos um romance contemplativo, mas a sua força reside na maneira como Marguerite Duras trabalha a memória, a identidade e a vulnerabilidade. A narradora, já adulta, revisita a adolescência na Indochina colonial, onde viveu uma relação intensa e transgressora com um homem mais velho e muito mais rico. Duras descreve esse encontro com uma honestidade crua, feita de desejo mas também de desigualdade, vergonha, fascínio e poder. A jovem nunca tem pleno controlo da situação, mas também nunca abdica totalmente da sua autonomia. A relação é simultaneamente libertadora e destrutiva, e a narradora sabe, com a distância dos anos, que foi ali que se formou uma parte essencial do que viria a tornar-se. A escrita fragmentada, feita de frases que parecem respirar sozinhas, reforça a ideia de que a memória não linear, mas uma sucessão de imagens que sobrevivem ao tempo. O calor desta história não conforta, queima, e é nessa queimadura que reside a beleza da escrita de Duras. COMPRO NA WOOK! » Os clássicos de inverno não servem para aquecer as mãos, mas para iluminar o que fica mais nítido quando o mundo abranda. Austen diverte-nos enquanto desmonta fantasias. Maugham acompanha-nos na inquietação moral. Dickens lembra que o calor humano é um gesto pequeno mas transformador. Brontë oferece um mergulho no desejo e na solidão, e Duras traz o choque entre memória e identidade.

O Fio da Navalha

de William Somerset Maugham

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892331973
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: junho de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 237 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 332
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789892331973

Fim Material

António R

"O Fio da Navalha" de W. Somerset Maugham é uma exploração profunda da espiritualidade, da procura de um propósito e das escolhas que moldam nossas vidas. O livro segue Larry Darrell, um jovem traumatizado pela Primeira Guerra Mundial, que rejeita o conforto material em busca de uma espécie de iluminação espritual. Pelo caminho encontra outras personagens que representam ambições mais convencionais, como riqueza e status. A narrativa é envolvente e filosófica, com comentários sobre as complexidades humanas. É uma obra atemporal que questiona os valores da sociedade moderna e celebra a busca pela autenticidade.

Mais do que Isto

António R

Uma obra transcendental sobre um homem em busca de algo mais para além daquilo que a vida tem para oferecer, e como pequenos momentos são capaz de alterar a personalidade de um homem. Não é tão completo e significativo como "A Servidão Humana", mas não deixa de ser um trabalho impressionante de W. Somerset Maugham.

Inesquecível

Sara Inês

Livro excelente com personagens marcantes. Recomendo a toda as pessoas!

SOBRE O AUTOR

William Somerset Maugham

William Somerset Maugham, filho de pais ingleses a viverem em França, nasceu em 1874, na embaixada britânica de Paris, de modo a escapar à obrigatoriedade de cumprir serviço militar imposta a todos os cidadãos nascidos em solo francês. Dramaturgo e romancista, antes de deflagrar a Primeira Guerra Mundial, Maugham já havia publicado dez romances e igual número de peças de teatro da sua autoria haviam subido a palco. Rapidamente se tornou um dos mais célebres escritores do seu tempo, e também um dos mais bem pagos. Quando ficou órfão de ambos os pais, antes de completar dez anos, foi enviado para Inglaterra, permanecendo ao cuidado de um tio. Mudou de país e mudou de língua – a adaptação não decorreu pacificamente. Com dezasseis anos, convenceu o tio a deixá-lo estudar na Alemanha, onde se dedicaria à literatura, à filosofia e à língua alemã. Aqui assumiria a sua bissexualidade, tendo a primeira relação homossexual, e aqui escreveria o seu primeiro livro, uma biografia do compositor Giacomo Meyerbeer. Quando regressou a Inglaterra, Somerset Maugham já tinha a certeza de que queria ser escritor. Durante a Primeira Guerra Mundial, o escritor viajou pela Índia e pelo Sudeste Asiático, experiência que lhe serviu de mote para várias obras. Entre os seus livros mais notáveis, encontram-se Servidão Humana, O Fio da Navalha e A Carta. Somerset Maugham morreu na sua casa do Sul de França em 1965, e as suas cinzas foram espalhadas perto da Biblioteca Maugham, em Inglaterra.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU