O Fim da Educação
crise, crítica, ensino e utopia
SINOPSE
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895762392 |
| Editor: | Editora Guerra & Paz |
| Data de Lançamento: | maio de 2025 |
| Dimensões: | 155 x 255 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 112 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ensino e Educação
>
Sociologia da Educação
|
| EAN: | 9789895762392 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Tempos sombrios
Fernando Rebelo
Uma visão lúcida sobre o estado da nossa escola. António Carlos Cortez não se limita a dar-nos a conhecer aquela qué a (preocupante) realidade do nosso actual sistema de ensino, aponta soluções. Uma obra que deveria ser lida e debatida entre todos os professores que não pretendem desistir da dignificação e fortalecimento da Escola Pública.
Um bom ponto de situação do ensino em Portugal
T.
Este curto livro faz uma análise crítica e construtiva do ensino em Portugal, abordando os erros e desfavores que nós, enquanto sociedade, via ensino, estamos a passar para as gerações futuras. O tom é pessimista, e o próprio autor admite algum espírito de "Velho do Restelo", justificando a sua posição com factos. A verdade é que só conhece realmente a escola quem nela trabalha e, se na área da saúde uma crise surge em poucos dias, na área do ensino pode levar décadas até que a sociedade dela se aperceba. O autor dá voz aos profissionais do ensino que não concordam com o facilitismo, com o uso desmesurado e sem finalidade óbvia dos meios digitais, com o fim do livro enquanto meio central de uma aula, com a estrutura altamente burocrática das escolas e com o estupidificante estatuto atual do professor que nada é mais que um mero recitador de conteúdos dos manuais, e cujas qualidades científicas se vão perdendo após a licenciatura e o mestrado para aceder à carreira docente. Neste ponto, quanto mais tempo de docência o professor tem, menos qualidade científica apresenta, tendencialmente. Isto porque a falta de tempo para se melhorar é a marca do atual ensino português, e o livro "O Fim da Educação" expõe toda esta realidade de forma bastante evidente e fundamentada.
O grito de revolta, lúcido e pertinente
VF
Este ensaio sobre o estado da educação deveria ser de leitura obrigatória para todos os que têm responsabilidades sobre o ensino e a educação em Portugal. Crítico, lúcido e pertinente, esta reflexão de António Carlos Cortez devia ser um texto amplamente discutido nos fóruns sobre o tema. Revejo-me e subscrevo grande parte do diagnóstico que o autor faz. É urgente uma reforma profunda no sistema educativo nacional.
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