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O Estranho Caso de Benjamin Button

de F. Scott Fitzgerald
Editor: Book Cover Editora, outubro de 2022 ‧
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Idoso, com uma longa barba, exigindo uma bengala e a gostar mais de charutos do que leite quente, Benjamin Button é realmente um bebé muito curioso. Assim nasceu Benjamin, um homem com uma vida ao contrário: diferente e exposto ao olhar crítico da sociedade de Baltimore.

Inspirado num comentário de Mark Twain, em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse no início e a pior no fim, F. Scott Fitzgerald publica este conto pela primeira vez em 1922.

Em Cabeça e Ombros foi o primeiro conto a ser publicado no Saturday Evening Post por Fitzgerald na edição de fevereiro de 1920, ilustrado por Charles D. Mitchell. A obra conta a história de um jovem prodígio, Horace, completamente absorto nos seus estudos. Um dia Marcia bate-lhe à porta e passa a mostrar-lhe um outro lado da vida. Uma dupla improvável entre um filósofo e uma dançarina.

O Estranho Caso de Benjamin Button

de F. Scott Fitzgerald

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899126107
Editor: Book Cover Editora
Data de Lançamento: outubro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 211 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Coleção: Essenciais da Literatura de Terror
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899126107

A vi(d)a de mão dupla

António J. Figueira

Começo este comentário por indicar que, embora tal não seja referido, a presente edição inclui não só o conto que lhe dá título, mas um segundo que dá pelo nome de "Cabeça e ombros". Quanto ao primeiro, direi apenas que a narrativa é quase um contra-exemplo para desconstruir o comentário de Mark Twain que lhe serviu de inspiração: afinal de contas, o fim parece ser igualmente absurdo independentemente do sentido pelo qual o aproximamos. Curiosamente, fiquei ainda mais intrigado pelo segundo conto, do qual a existência desconhecia até hoje. Um paradigmático exemplo de dupla improvável é tudo o que o autor precisa para descrever uma história de vida que nos ensina como imprevistos são os seus caminhos e os seus quiasmas. Este conto, principalmente na sua parte final, é pautado por uma deliciosa aura cómica que o torna altamente cativante.

Livro curioso e extraordinário

Joana Pinto

Livro curioso e extraordinário que se lê numa tarde. O que demora mais, são as perplexidades que nos assolam e a verdade da nossa existência frágil.

Um paradoxo sobre o desenrolar da existência

A Manso

Este estranho caso acaba por ser o acaso mais perturbante da existência humana: nascemos bebes e tornamo-nos velhos, mas como aqui se mostra se o acaso quisesse o contrário, que houvéssemos nascido velhos para morrer bebes, no meio da vida seríamos exatamente iguais. E esta constatação não é despicienda em um tempo que acarinha em demasia os bebes e despreza, maltratando mesmo, os cada vez mais velhos que ocupam as sociedades industrializadas.

SOBRE O AUTOR

F. Scott Fitzgerald

Escritor norte-americano nascido a 24 de setembro de 1896, em St. Paul, no estado do Minnesota, e falecido a 21 de dezembro de 1940. Aos 13 anos, escreveu The Mystery of the Raymond Mortgage, uma história sobre um detetive que foi publicada no jornal da escola que frequentava. Depois de ter passado por uma escola católica, ingressou, em 1913, na Universidade de Princeton, mas apostou mais no desenvolvimento das suas aptidões literárias do que a estudar as matérias do seu curso. Em 1917, por exemplo, escreveu argumentos e letras para espetáculos musicais e textos humorísticos para revistas. Como constatou que não ia conseguir terminar o curso, ainda em 1917 alistou-se no exército, onde chegou a segundo-tenente. Na altura, os Estados Unidos da América estavam envolvidos na Primeira Guerra Mundial e Fitzgerald estava convencido que ia morrer em combate. Por isso, escreveu a toda a pressa o romance The Romantic Egoist. No ano seguinte, foi trabalhar para Nova Iorque e, apesar de bem sucedido no mundo da publicidade, Fitzgerald deixou o emprego em 1919 para se dedicar ao romance This Side of Paradise, onde usou material de The Romantic Egoist. No mesmo ano, começou a escrever artigos para revistas populares. Para poder ganhar mais dinheiro deixou a escrita de romances e começou a escrever histórias de ficção para jornais. As suas histórias de amor foram consideradas inovadoras e refrescantes. Em 1920, finalmente publicou This Side of Paradise, com o qual alcançou um tremendo sucesso. Logo no ano seguinte, publicou o seu segundo romance, The Beautiful and Damned. Francis Scott Fitzgerald e sua mulher entraram, entretanto, numa fase de grandes luxos participando em inúmeras festas, gastando muito dinheiro e acumulando dívidas. Em 1924, o romancista mudou-se para França, onde escreveu um dos seus livros mais marcantes, The Great Gatsby (O Grande Gatsby), que apesar de ter recebido boas críticas foi um fracasso a nível de vendas. Este romance viria a ser adaptado ao teatro e, posteriormente, ao cinema, ganhando outra visibilidade. A versão cinematográfica mais conhecida é a de 1974, realizada por Jack Clayton, tendo Robert Redford por protagonista. Fitzgerald regressou aos Estados Unidos da América em 1931, tendo tentado escrever alguns argumentos para filmes. Contudo, só conseguiu terminar um, Three Comrades, em 1938. Logo depois, foi despedido devido aos seus problemas de alcoolismo. Em 1939, começou a escrever o romance The Love of The Last Tycoon, que nunca terminaria porque morreu vítima de ataque cardíaco a 21 de dezembro de 1940. No entanto, baseado no que já deixara escrito, foi realizado, em 1976, o filme The Last Tycoon. Sob a direção de Elia Kazan estiveram os atores Robert de Niro, Robert Mitchum e Jack Nicholson. F. Scott Fitzgerald escreveu também alguns contos, entre os quais Babylon Revisited, que inspirou o filme The Last Time I Saw Paris (Última Vez Que Vi Paris), com Elizabeth Taylor.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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