O Conto da Sereia

Livro 1

de Gonzalo Torrente Ballester
Editor: Difel, abril de 1986 ‧
Na família dos Marinho, num porto de mar algures na Galiza, havia sempre, em cada geração, um homem que morria (ou desaparecia?) no mar. Por coincidência, todos os desaparecidos tinham olhos azuis. E isto, desde que, dizia a lenda, a Sereia tinha salvo um antepassado dos Marinho e o levara a viver com ela nas profundezas onde morava.
Não é pois de admirar que Dª. Eugénia Marinho, ela própria viúva de um Marinho de olhos azuis, quisesse afastar dali o seu filho Alfonso, o único que na família tinha os olhos da fatídica cor.
Obrigou-o a jurar que nunca se aproximaria do mar, mas o chamamento da Sereia torna-se mais e mais insistente e Alfonso voltou, ninguém sabe se para cumprir o destino se para justificar a lenda.
É pois através de O Conto da Sereia e da lenda dos Marinho que os leitores portugueses vão conhecer um dos mais importantes escritores espanhóis. Galego de nascimento e de formação, Torrente Ballester tem feito frequentemente da Galiza o tema dos seus romances, mas não a Galiza do cliché bucólico; a Galiza que o ocupa é a Galiza urbana e as diversas urbes da Galiza, os seus tipos humanos e personagens insólitas, as inacreditáveis aventuras, conspirações e ilusões que acalentaram nas últimas gerações os mais díspares galegos, uma Galiza tão próxima de nós e que tão mal conhecemos.

O Conto da Sereia

de Gonzalo Torrente Ballester

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722901666
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 1986
Idioma: Português
Dimensões: 187 x 118 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pequenos Textos de Grandes Autores
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722901666
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Gonzalo Torrente Ballester

Gonzalo Torrente Ballester (El Ferrol, 1910-1999 Salamanca) é um autor fundamental da literatura espanhola contemporânea. Estudou História na Universidade de Santiago, onde foi professor de Literatura a partir de 1940; dedicou quase toda a sua vida ao ensino e à literatura, quer em Espanha quer nos EUA. Dramaturgo, ensaísta, crítico e romancista, Ballester recebeu, entre muitos outros, os prémios Nacional de Literatura em 1981, o Príncipe das Astúrias em 1982 e o Miguel de Cervantes em 1985.

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