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O Choro é Um Lugar Incerto

de Rui Nunes
Editor: Relógio D'Água, fevereiro de 2006 ‧
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"Rui Nunes volta a arrebatar as palavras em O choro é um lugar incerto (...) Aqui, a palavra e a frase ganham uma beleza própria, independente dos sentidos que nos habituamos a ler. Ao percorrermos este livro, entramos num outro mundo, sensível, que não vemos nem percepcionamos normalmente. Mesmo que cruel, confrangedor, irreversível, este real mostra-nos uma densidade que nos comove, sempre. Uma experiência que não podemos perder".
Andreia Brites, Março de 2006

Não é comum que uma exposição fotográfica seja o estímulo e o ponto de partida para um texto literário. É o que ocorre, contudo, com o texto 'O choro é sempre um lugar incerto', de Rui Nunes, escrito para acompanhar a exposição fotográfica 'Far Cry', de Paulo Nozolino. Em vez de um discurso ensaístico, emanado do ponto de vista do crítico que descreve, analisa e avalia, como são em geral os textos encomendados para exposições, o de Rui Nunes cria um território ficcional que resgata a pequena história do indivíduo e mergulha na grande história das atrocidades das guerras do último século. O texto não só traduz a tessitura das imagens na linguagem verbal, mas também as projecta sobre a outra dimensão latente nas fotografias de paulo Nozolino: o tempo, não o cronológico, mas o da vivência dos espectros que as habitam ainda hoje. Nesse sentido, emprenha-se do espaço e do tempo da memória individual e colectiva.
Do prefácio de Yara Frateschi Vieira

O Choro é Um Lugar Incerto

de Rui Nunes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088676
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: fevereiro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 235 x 5 mm
Páginas: 94
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficção Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727088676
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Revelação da Palavra

Emanuel Guerreiro

O Choro É Um Lugar Incerto revela o experimentalismo linguístico e textual que caracterizam a escrita de Rui Nunes: poesia? Prosa poética? O ponto de partida é uma exposição fotográfica de Paulo Nozolino, para a revelação da palavra.

SOBRE O AUTOR

Rui Nunes

Escritor português e professor de Filosofia, Rui Nunes nascido em novembro de 1947. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa e enveredou pela atividade de escritor em paralelo com a de professor de Filosofia, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.
Na década de 60, passou pelos jornais, tendo visto censurados muitos dos trabalhos.
Com muitas dificuldades, publicou o seu primeiro livro As Margens em 1968, tendo que suportar as despesas da edição. Contudo, a sua atividade literária só assume continuidade a partir de 1976, quando, depois de ter regressado da Austrália, em 1974, publica Sauromaquia.
Imprimindo à sua escrita um discurso de características próprias, Rui Nunes não nega a influência de escritores que a vida lhe foi permitindo conhecer, nomeadamente Kafka. Temas como a dor, a doença e a morte são recorrentes nos seus livros.
Porém, e apesar desta temática recorrente que flui na sua obra, o autor assume o ato de escrita como uma forma de sublimar a dor e com preciosos e comprovados (por ele) poderes terapêuticos. Por isso, gosta e tem prazer em escrever.
Leitor da obra de Agustina Bessa-Luís, Maria Velho da Costa, Maria Gabriela Llansol e de José Saramago, entre outros. Rui Nunes aprecia também outros géneros artísticos, nomeadamente o cinema (Bergman) e a música (Barroca e Jazz), admitindo que estes podem suscitar-lhe o gosto pela escrita.
Premiado, em 1992, com o Prémio do Pen Club Português de Ficção, atribuído ao seu livro Osculatriz, os seus novos títulos foram sempre, saudavelmente, apreciados pela crítica literária.
Considerado por Manuel Frias, membro do Júri que atribuiu ao seu livro Grito, em 1998, o Prémio GPRN (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE)), "uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa - ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio", Rui Nunes entende que o sucesso de um livro não se prende com a quantidade das vendas, mas sim com o "espaço de cumplicidade" entre autor e leitor que é capaz de criar.

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