Suíte e Fúria
SINOPSE
peças minúsculas, umas ao lado das outras,
coesas até à imprecação.
:
Como escrevia Heraclito? onde? nas margens de que rio? nas praias de que mar? no alpendre de que casa? na sombra de que parreira? de que pinheiro? ou não escrevia? falava ao ouvido do adolescente sentado na caruma, enquanto lhe passava a mão pelo cabelo e as formigas lhe subiam pelo branco da túnica?
Por momentos, Heraclito calava¬ se.
Hoje, perguntamo¬ nos o que é, o que era, esse silêncio.
E enchemo¬ lo de palavras.
O adolescente, porém, só ouvia o zumbido das vespas e o movimento da mão a afugentar uma mosca.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896418748 |
| Editor: | Relógio D'Água |
| Data de Lançamento: | outubro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 236 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 104 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896418748 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Brilhante e intenso
Rui Silva
Mais um livro, brilhante e intenso, de um grande escritor, que continua ignorado pela grande maioria dos leitores. Não sabem o que perdem...
«Começamos a escrever e o mundo transforma-se»
Emanuel Guerreiro
Rui Nunes faz, nesta narrativa, uma reflexão sobre a escrita, sobre o acto de escrever, de criar, sobre a arte literária. Evocando o silêncio e o passado como presenças determinantes do ser do sujeito, considera que a morte surge ao findar (um)a obra: «Cada palavra escrita é a eternidade à espera da morte!». Há lugar, também, a uma crítica à actualidade (v. p. 62): a situação no Mediterrâneo, a poluição dos mares, o uso excessivo de plástico, o desrespeito do homem pela natureza e pelo planeta.
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