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As Areias do Imperador: O Bebedor de Horizontes

Livro 3

de Mia Couto
Livro eBook
Editor: Editorial Caminho, novembro de 2017 ‧
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Neste último volume da trilogia, os prisioneiros embar­cam no cais de Zimakaze e a lancha parte em direção ao posto de Languene. Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.

As Areias do Imperador: O Bebedor de Horizontes

Livro 3

de Mia Couto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722128889
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: novembro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 211 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Coleção: As Areias do Imperador
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722128889

Final de trilogia

Sara

No último livro da trilogia ficamos finalmente a saber o que aconteceu a Imani e ao seu filho. Como fã de Mia Couto adorei a sensação de acabar um livro sabendo que a viagem ainda não terminou. Magnifico como sempre

Muito Bom.

Leticia Matthioli Mateus.

Texto muito bom como são sempre os livros de Mia Couto

O bebedor de horizontes - trilogia muito interessante

Ana Carla Gomes

Um olhar sobre a cultura africana, ao jeito de Mia Couto, que brinca com as palavras e as transforma e modela ao longo da história.

Envolvente

Maria Paula

Narrativas maravilhosas, linguagem que prende o leitor.

História e estória

Orlando Sousa Santos

O último da trilogia sobre Gungunhana, que conclui mais um capítulo das obras (excelentes) que Mia Couto nos vai deixando para a posteridade.

embriagador de sonhos

PAULO JORGE

Bebi e com que delícia esta história , dentro de muitas outras histórias, a história poética com que Mia Couto nos embriaga, num contar diferente, diferentes interpretações, diferentes ódios e guerras e neste saber contar, está uma paixão grande do escritor pelo seu Moçambique.

Gungunhana na primeira pessoa

Luís Ferreiro

No terceiro livro da trilogia, Mia Couto apresenta-nos finalmente o imperador Gungunhana na primeira pessoa. O seu lado mais humano e trágico surpreende o leitor, deixando-o sem dúvida enternecido. A narrativa de Mia Couto sempre teve o dom de pôr à prova os preconceitos de raça. Na era do colonialismo, nos finais do séc. XIX, os militares abraçavam uma missão civilizadora em África, um mundo que eles consideravam selvagem e incivilizado. O romance apresenta-nos contudo, personagens que põem em causa esta pretensão civilizadora, à medida que entram em contacto com a espiritualidade africana e se apaixonam por este continente e por estas gentes. Esta é uma história de amor, de quem quis derrubar as barreiras da raça e do tempo. Uma reflexão sobre a guerra e o seu (des)propósito, que humaniza vilões e nos convida a refletir sobre o que realmente nos torna humanos.

E FORAM TRÊS

Luis Jorge

Muito bom este formato despretensioso em forma de quem não quer a coisa para nos situar no que foi a história de um homem que a História de Portugal nos "deu" (deturpada como muitas coisas mais) nas Escolas durante anos a muitas gerações. Ficamos pelas estórias, pela abordagem tão afectuosa do "era uma vez..." e perceber o que foi a escravatura, a colonização, a barbárie nos conflitos armados tão longe daqui mas onde Lisboa reinava. Mia Couto fica como um marco da literatura em português, e isso é bom porque há anos que aqueles neologismos, ou outra coisa, nos agradam ao folhear os livros. Que bom não sabermos mais outras páginas da nossa História, com estórias, venham elas de onde vierem.

não há realidade que não possa ser sonhada

antónio josé cravo

escrever a história, escrevendo estórias. assim mia couto e a trilogia. as areias do imperador, o não ser como nos contaram, o haver um outro lado - há sempre. um mia escorreito, atento à história de áfrica, da sua moçambique, mostra-nos que não são "tudo pretos", há tribos, há guerras, há ódios, há nações para além das que as fronteiras gizadas num mapa ditaram, as nações do antes de. a trilogia termina, gungunhana é nela estória o gungunhana que a nossa história não nos deu. não há realidade que não possa ser sonhada, é isso que mia couto nos ensina

SOBRE O AUTOR

Mia Couto

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize.
O seu livro Compêndio para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

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