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Não Desfazendo

de Rita Taborda Duarte
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, junho de 2023 ‧
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«Rita Taborda Duarte Nasceu em Lisboa, um ano (menos um dia) antes do 25 de Abril: Sempre! Poeta, crítica literária, professora, tem cerca de uma vintena de obras editadas, entre poesia e literatura para a infância. Publicou o seu primeiro livro de poemas, Poética Breve, em 1998, a que se seguiram Na Estranha Casa de Um Outro (2006) e Dos Sentidos das Coisas (2007) (escritos ao abrigo de uma bolsa de criação literária, da DGLAB), Elogio de Outono (plaquette, 2014), Roturas e Ligamentos (2015) e As Orelhas de Karenin (2019), finalista dos prémios SPA 2020 e Casino da Póvoa Correntes de Escrita.
Não Desfazendo reúne os seus vinte e cinco anos de poesia e inclui um livro inédito: Uma Pedra na Boca. No decurso dos seus poemas, «a linguagem, contra toda a verosimilhança, perde peso, gravidade e circula livremente no ar, permitindo uma outra geometria e geografia [e] inversão das Coordenadas (e hierarquias) de orientação no espaço (fazendo com que se possa dizer que, "afeiçoad[os] à mão/ e com o impulso certo", sabe-se de poemas que "subiam mais alto ainda que muitos pássaros"»

Do posfácio de Fernando Guerreiro
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Outono, poesia e melancolia

Outono. Para muitos, sinónimo de melancolia com uma conotação negativa. Mas tanto a tristeza como a melancolia fazem parte da vida. Engane-se quem deseja (ou espera) viver somente a exaltação do verão ou o fervilhar da primavera. Todas as emoções humanas são necessárias, tal como todas as estações do ano.
Na Natureza, o outono é a preparação para o descanso invernal. Infelizmente, os seres humanos desaprenderam esses ritmos da Natureza. Mas a Poesia resgata-os: ora suave ou dura, ora incisiva ou reflexiva, a poesia obriga-nos a pausar, a descobrir novos significados nas palavras, nas frases, a descobrir emoções que se prolongam além das páginas.
Que este outono lhe devolva o gosto da melancolia de uma tarde contemplativa, sem culpas, em torno de um livro — de poesia. Deixo-lhe cinco sugestões irrepreensíveis. Não Desfazendo, de Rita Taborda Duarte Não Desfazendo reúne os vinte e cinco anos de poesia de Rita Taborda Duarte, que nasceu em 1973, na ditadura, mas cresceu e escreveu em liberdade. Essa liberdade sente-se nos seus poemas pela diversidade de abordagens e de perspetivas. Nesta coletânea, encontrará estranheza, refúgio, reflexão, riso e até um capítulo dedicado aos gatos (e «Demais Fauna»). São poemas que respiram uma rima própria ou uma ausência dela, mas dos quais não sairemos incólumes. COMPRO NA WOOK! » Adrenalina, de Filipa Leal Em Adrenalina, Filipa Leal revisita muitas das suas vidas, dos seus espelhos do passado, 20 anos depois de ter publicado o seu primeiro livro de poemas. Nesta obra, encontramos uma voz madura, reflexiva na busca de apaziguar as agitações do quotidiano. Há espaço para as minudências da vida (como o poema dedicado à sobrinha Mariana de sete meses), para o amor, para a tristeza ou para o humor. São menos de 110 páginas nas quais cabem toda a riqueza e a complexidade da vida humana. Vale a pena sentir esta Adrenalina de Filipa Leal. COMPRO NA WOOK! » Poesias Completas & Dispersos, de Alexandre O' Neill Se não conhece a poesia de Alexandre O’Neill, este é um livro imperdível para juntar à secção de poesia da sua estante literária. Se ainda não tem uma secção dedicada a obras poéticas, é chegado o momento de a criar. E esta obra deverá, sem dúvida, lá constar.
O’Neill foi um poeta de palavras simples, mas diretas; de ideias estranhas, mas belas e repletas de criatividade. Os seus poemas transformaram a língua portuguesa conferindo-lhe carisma, imaginação e profundidade. Porque…
Há palavras que nos beijam. / Como se tivessem boca. / Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. COMPRO NA WOOK! » Poesia Grega de Hesíodo a Teócrito, de Frederico Lourenço Poetas como Álcman, Semónides, Mimnermo, Safo, Íbico, Anacreonte, Teógonis, Píndaro, Baquílides e Teócrito são parte dos alicerces da nossa civilização e influenciaram diretamente centenas de outros poetas. Folhear este livro é uma imersão profunda e intensa na cultura grega: trata-se de uma edição luxuosa, bilingue. Uma obra ideal para estudiosos e curiosos que desejam descobrir a riqueza e a diversidade da poesia da Grécia Antiga. Uma pérola. COMPRO NA WOOK! » Atirar para o Torto, de Margarida Vale de Gato Ler Atirar para o Torto, de Margarida Vale de Gato, é um mergulho no desconhecido, na surpresa. Nas páginas deste livro, encontramos mulheres anónimas, amigos e amigas da poeta, memórias coletivas, Sophia de Mello Breyner, geografias conhecidas, estados de espírito, circunstâncias ou confissões. Com rigor sintático, um «formalismo informal» e uma escrita cuidada, original, feita de encontros felizes entre palavras, ideias e conceitos burilados ao pormenor, Margarida Vale de Gato surpreende. COMPRO NA WOOK! » O outono convida-nos a recolher, a abrandar. Entre as sombras e a claridade, a poesia torna-se abrigo e revelação. Talvez seja isso a melancolia: a beleza serena de aceitar todas as estações, dentro e fora de nós.
Que estas leituras lhe tragam abrigo e a intensidade que só a poesia sabe oferecer.

Não Desfazendo

de Rita Taborda Duarte

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722731225
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: junho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 193 x 33 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 520
Tipo de produto: Livro
Coleção: Plural
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722731225

SOBRE O AUTOR

Rita Taborda Duarte

Rita Taborda Duarte nasceu a 26 de abril de 1973, portanto nasceu em ditadura, mas cresceu em liberdade. Em 2003, venceu o prémio Branquinho da Fonseca Expresso/Gulbenkian, com o seu primeiro livro para a infância, A Verdadeira História da Alice, e desde esse dia passa o tempo a escrever para crianças (e também para adultos). Além de poeta, área em que foi distinguida com os prémios Inês de Castro e João de Deus, Rita Taborda Duarte é uma escritora um bocado infantil que, mais do que contar histórias, gosta de brincar com palavras. Um dia o seu filho mais pequenino perguntou-lhe a que costumava brincar no seu tempo. Pensou em explicar-lhe que o tempo presente é que era o seu e que, por isso, continuava, claro está, sempre a brincar, mas acabou por lhe responder: «Caçava mamutes!»

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