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Le Socialisme (2e Édition)

de Émile Durkheim
idioma: francês
Editor: PUF, maio de 2011 ‧
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« Ce livre est le début d'une oeuvre qui n'a jamais été terminée. C'est la première partie d'une Histoire du socialisme, rédigée sous la forme de leçons. Le cours a été professé à Bordeaux, à la Faculté des Lettres, de novembre 1895 à mai 1896. Voici la place que ce travail occupe dans l'oeuvre et dans la pensée de Durkheim. On sait de quels problèmes il est parti. C'est dès ses années d'École Normale, par vocation, et dans un milieu animé de vouloir politique et moral, d'accord avec Jaurès et avec son autre camarade Hommay (mort en 1886), qu'il se consacra à l'étude de la question sociale. Il la posait alors assez abstraitement et philosophiquement, sous le titre : Rapports de l'individualisme et du socialisme. En 1883, il avait précisé ; et c'étaient les rapports de l'individu et de la société qui devinrent son sujet. C'est alors qu'il parvint, par une analyse progressive de sa pensée et des faits, entre le premier plan de sa Division du travail social (1884) et la première rédaction (1886), à s'apercevoir que la solution du problème appartenait à une science nouvelle : la sociologie. Celle-ci était alors bien peu en vogue, surtout en France où les excès des derniers comtistes l'avaient ridiculisée. De plus, elle était loin d'être constituée. Car Comte, Spencer et même Espinas, et même les Allemands Schaeffle et Wundt n'en avaient donné que des philosophies. Durkheim entreprit cette oeuvre : lui donner une méthode et un corps. » (M. Mauss, Introduction)

Préface, par Pierre Birnbaum. Introduction, par Marcel Mauss. Livre premier. - Définition et origines du socialisme. Définition du socialisme. Socialisme et communisme. Le socialisme au XVIIIe siècle. Sismondi. Livre II. - Saint-Simon, sa doctrine. L'école saint-simonienne. Saint-Simon. Vie et oeuvres. La doctrine de Saint-Simon. Fondation du positivisme. La doctrine de Saint-Simon (suite). Origines historiques du système industriel. La doctrine de Saint-Simon (suite). Organisation du système industriel. La doctrine de Saint-Simon (fin). L'internationalisme et la religion. Saint-Simon (fin). Conclusions critiques. L'École saint-simonienne. Conclusions critiques du cours. Conclusions du cours.

Le Socialisme (2e Édition)

de Émile Durkheim

Propriedade Descrição
ISBN: 9782130590033
Editor: PUF
Data de Lançamento: maio de 2011
Idioma: Francês
Dimensões: 123 x 189 x 12 mm
Páginas: 276
Tipo de produto: Livro
Coleção: Quadrige Grands Textes
Classificação Temática: Livros em Francês > Ciências Soc. e Humanas > Sociologia
EAN: 9782130590033

Obra de referência da Sociologia Política

Pedro Duarte

Durkheim apresenta-nos com as suas lições uma análise bastante aprofundada sobre as origens do socialismo e do comunismo. A sua explicação consubstancia-se e reporta-se às origens do positivismo através da doutrina de Saint-Simon.

SOBRE O AUTOR

Émile Durkheim

Sociólogo francês, Émile Durkheim, nascido em 1858 e falecido em 1917, foi um observador atento das convulsões do seu tempo. Considerava que só a ciência e um novo racionalismo poderiam explicar e indicar vias para as questões complexas de um mundo em mudança. Defensor de ideias socialistas, estava interessado em apontar vias de saída para a crise, partindo da observação, não dos indivíduos, mas dos fenómenos sociais como factos sociais, num quadro de espécies sociais definidas (a nação, o grupo religioso ou político). Facto social seria todo o modo de fazer, fixado ou não, extensível a toda uma sociedade ou capaz de exercer sobre o indivíduo uma pressão exterior. Segundo Durkheim, o facto social tem uma existência própria que extravasa as suas manifestações individuais. Defendendo uma nova disciplina científica cuja legitimidade era posta em dúvida por grande parte dos seus colegas universitários, Durkheim desenvolveu nos meios académicos uma luta que não foi fácil mas que o colocou na História como um dos "pais fundadores" da Sociologia. Émile Durkheim é ainda hoje um fenómeno de atualidade pela influência que continua a exercer. Distinguiu dois tipos de sociedade, as de solidariedade mecânica e as de solidariedade orgânica, justificando a passagem de umas a outras por causas sociais. A ordem social encontrada nas sociedades primitivas assenta na solidariedade mecânica, que se baseia na comunidade de crenças e na intensidade do consenso expresso na consciência coletiva. A industrialização, a urbanização e a divisão do trabalho destruíram essa integração moral mas fizeram surgir uma ordem social baseada na solidariedade orgânica. Esta releva das diferenças e não das semelhanças entre os indivíduos, permitindo-lhes uma maior libertação do controlo externo mas tornando-os muito mais dependentes uns dos outros precisamente devido à sua diferenciação. Outro conceito da maior importância na sua obra é o de anomia: as sociedades podem ver-se incapazes de integrar no seu seio determinados indivíduos que se encontram dela distantes devido ao enfraquecimento da consciência coletiva. Este conceito foi utilizado por Durkheim nomeadamente para classificar os tipos de suicídio: suicídio altruísta, suicídio egoísta e suicídio anómico. No âmbito das religiões, Durkheim preocupou-se em compreender as funções universais dos sistemas religiosos na continuidade da sociedade enquanto tal. Na sua bem sucedida intenção de dar consistência à Sociologia como ciência definiu vários princípios, entre os quais: rejeição da "sociologia espontânea"; constituição de um domínio próprio para a sociologia, que seria o do "facto social"; utilização de métodos objetivos; a procura das causas e só secundariamente a das funções (pois saber para que é que um elemento serve não elucida acerca das suas causas nem daquilo que ele é); e diagnóstico dos fenómenos como relevando do normal ou do patológico. As influências de Durkheim encontram-se na tradição intelectual de Jean-Jacques Rousseau, Claude Saint-Simon e Auguste Comte. Na École Normale Supérieure foi aluno de Fustel de Coulanges e de Émile Boutroux e colega de Henri Bergson, Jean Jaurès, Pierre Janet e Goblot.

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