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L'Absurde : L'Étranger, Le Mythe De Sisyphe, Caligula, Le Malentendu (Coffret)

de Albert Camus
idioma: francês
Editor: FOLIO, setembro de 2013 ‧
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Neste dia, há 64 anos, morria Albert Camus, o escritor-filósofo do absurdo

Na tarde de 4 de janeiro de 1960, o carro em que viajava Albert Camus, conduzido pelo seu amigo e editor Michel Gallimard, derrapou numa estrada perto da cidade de Sens, no norte de França, embatendo numa árvore. Camus, o homem do renascimento da literatura francesa do pós-guerra, com apenas 46 anos de idade, teve morte imediata, e Gallimard, cujo tio Gaston tinha publicado O Estrangeiro, que celebrizou Camus, morreu alguns dias depois devido aos ferimentos.

No passado, Camus tinha dito aos amigos que não haveria nada mais absurdo do que morrer num acidente de viação, mas acabaria por ser esse o seu destino. A sua trágica morte parece ironizar com a preocupação filosófica que transparece na sua obra: como lidar com o absurdo fosso intransponível entre um Universo sem sentido e a aspiração do homem a ordená-lo. Albert Camus, Foto CC BY-NC-ND 2.0 DEED No carro do acidente fatal, Camus, que tinha ganho o Nobel da Literatura três anos antes, levava consigo 144 páginas de um manuscrito – a primeira parte de um romance épico autobiográfico baseado na sua infância na Argélia colonial – que acreditava vir a ser a sua melhor obra. O livro permaneceu guardado durante décadas, até a sua filha Catherine o editar e publicar em 1994, há precisamente 30 anos. Chamar-se-ia O Primeiro Homem e causaria furor imediato no meio literário, tornando-se um bestseller.


UMA OBRA QUE MARCA O PÓS-GUERRA NA EUROPA Albert Camus nasceu na Argélia, filho de pais franceses. Um ano mais tarde, o seu pai morreu em França, na I Grande Guerra. Apesar de uma infância com dificuldades económicas, conseguiu formar-se na universidade e escreveu para o jornal Alger Républicain sobre a situação política do país, até este ser proibido. Mudou-se para França, onde se casou com Francine Faure, com quem teve os filhos gémeos Catherine e Jean. Em Paris, trabalhou no Combat, jornal da Resistência, encarnando, com risco de vida, a voz da resistência sobre as reformas democráticas que o país deveria empreender. Camus foi projetado para a ribalta literária com a publicação de O Estrangeiro em 1942, um romance em que emerge a profunda ligação de Camus à Argélia da sua infância e adolescência, onde encontra as suas raízes e os seus laços mais significativos. Desse ponto de vista, a França é uma abstração para o autor, tendo permanecido um país estrangeiro durante toda a sua vida. Nesse livro que o notabilizou, Camus reflete ainda, profundamente, sobre o absurdo da vida, tema a que regressa noutros livros, incluindo a sua obra filosófica O Mito de Sísifo. Para Camus, não vale a pena tentar dar sentido à vida, pois esta não o tem. Temos de viver com o absurdo. Mas isso não significa que não possamos ser felizes.

Camus Destacou-se ainda como dramaturgo, sobretudo com a peça Calígula (1945), que se tornou uma referência na corrente do Teatro do Absurdo.
Em parte devido à sua amizade com Jean Paul Sartre, Camus foi rotulado de existencialista, mas preferiu não se ligar a nenhuma ideologia. O seu último romance, A Queda, foi publicado em 1956.

Autor de uma prolífica e valiosa obra, Camus tornar-se-ia um dos mais importantes pensadores do século XX, tendo exposto de forma singular o absurdo da condição humana. A GRATIDÃO DO ESCRITOR AO SEU PROFESSOR Órfão de pai com apenas um ano, Camus cresceu com o irmão, a mãe, a avó e um tio paralítico no bairro operário de Belcourt, em Alger, num apartamento insalubre com apenas dois quartos. Quando entrou para a escola primária, teve a sorte de ser ensinado por um excelente professor, Louis Germain (1884-1966), que se tornaria o seu guia, mestre e pai espiritual. Com a ajuda do professor, que lhe ensinava fora do horário escolar, o jovem Albert conseguiu uma bolsa de estudos estatal para o liceu de Argel e pôde prosseguir os seus estudos, apesar da relutância da sua avó dominadora e da situação precária da sua família. O despertar intelectual que viveu fê-lo prosseguir com os estudos, tendo-se formado em Filosofia na Universidade de Argel.

O livro O Primeiro Homem reflete a grande capacidade de afeto, amizade e gratidão por parte do escritor, a mais duradoura das quais foi para o seu professor, que inspirou a personagem de M. Bernard. Ao longo da sua vida, Albert Camus não deixou de prestar homenagem a este homem e de lhe exprimir a sua gratidão. Quando ganhou o Nobel da Literatura, 34 anos após o momento decisivo que lhe permitiu continuar a estudar, foi a Germain que dedicou o seu discurso de aceitação.

Na correspondência entre os dois homens, ao longo dos anos, encontramos o eco mais esplêndido desta amizade. Germain, a única figura paterna que Camus teve, parece conhecer Camus melhor do que os seus biógrafos. As cartas que trocaram ao longo do tempo, em parte inéditas, encontram-se agora reunidas, pela primeira vez, no livro Caro Professor Germain, recentemente publicado em Portugal. Além delas, este volume integra ainda o texto A Escola um excerto do livro O Primeiro Homem, a obra derradeira, e inacabada, de Camus. A admiração e o carinho entre aluno e professor perpassam em cada linha, testemunhado a importância definidora da educação e da amizade.
Deixamos aqui uma amostra deste livro que é um prazer folhear, em qualquer altura da vida. Carta de Albert Camus a Louis Germain, 19 de novembro de 1957 Excerto da carta de Louis Germain a Albert Camus, 22 de novembro de 1975

L'Absurde : L'Étranger, Le Mythe De Sisyphe, Caligula, Le Malentendu (Coffret)

de Albert Camus

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070454600
Editor: FOLIO
Data de Lançamento: setembro de 2013
Idioma: Francês
Dimensões: 110 x 184 x 45 mm
Páginas: 640
Tipo de produto: Livro
Coleção: Folio
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Romance
EAN: 9782070454600

SOBRE O AUTOR

Albert Camus

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1957

Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século XX. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.

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