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Jardinage Humain

de Rodrigo Garcia
idioma: francês
Editor: SOLITAIRES INTEMPESTIFS, outubro de 2003 ‧
12,01€
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Ronaldo Nazario de Lima touche 3 millions d'euros par an pour porter des vêtements Adidas aux couleurs du Real Madrid. Toi, par contre, si tu veux les mêmes chaussures, tu dois allonger 100 euros, voire 200 si c'est le "dernier modèle". Soit douze fois leur valeur réelle. La main-d'oeuvre bon marché, les enfants du Brésil par exemple, c'est ce qui permet de payer Ronaldo, la star du football brésilien, l'ex-enfant des favelas du Brésil, de le payer une fortune. Ronaldo est un attrape-nigaud. C'est lui qui te fait raquer 200 euros pour une paire de tennis qui valent en fait moins de 7 euros. On peut apprendre à jouer au foot dans n'importe quel coin, mais on peut aussi apprendre à lire, à écrire et à penser dans n'importe quel coin.

Jardinage Humain

de Rodrigo Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9782846810487
Editor: SOLITAIRES INTEMPESTIFS
Data de Lançamento: outubro de 2003
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: La Mousson D'Ete
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Artes de Palco
Livros em Francês > Arte > Outras Artes
EAN: 9782846810487

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Garcia

Rodrigo García (1964) passou a infância e adolescência no bairro Yparraguirre de Grand Bourg, na periferia de Buenos Aires, Argentina. Foi verdureiro, talhante, moço de recados e criativo de publicidade, trabalhos que abandona para se dedicar ao teatro. Estabelecido em Madrid, em 1989 criou a companhia La Carnicería Teatro, para a qual escreve, dirige e concebe o espaço cénico, tendo realizado inúmeras produções, na procura de uma linguagem pessoal, afastada da do teatro tradicional, no Teatro Pradillo de Madrid, no Teatro Nacional da Bretanha, na Bienal de Veneza, no Festival d’Avignon e no Festival de Outono de Paris, na Schaubühne Berlin, entre outros. García foi influenciado por autores como Samuel Beckett, Harold Pinter, Eduardo Pavolvsky, Heiner Müller, Thomas Bernhard, Louis Ferdinand Céline, Peter Handke, Tadeusz Kantor e o período negro de Goya. Privilegiando um teatro experimental e de forte discurso político, os seus trabalhos ficaram conhecidos por não fazerem concessões e explorarem uma linguagem crua e violenta do corpo do ator em cena. Em 2009, a UNESCO atribui-lhe o Prémio Europa de Teatro — Novas Realidades Teatrais. Tendo vivido numa aldeia nas Astúrias até 2013, mudou-se para Montpellier em 2014, para assumir a direção do Centro Dramático Nacional de Montpellier. Em Portugal, estabeleceu uma relação cúmplice com o Festival Citemor (Montermor-o-Velho), tendo apresentado After Sun (2001), Comprei uma pá no Ikea para cavar a minha tumba (2003), Aproximação à ideia de desconfiança (2006), e ali estreou Ronald, o palhaço do McDonalds (2001), espetáculo que lhe proporcionou reconhecimento internacional, e Autocompaixão (2006). Frequentemente, afirma que os seus textos, quando publicados, são restos dos seus espetáculos.

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