E se Obama fosse africano?

E Outras Interinvenções

de Mia Couto
Livro eBook
Editor: Editorial Caminho, março de 2009 ‧
Na sequência do anterior Pensatempos, Mia Couto ressurge com um conjunto de textos de intervenção que resulta da sua participação em encontros públicos nos últimos anos. São textos de reflexão crítica de um autor de ficção que, ao mesmo tempo que reinventa o seu universo, não abdica da sua missão de pensar o mundo. As intervenções abordam temas que vão da política à literatura, da cultura à antropologia, mas todos eles confirmam como o escritor moçambicano faz da sensibilidade poética um modo de entender a complexidade do nosso tempo.

«O testemunho de alguém que aceita a velocidade contemporânea e a sua modernidade, mas que não quer abdicar de uma identidade que se afirma pela diferença.
Uma visão que também pressupõe a aceitação da pluralidade linguística do homem africano. “O que advogo é um homem plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir uma outra que nos faça sair do mundo. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem”, defende Mia Couto num destes textos. E acrescenta: “Ao lado de uma língua que nos faça ser humanidade, deve existir outra que nos eleve à condição de divindade”.
Luís Ricardo Duarte, blogue do JL

E se Obama fosse africano?

E Outras Interinvenções

de Mia Couto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722120234
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: março de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 209 x 12 mm
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Outras Margens
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789722120234

SOBRE O AUTOR

Mia Couto

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize.
O seu livro Compêndio para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

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