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Fragmentos de um Discurso Amoroso

(Reimpressão)

de Roland Barthes
Editor: Edições 70, março de 2014 ‧
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A afirmação, aceitação e estudo aprofundado do Discurso Amoroso é o assunto deste livro, cuja necessidade, segundo o próprio autor: "está contida na seguinte consideração: o discurso amoroso é hoje em dia de uma extrema solidão. Este discurso é talvez falado por milhares de pessoas (quem o sabe?), mas não é defendido por ninguém. Está completamente banido das linguagens circundantes: ignorado, desacreditado ou ridicularizado por elas, cortado não somente do poder, mas também dos seus mecanicismos (ciências, conhecimentos, artes." Para este estudo, Barthes serve-se de exemplos de vários textos, como o Werther, de Goethe, O Banquete, de Platão, e de autores como Nietzsche, entre outros.

"O projecto é simples: resgatar um discurso (o amoroso, justamente) que é falado por milhões mas que ninguém defende, por causa de desconfianças, do cinismo e da psicanálise. O ensaio de Barthes é uma compilação, totalmente romântica, de passagens literárias subtilmente comentadas. Dos mais pequenos gestos aos estados de alma mais exaltados. É talvez o mais belo livro moderno sobre o tema."
PM, Diário de Notícias

«Dois poderosos mitos fizeram-nos acreditar que o amor podia, devia sublimar-se em criação estética: o mito socrático (amar serve para criar uma multidão de belos e magníficos discursos) e o mito romântico (produzirei uma obra imortal escrevendo a minha paixão).»

Fragmentos de um Discurso Amoroso

(Reimpressão)

de Roland Barthes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724413181
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: março de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 217 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Roland Barthes
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789724413181

SOBRE O AUTOR

Roland Barthes

Roland Barthes (Cherbourg, 12 de novembro de 1915 — Paris, 26 de março de 1980) foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.

Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS.

Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da perceção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.

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