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Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano

de Filipa Leal
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, março de 2019 ‧
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Mulher a inventar o corpo, a boca
cheia de vestígios de pântano, de heras,
de lodo, de incomunicabilidade.
Mulher segurando a máscara,
preparando-se para o esconderijo,
para a fácil loucura de já não ser real.
Mulher de perfil, tão pendurada, tão sem olhos
frontais, provocando-se a própria obra que a inclui,
desmotivando-se de tudo o que não for matéria,
soltando-se de todos os que a vêem bem.
Mulher enchendo-se de bronze,
tapando-se com a escultura que ela fará

de si mesma.

Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano

de Filipa Leal

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-2079-2
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 205 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poesia Inédita Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972372079212
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Poesia orgânica

Laura

Eu identifico-me sempre bastante com a poesia da Filipa Leal. Os textos são orgânicos, transpiram vida e relembram-nos a beleza das coisas simples.

Muito real

Sofia Abreu

Um livro que me envolve do início ao fim com a sua poesia tão daqui e agora. Faz-me sentir cada coisa que é descrita como se quase não gosse poesia, mas realidade. Incrível!

Excelente

Cláudia Campos

Filipa Leal no seu melhor. Para já o seu melhor livro.

brilhante, como tudo o que a Filipa escreve

Beatriz Rito

Sou fã incondicional da poesia da Filipa Leal. Este livro é, mais uma vez, a prova escrita e edificada de que esta autora é das melhores escritoras da poesia contemporânea. Recomendo absolutamente. As palavras deste e de outros livros da autora são uma lufada na vida de quem lê. Fazem-nos rir, chorar, sentir empatia... enfim, identificamo-nos! Mesmo! Leiam!

Mais uma obra brilhante

A. Ribeiro

Conheci os poemas da Filipa Leal através de uma amiga e rapidamente se tornou numa das minhas poetas preferidas. Este seu novo lido reforça o sentimento e já perdi conta às vezes que reli os poemas. Não é qualquer pessoa que consegue fazer o leitor viajar desta forma e fazer o que a poesia deve fazer, dilacerar-nos e esfregar-nos os sentimentos na cara. Este ou qualquer outro livro da Filipa Leal está mais do que recomendado!

SOBRE O AUTOR

Filipa Leal

Filipa Leal nasceu no Porto, Portugal, em 1979.
Tem 15 livros publicados (desde 2004), entre os quais A Cidade Líquida e O Problema de Ser Norte, ou Vem à Quinta-feira (já na 5.ª edição) e Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano, ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Está editada em Espanha e no Brasil (com o livro A Cidade Líquida); na Colômbia (com a antologia En los días tristes no se habla de aves); em França (com a plaquete La Ville Oubliée); na Polónia (com o livro Zapalki i metal na imitacji materii ludzkiej) e no Luxemburgo (Vale Formoso, edição bilingue francês-português).
Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter (Londres), é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Está representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro (Venezuela, México, Bulgária, Grécia, Países Baixos ou Eslovénia). Em 2010, teve um dos seus poemas exposto no Metro de Varsóvia, na iniciativa «Poems on the Underground». Em 2012 e 2014, representou Portugal em encontros literários na Alemanha – no Festival de Poesia de Berlim 2012, e na Conferência dos Escritores Europeus 2014/Long Night of European Literature, no âmbito da qual fez uma leitura dos seus poemas no Deutsches Theater. Em 2016, o seu poema «Hoje, também os carros dançam» integrou uma instalação sonora europeia na British Library, em Londres; e, em 2023, o poema «Quanto tempo para o intervalo» esteve exposto na Polónia na iniciativa «Poems in the City». Tem integrado alguns júris internacionais: fez parte do Júri do Prémio de Literatura Oceanos (2018) e do Júri do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez (Colômbia, 2019). Poeta, jornalista e argumentista (destaque para o guião do filme Jogo de Damas, com a realizadora Patrícia Sequeira – Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga; e para a série Mulheres Assim, na RTP1). Acaba de publicar o livro de poemas Adrenalina, assinalando os seus 20 anos de poesia.

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