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A axila de Egon Schiele

(poesia reunida 2014-2020)

Livro 14

de André Tecedeiro

Livro eBook
editor: Porto Editora, outubro de 2020
«Tenho defendido que o século pertence às mulheres, ao seu paradigma enfim livre, ou ao menos insubmisso como nunca, fazendo também com que as poetas se tornem muito mais vibrantes do que os poetas recentes. O André Tecedeiro, contudo, comporta uma retumbante excepção. Às voltas com as questões do corpo, muito outras das que foram trabalhadas exaustivamente por grande tempo no século XX, o seu lugar é uma das últimas novidades masculinas no que ao debate poético diz respeito. O homem que Tecedeiro implica é aquele que falta, o que faz falta, o que ainda nos pode ensinar e deslumbrar.
Apela à minha sensibilidade sobretudo o jeito que tem de se estudar sem sucumbir à angústia. Não lhe falta contundência, clareza ou sobriedade, mas não se entrega exactamente a um aparato trágico de efeitos alardes ou exagerados. É um pensador junto à ciência possível. Interessa-lhe conhecer e mudar. Interessa-lhe a arte e a sabedoria, como se estivesse ao pé de educar a própria natureza. Ao pé de educar o corpo.
Considero-o um dos mais importantes poetas portugueses surgidos neste século. Breve e de aparência simples, a sua profundidade é um hipótese de completude. Essa impossível coisa para que, por utopia, tendemos a correr.»
Valter Hugo Mãe
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Quatro livros para aprender a cair

A página O Poema Ensina a Cair tem quase 245 mil seguidores no Facebook e no Instagram. O podcast com o mesmo nome é um dos mais ouvidos da Apple Podcasts Portugal, na categoria de Artes. Raquel Marinho, a autora deste prodígio, aceitou escolher quatro livros de poesia que ajudem os leitores a dominar a arte da queda.


«O poema ensina a cair» é o primeiro verso de um poema de Luiza Neto Jorge. Foi inspirada nele que Raquel Marinho, então jornalista da SIC, criou, em 2014, uma rubrica semanal para o Expresso Digital dedicada a divulgar e entrevistar poetas portugueses contemporâneos. Meses depois criou uma página no Facebook, a qual manteve mesmo depois do fim da colaboração com o Expresso Digital e da sua saída da SIC ao fim de 25 anos de jornalismo televisivo. Em 2018 alargou o projeto ao Instagram e, em 2020, acrescentou-lhe o podcast, cujos episódios já foram escutados mais de 200 mil vezes. Nas redes sociais, conta com cerca de um quarto de milhão de seguidores fiéis d'O Poema Ensina a Cair.

Leitora apaixonada, Raquel Marinho continua, assim, a partilhar os seus poemas preferidos — que assinala com um X nas páginas dos livros que lê — e as entrevistas que vai fazendo aos poetas portugueses. Não esperava que O Poema Ensina a Cair «crescesse tão depressa, chegando a um número de seguidores tão elevado, uma vez que se trata sobretudo de uma página de partilha de texto». Mas a devoção pela palavra poética também já chegou à rádio, onde lê poemas na rubrica Ambos na Mesma Página, da Antena 2. Aceitou escolher quatro livros que ajudem os leitores do WOOKACONTECE a executar belos trambolhões poéticos — ou, para regressar às palavras de Luiza Neto Jorge, a experimentar a «lenta volúpia da queda» -, guiada, sobretudo, pelo olhar de jornalista que se orgulha de manter enquanto divulgadora de poesia.

  PAISAGEM COM GRÃO DE AREIA «Não fosse apenas pelo facto de ter ganhado o Nobel da Literatura em 1996, o que já de si justificaria procurarmos conhecer melhor a sua poesia, gosto muito de Szymborska porque ao mesmo tempo que nos fala do seu tempo e quotidiano (nasceu na Polónia em 1923), também nos conta da dimensão pessoal da condição humana. Neste livro está o conhecido poema ‘Possibilidades’, onde Szymborska escreve ‘Prefiro o ridículo de escrever poemas/ ao ridículo de não os escrever.’ Pois.» VER MAIS »









  TREVO «Poeta espanhola contemporânea que vale muito a pena conhecer. Encontramos na sua poesia três dos grandes temas da literatura e da poesia: o amor, a morte e a vida. Sobre estes temas, disse numa entrevista que lhe fiz em 2020: ‘São as três feridas de que falou Miguel Hernández, e não me ocorrem muitas mais coisas, fora destes três conceitos, que impulsionem a criação’.» VER MAIS » A AXILA DE EGON SCHIELE «É muito difícil ficar indiferente à poesia de André Tecedeiro, jovem poeta português contemporâneo. Quando o lemos, decoramos alguns dos seus breves poemas quase imediatamente. Por exemplo, este: ‘Conheci-o/ e quando virei costas pensei/ que foi um prazer conhecer-me’. Este livro reúne os vários poemas dispersos em livros anteriores de pequenas tiragens, e é uma ótima oportunidade para conhecer melhor o seu trabalho.» VER MAIS » O PÁSSARO CANTA O SEU SIMPLES CANTAR «Eu gosto muito da poesia de Helder Moura Pereira, poeta contemporâneo português nascido em 1949. Tem uma vasta obra publicada, muitos dos livros na editora Assírio & Alvim. Sugiro este livro específico por causa de um poema que me acompanha desde que o li pela primeira vez, e que leio alto sempre que posso para quem o quer escutar. Não tem título e começa com os versos ‘Eu não tinha nada de felino, tu sabias /que eu não tinha nada de felino’.» VER MAIS »

A axila de Egon Schiele

(poesia reunida 2014-2020)

de André Tecedeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03326-0
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: outubro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 198 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Coleção: Elogio da sombra
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972003326013
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e e E

Bela leitura

CF

Há algum tempo que não me entusiasmava assim com um livro de poesia. Está todo sublinhado. Recomendo.

e e e e e

Delicioso

Maria D.

O meu primeiro contacto com a escrita de André Tecedeiro. “Fixa um ponto na parede e foge para lá ou fecha os olhos e foge para dentro.” Uma agradável surpresa!

André Tecedeiro

Nasceu em Santarém em 1979 e viveu em Portalegre até 1997. Vive e trabalha em Lisboa.
Estudou Escultura e Pintura (licenciatura) na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Artes Visuais Intermédia (mestrado) na Universidade de Évora e Psicologia na Universidade de Lisboa, com especialização em Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações.
Enquanto artista plástico, realizou mais de cinco dezenas de exposições e foi nomeado para os prémios Fuso (2015); Cena d’Arte (2004); Celpa-Vieira da Silva (2003); Fidelidade Jovens Pintores (2002).
Os seus poemas, agora reunidos, foram publicados nos livros Rebento-Ladrão (Tea for One, 2014), Deitar a Trazer (Douda Correria, 2016), O Número de Strahler (Do Lado Esquerdo, 2018) e A Arte da Fuga (Do Lado Esquerdo, 2019), em revistas literárias como Flanzine, A4, Nervo, Tlön, Theodora, Tutano, Modo de Usar e nas antologias Mixtape II (Do Lado Esquerdo, 2018) e Casa (Do Lado Esquerdo, 2016).
A sua poesia foi tema de uma sessão do Clube dos Poetas Vivos, (Teatro Nacional D. Maria II, 2019), de uma leitura encenada do ciclo Da Voz Humana (Livraria Ferin, Lisboa, 2019) e de diversos programas de rádio e podcasts.
Teve o raro privilégio de escolher o seu próprio nome, que usa legalmente desde 2017.

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