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Fome

Novela Gráfica

de Knut Hamsun; Ilustração: Martin Ernstsen
Editor: Cavalo de Ferro, outubro de 2021 ‧
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Obra inaugural da grande literatura moderna, Fome, do prémio Nobel de Literatura Knut Hamsun, foi publicado há mais de um século.

Numa abordagem tão fiel quanto original ao romance de Hamsun, o artista norueguês Martin Ernstsen adapta para novela gráfica esta história protagonizada por um jovem escritor que deambula faminto e delirante pela cidade de Kristiania, oferecendo ao leitor uma experiência estética e literária singular.

Traduzido diretamente do norueguês por Liliete Martins.
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A escrita e o inverno: como as estações inspiram a literatura

Talvez seja a ideia mais romântica do ato de escrever: alguém metido numa cabana no meio de uma montanha gelada – frio fora, calor dentro – a escrever um romance. Também se dará o inverso: um calor tropical e um cenário gelado nos livros. Seja como for, aqui vão alguns exemplos de páginas com graus negativos. Há que pegar em luvas para ler estes livros.
Os russos cristalizaram, na literatura, aquela tonalidade cristal da neve. Bem se percebe: com temperaturas a chegar aos 40 negativos, e narrativas metidas nesses ambientes gelados, seria natural que o clima fizesse o seu caminho nos livros. Não deve ter existido clássico russo que não tivesse pés em neve fofa, corpos a precisar de embrulho. Este ambiente serviu para criar a ideia de lugares inóspitos, mesmo que habitados, a que se juntou o pessimismo de quem viu gelar os sonhos. Ler Dostoiévski ou Tolstoi implica encarar isto, e prosas contundentes, e nevascas fortes, frio que aleija a pele, e conhecer um país em que tanta gente vive num embate contra o ar.
Comecemos por Dostoiévski, que tão bem soube retratar a decadência, e com ela o desconforto. Aqui, o desconforto implica frio. Em Cadernos do Subterrâneo, publicado numa revista em 1864, temos uma história que impressiona pela crueza – e aqui cru é o que não viu lume. O narrador até dá pena: humilhado pela sociedade, humilha-se a si mesmo, e é isso que dá asco a quem o lê. Há qualquer coisa de repulsa naquela autovisão sem pó de arroz. As cores são sombrias, o ambiente é gélido, tudo sabe a desconforto, a vida que existe apesar das condições.

Fome

Novela Gráfica

de Knut Hamsun; Ilustração: Martin Ernstsen

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895646678
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 258 x 210 x 21 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Novela Gráfica
EAN: 9789895646678

Fome, a bela Novela Gráfica

Sofia Alves

Uma belíssima adaptação da obra de Knut Hamsun. Somos levados a conhecer as principais dificuldades pelas quais o escritor passa, nomeadamente a fome. A angústia, a paixão, a dor, aparecem muito bem retratadas. O grafismo é algo como nunca tinha visto antes. Adorei ler!

SOBRE O AUTOR

Knut Hamsun

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1920

Knut Hamsun (1859¿1952) nasceu em Gudbrandsdalen e cresceu na pobreza em Hamarøy, na Noruega. Publicou o seu muito aclamado romance Fome (1890), ao qual se seguiram Mistérios (1892), Pan (1894), Victoria (1898) e Frutos da Terra (1917) — obras-primas do início da modernidade na Literatura, o que lhe valeu a atribuição do prémio Nobel.
Figura controversa, Hamsun conheceu tanto a glória literária quanto, no final da sua vida, o mais aceso repúdio dos seus contemporâneos, o qual se ficou a dever às simpatias do autor pelo regime nazi. Terminada a guerra, tais posições valeram-lhe o julgamento por traição. Acabaria os seus dias na mais completa pobreza.

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