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Mistérios

de Knut Hamsun
Editor: Cavalo de Ferro, setembro de 2013 ‧
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A chegada de um misterioso estrangeiro, de nome Johan Nagal, a uma pequena cidade costeira da Noruega, transformará para sempre a aparente vida tranquila e inocente dos seus habitantes. Nagal, indivíduo controverso, com uma personalidade irracional e autodestrutiva, simultaneamente um herói e um charlatão, estabelecerá uma relação especial com Grogaard, o Anão, personagem repudiada por todos. Com a involuntária ajuda deste exporá todos os segredos da pequena comunidade, fazendo emergir os seus instintos mais negros e os seus desejos reprimidos, para depois desaparecer logo a seguir, tão misteriosamente como quando surgiu.
Mistérios, pela primeira vez traduzido em português, é unanimemente considerado pela crítica, uma das obras fundamentais da literatura mundial e Joahn Nagel uma das suas personagens mais enigmáticas e marcantes. Um livro que impressionou os seus contemporâneos pela radical (e polémica) visão do mundo que destila das suas páginas, cuja leitura provoca ainda hoje o mesmo forte impacto no leitor.

Mistérios

de Knut Hamsun

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896231729
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: setembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 225 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 296
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896231729

Arrebatador

Ana T

Autor laureado com o Prémio Nobel da Literatura, demonstra com esta obra o porquê de ser merecedor da distinção. A escrita é soberba e o enredo original. Uma obra desconcertante, que prende o leitor desde a primeira página.

Mistérios de Knut Hamsun

miguelmilcontos.

Mistérios é um livro arrebatador, viciante e altamente estimulante. Mergulha-se na primeira página e só vamos querer vir à tona na última. Mas não é só. É também um livro de ideias. O Jantar que o protagonista dá no hotel é elucidativo disso mesmo. Mas é, acima de tudo, quanto a mim, um romance de personagem literário. De facto, Nagal, concentra em si uma intensidade psicológica, intelectual e sociologica tal, que nos é difícil intuir da sua sanidade. É-nos tão difícil perceber se é um homem tão destemido quanto apaixonado, ou simplesmente uma mente perversa e manipuladora. Possivelmente ambas!

Fluxo de Consciência

Mary

Embora não tenha gostado tanto da leitura deste livro em comparação a "Fome", reconheço que é um livro bastante atual que intriga o leitor página após página e que reflete sobre o perigo das interações sociais ao mesmo tempo que nos transporta para a psique do protagonista em decadência. Recomendo a leitura!

Livro muito à frente do seu tempo e incómodo

Carlos Faria

Pela escrita e estilo de narrativa este romance poderia ter sido escrito no século XXI e ainda seria uma obra avançada para este tempo, mas é um romance lançado ainda no final do século XIX. A chegada de um personagem a uma pequena cidade que aos poucos consegue, sem o dizer claramente, pôr a nu os vícios e defeitos individuais dessa gente, expondo-se contraditoriamente às pessoas para daí lhes tirar o véu e sem nunca sabermos bem até ao fim quem é esta pessoa que agitou a cidade é de facto um mistério que o torna numa pérola literária e incómodo por questionar o interior de cada um.

Cataclismo literário

Fábio Lavos Martins

Começo por querer deixar uma questão muito bem arrumada,e de forma muito cirurgica: aqui não entra outro knut hamsun que não o que me interessa - o autor! E esse é, sem margem para quaisquer questões, absolutamente central na literatura europeia do século XX. E nao o é por mais nada que não o seu génio ímpar. Ler hamsun,e muito em concreto ler " mistérios" é poder ter contacto com uma inteligência e poder analítico verdadeiramente raros,não apenas na literatura,como na vida,como totalidade. A história de Johan Nagel, fechado o ciclo literário em que o acompanhamos, deixa na alma, imprimida,a impressão da possibilidade infinita de retorno a estas páginas,pelo insondável que é, e pela sugestão irresoluvel com que hamsun nos consegue manipular. Interessa menos a trama, o enredo e o desenlace,mas interessa em todo o detalhe o caminho,de Johan. Não o caminho iniciático do clássico regresso a "casa" ( aldeia natal) mas o verdadeiro caminho interior com que são desfiadas,em catadupa,as camadas psicológicas da personagem ( única e absoluta). Nagel é um provocador, um agitador constantemente ao serviço da cinética mental. Contrapõe-se a moral social de Ibsen, para numa passagem adiante se contradizer sem pruridos,em favor da dita consciência social de grupo. É um livro que nos invade,e não nos deixa ou sossega em nenhum momento. Que nos acompanha e faz parte de nós. E que por mais inquiridor e agitador que seja,não tem nada de hermético. Leitura obrigatória!

uma caixa de violino vazia

Sofia Micalli

Knut Hamsun, foi controverso. A sua escrita também tinha de ser. O estrangeiro que chega à pequena vila costeira, enfeitada com bandeirinhas para celebrar o noivado de uma bela jovem, vai abalar os alicerces de segurança e bem estar colocando questões, contando histórias e mentiras. Mas tudo isto, acompanhado das mais belas imagens bucólicas. Hamsun descreve a natureza de uma maneira exclusiva. Sentimos o verdejar da erva, o vento nas árvores, a poeira que se desprende nos caminhos da floresta.

Mistérios interiores

Alberto

Livro intenso e uma história deslumbrante sobre a densidade da mente humana e das suas lutas e dilemas interiores e suas consequencias nas relações com os outros .Absolutamente fabuloso.

SOBRE O AUTOR

Knut Hamsun

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1920

Knut Hamsun (1859¿1952) nasceu em Gudbrandsdalen e cresceu na pobreza em Hamarøy, na Noruega. Publicou o seu muito aclamado romance Fome (1890), ao qual se seguiram Mistérios (1892), Pan (1894), Victoria (1898) e Frutos da Terra (1917) — obras-primas do início da modernidade na Literatura, o que lhe valeu a atribuição do prémio Nobel.
Figura controversa, Hamsun conheceu tanto a glória literária quanto, no final da sua vida, o mais aceso repúdio dos seus contemporâneos, o qual se ficou a dever às simpatias do autor pelo regime nazi. Terminada a guerra, tais posições valeram-lhe o julgamento por traição. Acabaria os seus dias na mais completa pobreza.

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