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Faust. Tragedia Subjetiva

de Fernando Pessoa
idioma: espanhol, catalão
Editor: Editorial Barcino, junho de 2013 ‧
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Rescatada de l’espólio pessoà i reconstruïda a través de fragments escrits al llarg de tota la vida de l’autor, el Faust ha esdevingut el drama pessoà per excelúlència, símbol i analogia, potser, de tota la seva producció. Pessoa desenvolupa un lligam intertextual amb el mite fàustic de Goethe i de la tradició romàntica, on s’empelten, paradoxals i extremades, les obsessions ontològiques de l’autor. Hi ressonen, també, tots els fausts que deambulen per quatre segles de la nostra cultura. Al substrat de l’obra hi ha el mite primigeni de Prometeu, del déu modelat per l’home i, també, el mite faustià de l’home que vol vèncer la Vida a través de la Intelúligència. L’obra també és un laboratori d’assaig dels principis que regeixen els heterònims de l’autor. Amb el Doktor Faustus de Mann, aquest Faust, que li és gairebé antitètic, delimita en el segle XX, i de manera sublim, l’interval de la lluita clàssica entre Vida i Pensament.

Faust. Tragedia Subjetiva

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9788472269590
Editor: Editorial Barcino
Data de Lançamento: junho de 2013
Idioma: Espanhol, Catalão
Encadernação: Capa mole
Páginas: 501
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Poesia
EAN: 9788472269590

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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