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Faust

de Fernando Pessoa
idioma: francês
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS, abril de 1990 ‧
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Quatrième de couverture Pessoa, de son adolescence à sa mort, n'a jamais cessé de travailler à ce Faust. D'abord réellement dramatique, sur le modèle de Goethe, l'oeuvre en cours d'élaboration s'est peu à peu transformée pour devenir un soliloque lyrique et métaphysique, un drame sans autre personnage que le protagoniste, sans autre théâtre que sa conscience. De la masse des manuscrits que le poète avait laissés à l'état de brouillons, ses premiers éditeurs avaient tiré un " poème dramatique " de quelques dizaines de pages. C'est seulement en 1988 qu'a été publiée la totalité des fragments de l'oeuvre posthume, assemblés dans un ordre plausible, suivant les indications de l'auteur. Tel qu'il nous est parvenu, inachevé, lacunaire, conjectural, abrupt, inégal, ce Faust a une singulière grandeur. Les affres de l'intelligence aux prises avec la pensée du mystère du monde tiennent lieu ici des passions humaines qui sont le ressort habituel de la tragédie. Jamais un poète n'a autant justifié le mot de Rimbaud : le combat spirituel est aussi brutal que la bataille d'hommes.

Faust

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9782267007350
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS
Data de Lançamento: abril de 1990
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Detroits
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782267007350

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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