Eu?
SINOPSE
Hans, um reputado cirurgião, regressa a casa, vindo dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. A mulher, a mãe, os amigos e colegas de profissão acolhem-no de braços abertos e tratam-no com a esperada familiaridade. Mas ele sente-se outro e a verdade é que o cão lhe ladra como a um estranho. Será aquela realmente a sua casa, aquelas as suas gentes, aquele o seu corpo? Poderá ele ser culpado pelos atos cometidos por alguém que não é ele? Assombroso monólogo sobre a existência, este pequeno romance de Peter Flamm deixa no ar uma grande interrogação: posso continuar a considerar-me eu se as experiências vividas me transformaram? Publicado originalmente na Alemanha em 1926 e durante quase um século por reeditar, Eu? é uma pérola literária da prosa expressionista que chega agora a Portugal com tradução de Sara Seruya.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-711-266-9 |
| Editor: | Livros do Brasil |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 152 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Dois Mundos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989711266910 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Introspectivo
Nuno
Emocionante e intenso. As imensas questoes o ser individual e crescimento. É uma obra para ler com atenção e sentir!
Assombroso monólogo
Marilia Correia de Barros
Quando se passa por uma dolorosa experiência na vida, ao olhar para trás, tal como Hans, não se sai desse trauma a mesma pessoa. Hans, personagem principal, ao regressar a casa depois da Primeira Guerra Mundial, não se sente o mesmo que era. Como poderia? Viu milhares de amigos serem mortos, matou também muitos. É assim a guerra matar alguém que não se conhece, ser morto ou ferido por alguém que não conhecemos só porque os políticos nos enfiaram nas trincheiras e nos mandaram matar "inimigos" desconhecidos. Não se pode deixar de ser um outro depois de se ter vivenciado experiências terríveis.
Um livro de primeira linha. De génio!
TeresaC
Um homem, médico cirurgião regressado a casa após o final da Primeira Grande Guerra, enfrenta o seu próprio Eu na redescoberta do seu espaço, na procura de encaixe num lugar que já foi seu, no reencontro com pessoas que deixou ao partir. Mas e quem terá efetivamente deixado? Quem é este homem que agora regressa? Para quem realmente volta? Publicado pela primeira vez em 1926, não me passou de forma alguma a sensação de estar perante um livro com quase 100 anos. A escrita é uma lufada de ar fresco e muito diferente daquilo que eu esperava encontrar num clássico, com um ritmo de escrita frenético, diria até que de urgência. Seguindo constantemente o pensamento do protagonista senti-me posta num lugar de desconforto pela exposição a uma ansiedade contínua, protagonista cujas dúvidas eram as minhas e sobre as quais esperava que me desse resposta. É todo um livro a vaguear pela cabeça de um homem perdido entre vidas e memórias, procurando desbravar um caminho que nem sempre sente como seu. A história não é plenamente clara nem objectiva. De inclinação surrealista, requer a análise de cada leitor e é na dificuldade dessa busca por uma verdade que será com certeza diferente para cada um de nós, que reside a beleza deste livro. Há já algum tempo que um livro não tinha este efeito encantatório em mim, porque uma coisa é gostar muito de um livro outra é terminá-lo em completa - radiosa - apaixonada euforia.
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