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Em Ouro e Alma

Correspondência com Fernando Pessoa

de Mário de Sá-Carneiro
Editor: Tinta da China, novembro de 2015 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Sá-Carneiro e Pessoa mantiveram um dos mais importantes diálogos epistolares da literatura portuguesa, tanto pela vivacidade da escrita, como pelo seu contributo para a compreensão da obra de Sá-Carneiro, dos heterónimos pessoanos e da revista Orpheu. Inclui a transcrição de manuscritos inéditos.

Em Ouro e Alma

Correspondência com Fernando Pessoa

de Mário de Sá-Carneiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896712860
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: novembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 201 x 39 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 672
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789896712860

A amizade de verdade existe mesmo

J.S.

Este livro reúne a correspondência de Sá-Carneiro para Fernando Pessoa, uma vez que as cartas do poeta fingidor para o amigo se perderam, não constando, por isso no presente livro. É um livro que se lê num instante, já que se tratam de pequenos textos, mas onde se vê e se sente uma verdadeira amizade, da primeira à última carta. Para quem admira os dois poetas, poderá conhecê-los agora ainda melhor. Numa edição muitíssimo cuidada, rigorosa e, por conseguinte, fidedigna. Recomendo.

Grande livro de cartas entre dois grandes poetas

Marisa Torres

Dois dos maiores poetas do século XX que agora se conhecem e trocam cartas de grande importância. Um livro ótimo para quem tem pouco tempo para ler, pois é de leitura rápida e acessível. Recomendo imenso!!

Diálogo epistolar

EA

Um belíssimo diálogo entre dois dos melhores poetas portugueses numa cuidada edição. «Morre jovem o que os deuses amam.»

SOBRE O AUTOR

Mário de Sá-Carneiro

Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português se foi formando com caracteres próprios na recepção das correntes de vanguarda europeias, processo de que a correspondência que estabeleceu com Fernando Pessoa dá um testemunho documental precioso e que culminaria com a publicação de Orpheu, em 1915. Os poemas que edita no primeiro número de Orpheu, destinados a Indícios de Oiro, são, a este título, significativos da sua adesão às estéticas paúlica e sensacionista, que na correspondência entre os dois grandes poetas fora gerada, glosando, então, em moldes muito devedores do simbolismo-decandentismo, a abjecção de um eu em conflito com um outro, reverso da sua frustração e insatisfação ("Eu não sou eu nem o outro, / Sou qualquer coisa de intermédio: / Pilar da ponte de tédio / Que vai de mim para o Outro", "7"), ao mesmo tempo que a publicação de "Manucure", no segundo número de Orpheu , revela uma incursão por uma forma poética mais próxima da escrita da vanguarda futurista, no que contém de autonomização do significante. Já antes de Orpheu, a colaboração de Mário de Sá-Carneiro na revista Renascença (1914) - onde Fernando Pessoa publica Impressões de Crepúsculo -, com a publicação de Além (apresentado como uma tradução portuguesa de certo Petrus Ivanovitch Zagoriansky), instituíra a sua experiência poética na charneira entre a herança simbolista e as tentativas paúlicas e interseccionistas. Mário de Sá-Carneiro constitui ainda um paradigma da prosa modernista portuguesa pela publicação das narrativas Céu em Fogo e A Confissão de Lúcio, construídas frequentemente a partir do estranhamento de um narrador insolitamente introduzido em situações onde o erotismo, o onirismo, o fantástico, se associam aos temas obsessivos do desdobramento e autodestruição do eu. O seu suicídio, com 26 anos, parecendo vir selar aquele sentimento de inadaptação à vida, de permanente incompletude, de narcísico auto-aviltamento e, sobretudo, de consciência dolorosa da irremediável cisão do eu, consubstanciada na dramática tensão entre um eu, vil e prosaico, e um outro, seu duplo ideal, que alimentaram tematicamente a obra, nimbou-o para a posteridade de uma aura de poeta maldito, que deixaria um forte ascendente sobre a poesia contemporânea de gerações posteriores à sua. Com efeito, a mensagem poética do autor de Indícios de Oiro ecoa postumamente na literatura presencista da geração de 50 e até surrealista, passando por nomes absolutamente diversos como Sebastião da Gama, Mário de Cesariny ou Alexandre O'Neill, entre muitos outros.

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