Em Movimento. Uma Vida

de Oliver Sacks
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2015 ‧
A autobiografia de Oliver Sacks, Em Movimento, está repleta de uma incessante energia. O desejo de Sacks de se envolver em viagens e encontros inesperados torna-se evidente à medida que conta as suas experiências como jovem neurologista no começo da década de 60, na Califórnia e depois em Nova Iorque, onde, na enfermaria de um hospital, descobriu uma doença há muito esquecida e conheceu um grupo de pacientes que veio a influenciar a sua vida.

«Oliver Sacks tornou-se o neurologista mais famoso do mundo. Os seus estudos de caso sobre os problemas da mente oferecem uma importante compreensão dos mistérios da consciência.»
[Guardian]

Em Movimento. Uma Vida

de Oliver Sacks

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896415532
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 232 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 376
Tipo de produto: Livro
Coleção: Antropos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789896415532

Maravilhoso

Fátima Linhares

Gostei de todos os livros de Oliver Sacks e esta autobiografia é muito boa. O autor tinha o dom da escrita.

Oliver Sacks nunca decepciona, excepto na sua biografia

Patrícia Luis

Sou grande fã de todos os livros do neurologista e Pessoa Humana com letra grande Oliver Sacks. Conseguiu sempre tornar interessantes aspectos melindrosos e pouco estudados da mente humana. Minucioso e empático, foi partilhando com os leitores a sua vida e os seus doentes. Neste Em movimento, canção do cisne, sabendo de uma morte há muito anunciada, preferiu focar assuntos pessoais como um desabafo, como um último saír do armário. Não havia necessidade de ser apologético. Bastava escrever como nos deliciou antes

Excelente

L C

Uma biografia na primeira pessoa do singular, simplesmente, brilhante. Um livro magnífico, de fácil leitura, cheio de emoção e humanismo, que nos cativa e nos deixa com pena de acabar a sua leitura.

SOBRE O AUTOR

Oliver Sacks

O médico e escritor inglês Oliver Sacks nasceu em 1933, em Londres, sendo filho de um casal de físicos. Formou-se como médico em Oxford e no início da década de 60 mudou-se para os Estados Unidos da América. Neste país estudou em regime de internato em São Francisco e, posteriormente, frequentou neurologia na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Em 1965 foi viver para Nova Iorque, onde se tornou professor de neurologia na Escola de Medicina Albert Einstein, professor assistente de neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque e consultor de neurologia numa instituição de caridade.

Em 1966 começou a trabalhar, também como neurologista, no Hospital Berth Abraham, no Bronx, em Nova Iorque. Aqui lidou com um grupo de doentes, que se caracterizavam por estar décadas num estado catatónico, incapazes de fazer qualquer tipo de movimento. Constatou que esses doentes eram os sobreviventes de uma grande epidemia da doença do sono que assolou o mundo entre 1916 e 1927. Tratou-os então com um medicamento novo, o L-dopa, que permitiu que eles regressassem a uma vida normal. Este caso inspirou-o a escrever em 1973 o livro Awakenings, a sua segunda obra literária, que viria a servir de inspiração a Harold Pinter para escrever a peça de teatro A Kind of Alaska e à realizadora Penny Marshall a fazer o filme Despertares. Este filme, estreado em 1990, tinha como actores principais Robin Williams, no papel de Sacks, e Robert De Niro.

Mas ainda antes deste filme estrear, Sacks tinha-se tornado conhecido, especialmente nos Estados Unidos da América, com o livro The Man Who Mistook His Wife for a Hat (O Homem que confundiu a mulher com um chapéu). Esta obra, lançada em 1985, era uma colecção de histórias de casos verdadeiros nos limites das experiências neurológicas. Tratava-se do relato de histórias da luta de doentes com a esquizofrenia, a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer, síndrome de Tourett, autismo, etc.

Em 1989 Oliver Sacks foi distinguido pela Fundação Guggenheim pelo seu trabalho na área por ele designada de neuroantropologia da Síndroma de Tourette, na qual os doentes têm tiques involuntários. O estudo analisa, nomeadamente, o modo como era percepcionada a doença em diferentes culturas.
Os seus livros, escritos desde 1970 e traduzidos para mais de vinte línguas, tornaram-se campeões de vendas e ganharam diversos prémios em todo o mundo, sendo utilizados em aulas nas universidades. Inspiraram também artistas de diversas áreas culturais. Mas Sacks notabilizou-se também pelos seus escritos na Imprensa, tanto generalista como especializada em medicina.

Oliver Sacks é membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras, da Academia Americana de Artes e Ciências e da Academia das Ciências de Nova Iorque.

Oliver Sacks morreu em Nova Iorque no dia 30 de agosto de 2015.

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