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Editor: Companhia das Letras, maio de 2024 ‧
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Das saudosas férias em família à dormida penosa numa cama com percevejos; da aprendizagem lenta da solidão ao ódio às festas de casamento que mais parecem carnavais; do martírio da insónia às árduas negociações entre mãe e filhas; da navegação cega pelas redes sociais ao poder conciliatório da literatura; da redescoberta da terapia ao reencontro com um primeiro amor: Deriva deambula por assuntos tão diversos e inesperados quanto o ângulo espirituoso ou afiado que Madalena Sá Fernandes escolhe para os abordar.

Um livro que confirma a desenvoltura literária de uma escritora que, olhando para si mesma e para o que a rodeia, devolve a cada leitor uma espécie de reflexo no espelho.
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Crónicas e memórias

As crónicas são a narrativa dos tempos. A dos tempos de um país, de uma sociedade, de uma pessoa. Partem da memória do escritor, ou da análise que faz do que o rodeia. São textos curtos, mas nem por isso menos impactantes. Deriva Após o sucesso do seu primeiro romance, Leme, uma autêntica mordida de tubarão, pela forma crua com que relata um momento da sua vida, Madalena Sá Fernandes entrega-nos estas breves pinceladas de genialidade. Em Deriva, encontramos um conjunto de crónicas que foram sendo publicadas em órgãos de imprensa nacional, mas também alguns inéditos da autora. Viajamos entre um humor que brinca com as convenções, passamos por parágrafos que nos emocionam, outros que provocam e, outros ainda, de um lirismo muito particular. Estamos no território do detalhe, da observação precisa, de uma ironia que não passa despercebida e que confirmam Madalena Sá Fernandes como uma das mais importantes vozes literárias portuguesas da atualidade. QUERO LER!






  As 100 melhores crónicas Um trabalho hercúleo, este o de escolher apenas cem crónicas entre os provavelmente milhares de textos geniais escritos pelo MEC, como é conhecido o autor deste livro. São crónicas que tinham o condão de pôr Portugal a falar delas no dia em que eram publicadas, mexendo num país que precisava de ser picado, que temia o humor cáustico e que se fechava numa roupagem de conformidade a que Miguel Esteves Cardoso nunca prestou vénia. É curiosa, no entanto, a sua inegável atualidade e como ainda faz falta esta voz que desinquieta, própria dos melhores entre os melhores. Neste livro encontramos um leque de emoções amplo, expostas em textos que são a voz de muitos os que questionam o mundo e para os quais não existem temas intocáveis. QUERO LER! Autobiografia não autorizada 2 A ideia de escrevermos sobre nós mesmos sem para isso termos a nossa própria autorização não é tão confusa quanto parece. A crónica não tem de obedecer à verdade dos factos, como outros géneros jornalísticos. Não existe um dever para com a imparcialidade. Pede-se ao cronista precisamente o contrário: que leia para lá do óbvio, que apresente pontos de vista, que celebre a opinião. Dulce Maria Cardoso fá-lo com a perícia de quem domina as palavras ao ponto de as pôr a dizer exatamente o que elas querem dizer, sem descurar um mundo de interpretações e riqueza estilística. Nestas crónicas, a escritora vai sobretudo às suas memórias, misturando o normal com o excecional, revisitando uma ironia e uma acutilância muito próprias, com as quais nos tínhamos já deliciado no primeiro volume desta sua autobiografia. QUERO LER! Todas as crónicas Quem gosta de ler o que escreveu Clarice Lispector é geralmente um advogado de defesa da autora, empenhado em seduzir outros leitores para a profundidade da sua escrita. Mas Lispector pode não ser fácil à primeira vista. Entramos num mundo denso, os sentimentos esdrúxulos, o torpor dos tempos nas suas palavras. Uma escrita onde a complexidade anda de mãos dadas com uma sensação de que pouca coisa está bem no mundo e na vida, há que mudar tudo, mesmo tendo aquele burburinho de desistência a soprar no ouvido. Este livro pode ser uma boa entrada para o mundo de Clarice Lispector. A estas crónicas não falta o seu jeito, está lá tudo. Mas, pelas características do próprio género, acreditamos que será um primeiro encontro bem-sucedido com a autora. E, depois, não há como não querer um segundo. QUERO LER!

Deriva

de Madalena Sá Fernandes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897877551
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: maio de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 232 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897877551

Gostei

DP

Um livro leve e profundo ao mesmo tempo. Nunca tinha lido um livro de crónicas e confesso que acho que deveriam existir mais livros deste tipo. A grande maioria das histórias fez-me despertar alguma sensação ou memória. Um livro que acaba por ser muito aconchegante.

Que viagem!

Carla Familiar

Um livro simples que nos permite conhecer melhor a escritora. Contos breves que nos levam a viajar no tempo. Na verdade sentimo-nos à deriva de uma vida comum.

Rir e chorar

Alexandra Vale Cruz

Revemo-nos em muitas palavras que a Madalena escreve; vamos do choro ao riso rapidamente e passam muitas coisas pela cabeça que a autora descreve na perfeição; resumindo: recomendo!

Espetacular!

Inês Sousa

Um livro de crónicas sinceras e muito bem escritas. Fácil e rápido de ler. Recomendo do início ao fim!

Crónicas que podiam ser de cada um de nós

Ana Geração

Neste conjunto de crónicas, mais do que observar o mundo, a autora observa-se a si própria. A escrita é intimista, revela fragilidades com que todos nos identificamos, incertezas, decisões mal amadurecidas, memórias, laços familiares, amores e desamores, mas também momentos felizes, de viagens ou de encontros, pelo que facilmente nos revemos nesta escrita.

Deriva derivou

Tiago

Quem leu o "Leme", o primeiro livro da Madalena, não deve ler este livro esperando encontrar o mesmo estilo. Este livro é um livro de recortes, recortes de 2 páginas, onde cada recorte é uma memória, uma história que a Madalena nos tem para dar enquanto leitores. Memórias tão complexas como as que relembram a sua infância e a sua avó, como memórias tão corriqueiras do nosso dia a dia. Um livro não tão intimista como o seu primeiro livro, mas um livro que permite compreender e identificar ou pouco mais (ou não) com a personalidade da Madalena.

Supresa

MMatos

Não costumo ler livros de crónicas, porque "histórias" pequenas não são desenvolvidas e aprofundadas como eu gosto. No entanto, esta foi a sugestão de leitura de um clube de leitura a que pertenço e surpreendeu-me! Quanto mais avanço no livro, mais gosto. Pequenos "nadas" que fazem parte do nosso dia-a-dia e nos dizem tanto, são uma forma escrita e estruturada de pôr em palavras aquilo que tantas vezes sentimos e nos passa pela cabeça. Identifiquei-me com muitas histórias e o ritmo e fluidez de algumas, parece poesia e fez-me miutas vezes esboçar um sorriso.

Maravilhoso

Dora Silva Livros à Lareira com chá

Viciante a escrita da Madalena recomendo muito !!

Refrescante ironia

Ler, um prazer adquirido

Madalena Sá Fernandes esteve presente num clube de leitura e adorei a conversa e a pessoa. O prefácio por Gregório Duvivier é maravilhoso e expressa o que pensei e senti e isso bastou para comprar o livro sem hesitar. "Gosto da importância que Madalena dá às coisas sem importância. Mas gosto sobretudo da desimportância que dá a si mesma, e confessa o inconfessável." Pequenas crónicas (e já muitas vezes comentei o quanto gosto de ler curtas) que se entrelaçam com vivências ou memórias que tenho e me emocionam ou divertem. Nunca indiferente. Leio devagar e acumulo com outras leituras. "A senhora sou eu" assentou que nem uma luva mas não é a única. Estou completamente rendida a este livro. Ler é sexy. ¿

SOBRE O AUTOR

Madalena Sá Fernandes

Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa. Escreve crónicas no jornal Público. Leme, o seu livro de estreia, saiu em 2023, na Companhia das Letras. Deriva, o seu segundo livro, é composto por uma seleção das crónicas do Público e por vários textos até então inéditos.

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